O passado torna-se ponto de fuga e de refúgio de uma demanda obsessiva: passagens no tempo às avessas do seu fluir. Aqui e ali abro desajeitadamente alguma janela. Cer-
tas vezes julgo descobrir passagens no engenho de alguém superiormente capaz... Não passam de janelas. Ninguém passa por elas.
Rua Nova dos Ferros, Lisboa no séc. XVI.
Aguarela de Roque Gameiro.
Não conheço particularmente esta rua, mas a avaliar pela evolução de toda a cidade de Lx, esta não deve ter fugido à regra. Somos nós a passar pelo tempo...ou é o tempo a passar por nós? Às vezes, nem sei!
ResponderEliminarSe o tempo é uma categoria criada por nós, é ele que passa por nós. Nesse caso o tempo só existe enquanto somos, pois quando deixamos de ser, estamos na eternidade...
ResponderEliminarA Rua Nova ruiu com o terramoto de 1755. A Rua do Comércio só vagamente coincide com ela já que a orientação duma e doutra são diferentes. No entanto "a Sé talvez se visse".