Atentos leitores aqui deste blogo de notas têm-me comentado o aparente anacronismo da imagem dos Cavaleiros e tipóias. De feito, a não ser que seja desfile - dizem-me os benévolos leitores e eu concordo -, os meios de transporte, o candeeiro (talvez a gás), o tipo da calçada (ou falta dela), o uniforme do sr. polícia; tudo parece remeter a dita imagem uns 25 anos para trás.
Admitindo que o arquivista tivesse válida razão para dar a fotografia ao ano de 28 mantive a legenda do Arquivo. Descrendo eu também, todavia, da verosimilhança da datação, revi o artigo, marquei a dúvida e aventei uma conjectura, também marcada de dúvida: a fotografia, não sendo obra do autor indicado, seria talvez peça da sua colecção; uma fotografia que ele não tirara, portanto, mas que obtivera por compra ou oferta. A verdade é que não achei nenhuma prova de nada...
Do pouco estudo que fiz, deixo-vos a Panorâmica da Avenida, Lisboa, 1930 [ou talvez 1934].
Parece-me que nesta o fotógrafo Ferreira da Cunha trepou ao pedestal do Marquês.
Ainda bem que, na altura, Portugal não disputava fases finais do campeonato da bola, ou ainda viria por aí abaixo e esborracharia uma Piquena. Duas coisas me fazem impressão: 1- os espaços entre os edifícios, ou não preenchidos, ou ocupados como que por umas mercearias ou garagens/cocheiras mais baixas...; 2- haver muito mais árvores, mas parecer abundar menos o verde. Muito outonal, está visto. Abraço.
ResponderEliminarCaro Paulo: 1) garagens e bombas de gasolina, segundo o guia de Portugal, parece que era coisa vulgar na Avenida; 2) Pode ser que seja Outono, mas creio que havia mais árvores, plantadas havia poucos anos. Cumpts.
ResponderEliminarQue espectáculo! Que sossego, pode-se respirar!
ResponderEliminarAs àrvores parecem-me Palmeiras, as primeiras a contar de cima.Quanto ao fotógrafo, só pode ter tirado encarrapitado no Marquês.
Entretanto chegou o progresso e trocaram-se as cómodas D. Maria pelos combinados de fórmica! Ah felicidade!!! E que "lindas" são as vivendas da Quinta do Lago. Portugal é uma choldra? NÃÃÃÃÃ...
ResponderEliminarDª Brites: era sossegado, pois. Pena que já não seja. // Paulo: Chama-lhe progresso!... // Cumpts. aos dous.
ResponderEliminar