A República Portuguesa diz-se laica mas a televisão pública está positivamente convertida à religião do deus mercado.
Assisti ontem no telejornal, em directo de um templo de Alcochete (cujo nome era ostensivamente enunciado), a um fervoroso acto de pregação da religião mercantil. A homilia versava algo no género dos «portugueses este ano vão gastar menos 6% nas compras de Natal», dogma doentiamente repetido pelo sacerdote de serviço. E era tamanha a fé, que nem a negação do dogma, em directo, por um devoto consumidor, pôde abalar.
Templo de Saturno, Roma, 2005.
Deduzo que o repórter evangelizador se haja esquecido de partilhar a prebenda com o entrevistado.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2005
O culto
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Há assuntos mais importantes a tratar, só é de lamentar que continuem a repreender aquilo que os portugueses fazem, preferem antes dizer o que os portugueses têm de fazer. Voltamos ao Salazarismo?
ResponderEliminarOlhe que não, olhe que não! Devemos venerar o deus mercado e praticar o culto da compra e venda. Não vê o telejornal, esse grande espaço publicitário?! Cumpts.
ResponderEliminarNo momento em que o candidato da direita revanchista e que vem acabar o "trabalho" interrompido há anos, compreende-se esta lavagem da igreja católica.
ResponderEliminarCavaco ainda há pouco afirmava que era independente dos partidos ( é verdade!) e que dispensava a presença do PSD e do PP na campamha.
Então o que sobra?:
Sobra a igreja católica a quem já prestou vassalagem na história que uma certa imprensa inventou sobre os crucifixos.
As correias transmissoras do imobilsmo e dos privilégios não brincam em serviço!
Caro sr. Ferrer, o que escrevi é só uma sátira à venda de espaço publicitário, mascarado de notícia, nos telejornais. Cumpts.
ResponderEliminarTendo eu aprendido a escrever com uma ...bic laranja, esse mito da arte de desenhar letras. Noto nesse nome alguma nostálgia... será??
ResponderEliminarNão vi...que pena. Tenho que começar a gravar os jornais nacionais. Ideias para posts humoristicos e/ou para posts aterradores não irão faltar. Fica bem, BIC.
ResponderEliminarSr. Zé, é saudade, ou se preferir, nostalgia. Mocho, se fosse o fenómeno esporádico teria graça, mas não; isso é que assusta. Cumpts a ambos.
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