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quinta-feira, 28 de julho de 2005

«A Sé é natural que se visse»

 O passado torna-se ponto de fuga e de refúgio de uma demanda obsessiva: passagens no tempo às avessas do seu fluir. Aqui e ali abro desajeitadamente alguma janela. Cer-
tas vezes julgo descobrir passagens no engenho de alguém superiormente capaz... Não passam de janelas. Ninguém passa por elas.

Rua-Nova.jpg

Rua Nova dos Ferros, Lisboa no séc. XVI.
Aguarela de Roque Gameiro.

2 comentários:

  1. Não conheço particularmente esta rua, mas a avaliar pela evolução de toda a cidade de Lx, esta não deve ter fugido à regra. Somos nós a passar pelo tempo...ou é o tempo a passar por nós? Às vezes, nem sei!

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  2. Bic Laranja29/7/05 13:00

    Se o tempo é uma categoria criada por nós, é ele que passa por nós. Nesse caso o tempo só existe enquanto somos, pois quando deixamos de ser, estamos na eternidade...
    A Rua Nova ruiu com o terramoto de 1755. A Rua do Comércio só vagamente coincide com ela já que a orientação duma e doutra são diferentes. No entanto "a Sé talvez se visse".

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