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domingo, 26 de agosto de 2007

A leitaria Mexicana


Av. Guerra Junqueiro, Lisboa (A.Passaporte, c. 1950)



 Há meses publiquei esta fotografia da Av. Guerra Junqueiro em Lisboa, e alvitrava poder ser uma leitaria o estabelecimento antecessor da Mexicana, cujo toldo vedes à esquerda. Ontem tive o grato prazer de receber um elucidativo comentário nesse verbete sobre a dita pastelaria.

 



 A Mexicana foi fundada em 1946 por um grupo de 4 sócios, 3 dos quais ligados à família Vicente, oriunda de Tomar. Os terrenos onde hoje se situa a Praça de Londres foram adquiridos na primeira metade do século XX por Tomarenses que [os] lotearam e venderam a outros Tomarenses para construção. Uma parte considerável do terreno onde se encontra a Igreja de S. João de Deus era desta família Vicente e da família Alcobia Neves. Ainda hoje, os principais sócios da Mexicana são descendentes do fundador José Vicente que terá dado sociedade, em comandita, a um sobrinho de nome Manuel Penteado que explorou aqui, no início, uma leitaria que mais tarde evoluiu para aquela que é hoje uma das mais afamadas pastelarias do País.

Enviado por Ricardo Jorge em 25/08/07 às 09:40 PM



 Agradeço ao benévolo leitor Ricardo Jorge a interessante informação. Apraz-me muito saber estas curiosas histórias, mormente quando se trata de lugares que me são tão familiares como a Mexicana.
 Já agora e também como curiosidade, aqui fica uma fotografia nova da avenida retratada acima.

Av. Guerra Junqueiro, Lisboa © 2007
Av. Guerra Junqueiro, Lisboa, 2007.




 Redijo esta nótula à margem para dizer que fui à Mexicana hoje à tarde para café e refrescos na esplanada. Para evitar os pardacentos torcionários das redondezas optei por pôr o carro no parque subterrâneo. Admirou-me que a entrada do parque tivesse o gradeamento descido vedando totalmente o acesso. Fiquei até na dúvida se o parque estaria aberto, mas uns dizeres pintados no portão - Aberto 24 horas; toque à campainha para ajuda - desfaziam o equívoco; aquilo deve ser para vedar a entrada à fauna indesejável que por ali pulula com tanta diligência em arrumar carros. Todas as entradas e saídas, as de peões também, estavam trancadas. Admira-me eu é passar-se isto num domingo à tarde, no Verão. Triste Lisboa!...


4 comentários:

  1. o pasteleiro chefe da mexicana é mau mesmo eu ja exprimentei um bolo de batizado feito lá e estou arrependido.

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  2. Ainda gosto de esplanadar na Mexicana. Há sempre cromos a passarem: na rua :)
    Cumprimentos.

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  3. Posso confessar uma coisa? Gosto mais de 1ª. fotografia...gosto de espaços abertos, arejados... ;)))

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  4. Lamento saber, Tron. // É giro ver os humanos no seu haitat, Dona T. // Olhe que também eu, Menina Marota. Também eu. // Cumpts.

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