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domingo, 11 de maio de 2008

Tempo extra

 A consequência mais formidável da massificação do ensino é havermos o dr. Rui Santos por doutor, discorrendo cientificamente sobre todos os ângulos da bola para lá de 90 minutos em cada domingo à noite.


Doutor em bola (Congresso do Desporto, 2006)
Fotografia do dr. Rui Santos na página do governo sobre o Congresso do Desporto, 2006.

18 comentários:


  1. Caro Amigo,

    E havermos nós de sofrê-lo, a ele e a outros génios da bola falada, como se já não nos bastassem os da bola jogada, a toda a hora a debitar conselhos idiotas na Publicidade desgovernada que por aí grassa...

    Nunca tão poucos se repimparam com tanto, à conta de imensas multidões açuladas pelos ditos génios palavrosos, perversos na sua suposta função, pese o empréstimo aqui tomado à célebre declaração de Churchill, em tema bem mais elevado.

    Quem nos livrará desta praga futeboleira ?

    Bom início de semana.

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  2. feira de castro12/5/08 22:09

    Não há pachorra.

    E o ar circusnpecto e altamente concentrado com que falam do assunto, com a mesmissíma preocupação de um cientista que tem que explicar qual a solução para todos os males do mundo.

    É duro. Muito duro. Principalmente para nós.

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  3. Lembrem-se que o homem é um accionista importante em quem participa no mando na Sic. Quando éramos miúdos o dono da bola não jogava sempre, mesmo que fosse um cepo?
    Abraço

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  4. Isto de falar tanto em bola é como falar um quadro sem valor nenhum, por isso toca a falar na moldura que é muito bonita bla bla bla e assim não se vê a realidade do nosso pais cada vez mais vazio em termos de cultura.

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  5. Os doutores em bola é que não. Cumpts. :)

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  6. Pois! E serão mais doutos os dòtores em bola ou os dòtores em consultoria? Cumpts. .)

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  7. Está então explicado. Cumpts.

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  8. Da bola falam muito além dos nós da madeira da moldura. Chegam até à vizinha da sogra do marceneiro que a fez.
    Cumpts.

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  9. E por falar em futebol: é interessante vericar que a nomeação de Rui Costa para director desportivo do Benfica tenha tido mais importância nos noticiários do que a suspensão da realização da Feira do Livro. É a cultura do pontapé ou um pontapé na cultura?
    A.v.o.

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  10. Tal como há quem não saiba que estar vivo é o contrário de estar morto, também há quem não saiba que o futebol se joga com uma bola e uma baliza.
    Por tudo isso... O que seríamos nós sem o Dr. Rui!? :)

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  11. Eu acho que é mesmo a cultura do pontapé. Muitas vezes até no português! :-)
    Agora a sério… não consigo deixar de me espantar com o tempo que o futebol ocupa nos Telejornais, em detrimento das notícias realmente importantes.
    Parece-me ser uma coisa simples de resolver… Mas deve ser uma missão impossível obrigar as televisões a dar o mesmo tempo de antena à Cultura que dão ao futebol - que nem sequer é ao desporto em geral!

    Abraço
    Luciana

    PS- Já agora, Sr. Atentti al Gatti , de onde lhe vem esse seu esse nome tão curioso? Acho-o maravilhoso. Parece um prato italiano… :-)

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  12. É a cultura do pontapé na bola; para pontapear a cultura era preciso que a reconhecessem para chutá-la. E não são capazes. Cumpts.

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  13. O que seria de nós. Isso! Cumpts.

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  14. Respondendo à pergunta da Srª D. Luciana:
    - Lamento desiludi-la, cara senhora, mas a origem do nome é prosaica. Como tenho um gato e uma gata, um familiar trouxe-me de Itália um azulejo com uma bonita imagem de dois gatos e, por baixo, a inscrição, cuja reprodução lhe despertou a curiosidade e que apenas quer dizer "cuidado com os gatos", à semelhança de "cuidado com o cão". Esse azulejo está colocado à entrada do meu humilde tugúrio. Assim, por falta de imaginação, o nome que uso aquí é também o que identifica a minha porta.
    A.v.o.

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  15. Na verdade, é com uma bola e "duas" balizas :)

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  16. Obrigada pelo esclarecimento!
    Não falo nem escrevo italiano mas calculei que "à letra" fosse esse mesmo o seu significado (não é assim tão diferente do português - embora bem mais musical...). Julguei foi que escondesse mais qualquer coisa (tipo: gato por lebre! :-) ) .
    No entanto, não me desilude, de forma alguma, a sua singela origem… A originalidade também reside na forma como damos nova vida às coisas mais singelas.
    E lá que é bonito… é! :-)

    Abraço
    Luciana (não Sra. D. – que é muito pesado! :-) )

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  17. Fico-lhe grato pelas suas amáveis palavras, cara Luciana (assim, em versão "light", a seu pedido e na condição de esquecer o sr.). Estou de acordo no que respeita à singeleza das coisas, embora que neste caso prevaleceu mais o pragmatismo.
    A.v.o.

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  18. Ah, pois é! Lá falhei eu uma das aulas do Dr. Rui! :-)

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