Canoa de vela erguida, Que vens do Cais da Ribeira, Gaivota, que anda perdida, Sem encontrar companheira
O vento sopra nas fragas, O Sol parece um morango, E o Tejo baila com as vagas A ensaiar um fandango
[refrão:] Canoa, Conheces bem Quando há norte pela proa, Quantas docas tem Lisboa, E as muralhas que ela tem
[1:] Canoa, Por onde vais? Se algum barco te abalroa, Nunca mais voltas ao cais, Nunca, nunca, nunca mais
Canoa de vela panda, Que vens da boca da barra, E trazes na aragem branda Gemidos de uma guitarra
Teu arrais prendeu a vela, E se adormeceu, deixá-lo Agora muita cautela, Não vá o mar acordá-lo
[refrão]
[Guitarra]
[1]
Esta [última] aqui é do Eduardo Gageiro; as [primeiras] que ladeiam o poema descobri-as na Internete há tempos, mas não consegui agora identificar o sítio nem o autor. Os tipos de barcos do Tejo podeis identificá-los aqui.
(Revisto: se premir nas imagens, vê-las-á ampliadas e a cores, menos a do Gageiro, que é a p/b. Publicado em 9 de Dezembro de 2005 às 22 e 43. Tornado a publicar no dia de finados de 2019 à mesma hora e reposto à data original em 19 de Abril de 23.)
O teu poder de síntese continua a fascinar-me (hi, hi, hi). OK, agora eu: Canoas do Tejo é, para mim, a melhor canção do Carlos do Carmo. Pena é que, quando vou a Lisboa, já não veja as canoas e mal veja o Tejo com tanto trânsito e confusão à minha volta. Apenas as gaivotas continuam por lá. Boa semana.
belas imagnes... vou te linkar se nao for problema... ora entao um grande bem haja
ResponderEliminarNão há problema algum, fico até orgulhoso. Cumpts.
ResponderEliminarQue excelente postagem, toda ela transmite o seu tempo e lugar, absorvendo-nos neles. Bom fim de semana.
ResponderEliminarA intemporalidade de Lisboa é que se presta à poesia. Muito obrigado e cumpts.
ResponderEliminarQue saudades da fotografia de Eduardo Gageiro.Um grande fotografo português.
ResponderEliminarSem dúvida!... Cumpts.
ResponderEliminarO teu poder de síntese continua a fascinar-me (hi, hi, hi). OK, agora eu: Canoas do Tejo é, para mim, a melhor canção do Carlos do Carmo. Pena é que, quando vou a Lisboa, já não veja as canoas e mal veja o Tejo com tanto trânsito e confusão à minha volta. Apenas as gaivotas continuam por lá. Boa semana.
ResponderEliminarSim, as gaivotas perduram... O artigo foi para recordar o mais, que vem levando sumiço. Cumpts.
ResponderEliminarAs fotografias são divinais, e a música do Carlos do Carmo é linda.
ResponderEliminarParabéns pelo blogue!.....Muito bom !!
Muito obrigado! Cumpts.
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