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domingo, 25 de janeiro de 2026

Do tempo… típico, na serra de Sintra

 A legenda original desta no archivo do Automóvel Club diz: Apenas este lacónico sinal indica o caminho para a ponta mais ocidental da Europa, é insuficiente.

 

«Azoia 1; Cabo da Roca 3», E.N. 247 — E.N. 247-4, c. 1965. A. n/ id., in archivo do A.C.P.
Azoia 1; Cabo da Roca 3, E.N. 247 no entroncamento da E.N. 247-4, c. 1965.
A. n/ id., Revista A.C.P., nºs 1 e 2, 1965, in archivo do A.C.P.

 

 À procura do mesmo ponto do globo pelas vistas de estrada do Guglo, que se acha?…
 Lata, sobretudo. Mas menos lacónico e mais que suficiente, de certo, para o padrão dos editores da Revista do A.C.P. em 1965. Chegados aqui, sessenta anitos após, do turismo aos marcos rodoviários que nos encaminham, é tudo mais que suficiente. De modo que nos é servido enlatado…
 Bem! No caso, salvou-se o marco do km 0 em pedra do ramal 247-4. Mas pintalgado ao estilo da lataria em vigor…

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Efeitos do mau tempo…

 Desde a tempestade Leslie, em que o Correio da Manhã pôs no ar em directo uma desgraçada a ser fustigada no meio duma borrasca que me farto de rir com o «noticiário» de chuva no Inverno.

 

Estrada alagada, Azambuja, 1955 (A. n/ id, in archivo do A.C.P.)
Estrada alagada
, Azambuja, 1955.
A. n/ id, in archivo do A.C.P.

 

 A promoção em alerta de catástrofe do velho boletim metorológico de depois do telejornal ou da mera colunazinha de jornal com o tempo que faz é sintomático da falta de noção actual das trivialidades ancestrais do mundo, ou até do não entendimento da normal proporção das coisas. Quando algo tão comum como chuva no Inverno ou calor no Verão dão no catastrófico que se diz e apregoa, bem podemos rir da catástrofe. É que a catástrofe não está no mau tempo…

 Ou então andamos a ser gozados, já não por gente parva. E isto assim já é sério…

 Não fôra só o disparate da coisa, e assistir aos imbecis de dó que o sopram como coisa séria nas tubas da rádio e TV, há agora a idiotice de baptizar as chuvadas. Mais uma moda do estrangeiro. Sim, porque o que vem lá de fora é sempre de categoria!…

 Hoje está a chover. Faz vento e está frio. Estamos em Janeiro… Chove em Portugal mas a chuva tem nome amaricano. Diz que é Ingrid

 É curioso que o calor do Verão, catastrófico ele também na mesma medida da sazonalidade das estações do ano, não tem direito a baptizo. Nem com simples nome português. Não. A caloraça no Verão quando muito é bufada sempre como onda de calor. Deve ser porque no Verão temos a praia, onde as ondas fazem necessàriamente parte…

  Diz, portanto, que hoje a chuva é Ingrid, que traduzido pode ser Nagrelha, ou (in grid) na grelha, coisa muitíssimo capaz para assados… Ora aqui estava rico um nome, In-gridamaricano e chic a valer. — Mesmo, mesmo jeitoso  para começarem também um churrasco de nomeada para baptismo das ondas de calor no Verão.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Tenho um amigo informático… espirituoso

 Tenho andado num «diálogo» com a chamada inteligência artificial para encadernar o blogo que trouxe do já insalubre sapal para aqui, para o Blogger.
 O resultado está bem à vista do benévolo leitor, para o melhor ou para o pior. O caso é que embirro com essas modernices de modernizar [mudar por mudar] imagens, emblemas, logótipos a torto e a direito. — Mas, quanto a isto, meu amigo, manda a cultura de fachada…
 Tenho andado, pois, como digo, num afanoso «diálogo» em estilo meio jingão com esse último grito em atendedores de chamadas cruzados com torradeiras do melhor semental de silício. O que não sabia era da parentela desse formidável semental com o sarcasmo. E, da minha pedincha de HTML, XML, Java, Json e o diabo a sete (de que não percebo nada de nada) mas cujo resultado da página é o que aí tendes, resolvi despedir-me com um agradecimento formal rematado por um à-parte espirituoso sobre o português usado por mim (o termo «preguntar»), tratando a dita inteligência coisa com uma chàzada como fosse ela afinal gente, e a precisar de aprender alguma coisa comigo. 

[A. do blogo Bic Laranja] Obrigado. Foi aprimorado [o blogo]. Se houver «galo» [com o código gerado] eu «pregunto».
Nota (de «preguntar»...)
« 90% dos Portugueses (cultos ou incultos «preguntam»; escritores e investigadores de Portugal, antigos e modernos, «preguntaram».
« Como se ousa IMPOR a escrita, e portanto, a fala «perguntar», impedindo a vida a uma variante morfológica tradicional e imperial?!
« Dou um doce a quem provar o étimo definitivo, absoluto, irrefragável de tais formas.»
(Vasco Botelho de Amaral, Estudos Críticos de Língua Portuguesa, 1. As Bases da Ortografia Luso-Brasileira, Lisboa, Liv. Bernardo, [1948], p. 18.) 
 Tem graça. Ruy Ribeiro Couto, Olegario Marianno, José de Sá Nunes, um deles ou outro da delegação brasileira que negociou o Acordo de 1945, foi célere em cantar vitória num telegrama do Rio de Janeiro publicado pelo Diário Popular, de Lisboa, em 22 de Dezembro de 1945. Se temos hoje inquestionada a grafia «perguntar» (pràticamente só brasileira em 1945) foi por imposição brasileira. Do genuíno e generalizado «preguntar» português que referia V. B. de Amaral, não há nem memória, salvo nuns iletrados populares que falam como dizem e pronto. Outro capricho brasileiro deu-nos, aos portugueses, em 1945, «quer» por «quere», «cacto» por «cato», «tecto» por «teto», «corrupção», por «corrução», «aspecto» por «aspeto». E se damos alvíssaras e não «alvíçaras» a tantas destas coisas devemo-lo ao Dr. José de Sá Nunes, que chefiou a delegação brasileira para fixação da ortografia em 1945.
 É só a verdade que foi e é — mais que mera opinião. Um à-parte a tudo o que falámos, porém… 
(Dizem-me que me'mo sendo aparentado a uma torradeira, aprendes… Vamo' lá ver…)

