Não consigo já decifrar a sigla. No tempo em que os árbitros usavam sempre equipamento preto o meu padrinho apitava lá jogos de amadores.
Há muito tempo, como o guarda do campo era um padre, o povo do bairro chamou-lhe Campo do Padre. Ao depois do padre morou lá um guarda cuja alcunha era o Parte-a-Tola; talvez por correr dali com os cachopos à pedrada, não sei… [parece que sim]. Com o tempo foi-se aos poucos o povo do bairro esquecendo do padre e o nome virou Campo dos Telefones.
Pode ser que hoje os trabalhadores dos Telefones joguem só por sms. Daí a ruína.
Campo do Padre, Picheleira, 2006.
Pobre campo...Mas os trabalhadioes dos telefones tinham dantes uma série de actividades culturais e desportivas.
ResponderEliminarLembro-me da espantosa biblioteca que tinham na Casal Ribeiro, de que fui muito cliente. Depois retringiram o acesso só a funcionários da empresa. Agora nem sei se ainda existe.
Havia nessa biblioteca uma obra sobre Lisboa em pequenos cadernos de grande formato com fotografias formidáveis da cidade «português suave». Não me recorda o título...
ResponderEliminarCumpts.
1) ver uma foto da minha terra é e será sempre motivo de perturbação - positiva, perturbação positiva.
ResponderEliminar2) CCDTTLP - Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores dos Telefones de Lisboa e Porto
3 - a célebre obra que se encontrava na biblioteca da casal ribeiro chamava-se Lisboa no Passado e no Presente. e eu sou um feliz possuidor dessa obra.
4 - aquele abraço, sócio.
Cuidei que me ajudarias nesta aqui. Depois da segunda deixa nem duvidei mais... :) Um abraço, amigo!
ResponderEliminarMais umas belas memórias do passado cultural do nosso país, trazidas a lume.
ResponderEliminarE o que gosto particularmente de ler, é a interacção entre as tuas postagens e os comentários dos leitores.
Obrigado também pelas visitas.
Um abraço
Obrigado! E faço votos de boas melhoras. Cumpts.
ResponderEliminarPois é... já foi "Campo do Padre", depois Campo do "Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores dos Telefones de Lisboa e Porto - CCDTTLP", mas possívelmente já nem isso é.
ResponderEliminarO mais certo é passar para algum empreendimento habitacional. O local tem uma boa vista.
Só quem viveu na Picheleira pode dar valor ao que lá passou...
Continue amigo... Felicidades
Muito provavelmente terá razão. Obrigado pela visita. Cumpts.
ResponderEliminarAmigo Bic Laranja:
ResponderEliminarInfelizmente só hoje descobri esta pérola fotográfica do meu querido campo dos Telefones ou campo do Padre. Nem imagina as saudades que despertou em mim. E que mágoa ver aquele espaço que foi meu naquele estado. Sabe, eu nasci ali muito perto, no número 64 da Capitão Roby; sim, naquele prédio de gaveto onde existiam um talho (o do Chico), um sapateiro (o Semestre) e uma mercearia. Passei muitas e muitas horas da minha vida no campo do Padre, ora a ver os jogos que lá se realizavam, desde os populares até aos jogos da FNAT; assistia quase sempre aos treinos da equipa dos Telefones e era nessa altura que aproveitava para ir apanhar as bolas que saíam do campo e dar uns pontapés numa bola de cautchú. Um luxo, para quem estava habituado a jogar com todo o tipo de material, até com pedras. Um dia destes fui lá visitar o bairro, passei de carro pela minha Capitão Roby e... Bom, passaram trinta e tal anos desde que saí de lá, mas não consigo ficar indiferente àquele lugar. Por mais voltas que dê, aquela é a minha terra.
Desculpe o atraso mas ainda assim aqui lhe deixo estas palavras.
Um abraço amigo, Carlos Oliveira