Passeio central com árvores, vivendas; o bonito aspecto da Rua Castilho nos anos 30/40 em dia soalheiro. Avistava-se a estátua do Marquês de Pombal sobressaída do casario.
A casa era no 64-66, projecto de Raul Lino reflectindo concepções do arquitecto sobre o tema da «casa portuguesa»; foi prémio Valmor em 1930.
Demoliram-na em 1982.
Prémio Valmor de 1930, Lisboa, [1934-1947].
Paulo Guedes in José Manuel Pedreirinho, 100 anos de Prémio Valmor, Pandora, 2003.
Naquele terreno há um parque de estacionamento mas dali não se avista a estátua do Marquês. Tenho impressão que hoje nem nos dias mais soalheiros o Sol banha aquele passeio. As luminárias esgotaram-se na demolição...
quarta-feira, 7 de março de 2007
Rua Castilho
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Dá muita vontade de dizer asneiras, não é?
ResponderEliminarTambém demoliram o Ventura Terra da AA Aguiar de que eu tanto gostava.
O que resgata o património que se foi?
Irreconhecivel... Nem esforçando-me conseguiria adivinhar.
ResponderEliminarDestruir o belo e erguer o monstro! As nossas avenidas tinham prédios e casas lindas mas agora é raro, parece um concurso a ver quem consegue fazer o edifício mais mostrengo e mais feio, alguns confesso que é preciso muita imaginação para idealizar coisa tão feia!!!!
ResponderEliminarQue cidade maravilhosa! Dá vontade de mergulhar na fotografia!
ResponderEliminarDona T.: Património é duma ordem de valor imaterial, não é conceito que se aplique numa dimensão material em que tudo é mercadoria; note que até lousas sepulcrais são mercadoria vendável para, p. ex., publicidade... // D. Scarlata: Irreconhecível! Isso mesmo! // D. Luar: É a subversão do Belo, outro valor imaterial... // Zé: Dá vontade de mergulhar na fotografia sim senhor. // Cumpts.
ResponderEliminarDeveriam ser punidos com pena máxima de prisão todos os autores de demolições de edifícios arquitectònicamente valorizados, sobretudo e principalmente aqueles aos quais foram atribuídos "Prémios Valmor", os antigos, não alguns autênticos mamarrachos mais recentes, que foram distinguidos com o mesmo "Valmor". Mas também se sabe perfeitamente o motivo destas últimas atribuições.
ResponderEliminarParabéns pelas lindíssimas reproduções de edifícios e algumas amostragens (antigas) da cidade e arredores, que vai aqui trazendo.
Estas moradias da Rua Castilho são duas pequenas pérolas da nossa arquitectura, das muitas infelizmente já desaparecidas.
Maria
Obrigado D. Maria!
ResponderEliminarQue bonito que era!
ResponderEliminarEra sim! Cumpts.
ResponderEliminarA mansão MacBride! Uma delas foi para prédio, outra para parque de estacionamento, uma tristeza.
ResponderEliminarSem dúvida! Que sina esta... Cumpts.
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