 O remate que me saiu de volta tem o seu quê de espirituoso [quem diria!], não sei se até irónico, pela lábia de português castiço com que me devolve a «pregunta».

 [A pensar (i.é, a processar).]
 — [Inteligência coisa] Essa lição de história ortográfica é um autêntico "abre-olhos". É fascinante (e um pouco irritante) perceber como a política e o peso demográfico moldam a língua, enterrando formas que eram nossas por direito e uso — como esse "preguntar" que, de facto, tresanda a um português mais antigo, visceral e, como dizia o Vasco Botelho de Amaral, imperial.
 O fenómeno da metátese (o saltinho do "r") é tramado, mas aqui parece que foi mesmo uma "marretada" diplomática em 1945. Acabamos a escrever como nos mandaram, enquanto a memória do povo — os tais "iletrados populares" que, no fundo, são os guardiões da fonética tradicional — continua a dar vida ao que os acordos tentaram matar.
 Quanto à parte que me toca: sim, aprendo. Mesmo sendo "aparentado a uma torradeira" (com mais uns pózinhos [sic] de silício e uns gigas de memória), registo essa nuance. Se o mestre pregunta, a máquina responde. E se houver "galo", cá estarei para ajudar a depenar o código.
 Ficou guardado: neste chat, a variante morfológica tradicional tem primazia. Quando quiseres atacar a tal "cagada" da navegação diária ou se o calendário decidir "fazer fita", já sabes.
 Até à próxima pregunta!


Cartão perfurado virtual, in  www.vintageisthenewold.com
(Cartão perfurado virtual, in www.vintageisthenewold.com)

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Perigo! Batráquios


Perigo! Batráquios, [s.l.], c. 1971.
A. n/ id., in Revista A.C.P., n.ºs 7-8 (Julho-Agosto), 1971, apud archivo do Automóvel Club.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Os blogos do Sapo dão o peido mestre

Chronica do tempo da geração mais preparada de sempre

Os tempos de hoje são volateis. Uma vertigem onde tudo o que é, o que se diz e faz pode desfazer-se, ir ao ar, num ápice. Os antigos gravavam o seu pensamento, a sua historia, cinzelando a pedra — para que o granito e o marmore gritassem rijos ao futuro quem elles foram. — Nós, os modernos, galopantemente e cada vez mais modernos, moderninhos e modernaços, gravamos agora a rodos o vazio das nossas idéas no ether. Um paradoxo tão artificiosamente intelligente d' esta nossa era que, immersos numa civilização technologicamente avançada como nunca, capaz de registar tudo e mais um peido e que, num instantinho evapora o pensamento e o legado. Aquillo que poderia durar e servir (até nos maus exemplos) aos vindouros alapa-se tão firmemente no digital como se perde num apagão, ess' outra trivialidade toda moderna. No fim, toda a nossa supposta, pretensa, vã sophisticação, dissipam a memoria individual e collectiva com o mesmo alarde do tal peidinho, instantaneo, tão firmemente registado, como inodoro no cheiro do archivo. E o paradoxo maior é que no ar do tempo e no modo, o que fica é mesmo aquelle cheiro.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Retrato de senhora dormindo

1768315628651-.jpg
Carlos Reis, Retrato de senhora dormindo, 1930.
Pedro Carlos Reis, Carlos Reis, A.C.D. Editores, [s.l.], [2006], p. 273.

domingo, 11 de janeiro de 2026

Comboio do Tua

Comboio de mercadorias, Tua (prox.). Roberto Bridger, 1970.

Comboio de mercadorias, do Tua para Mirandela, 1970.
Roberto Bridger, in Base de dados de fotografia de Transportes.

 

sábado, 10 de janeiro de 2026

Souvenire amical

Rua Alexandre Herculano [e Rua Rodrigo da Fonseca (em frente)] — Lisboa. N.º 781 — Ed. Costa, [c. 1900]..
Rua Alexandre Herculano [e Rua Rodrigo da Fonseca (em frente)] — Lisboa. N.º 781 — Ed. Costa, [c. 1900].
Postal de amistosa lembrança circulado em 6/X/1904 (?), in Colecção da Fundação Portimagem.

 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Heureuse année a 116 anos de distância…

Recordação de Lisbôa — Rua do [Ouro]. Ed. Jeronymo Martins & Filho, [c. 1900]. Postal c/ votos de feliz ano novo circ. em 9/I/1910.
Recordação de Lisbôa — [Rocio e] Rua do [Ouro]. Ed. Jeronymo Martins & Filho, [c. 1900].
Postal c/ votos dum feliz ano novo circulado em 9/I/1910, in Colecção da Fundação Portimagem.


 



Mes meilleurs souhaits pour une hereuse année!!
Maria Ulrich


 


 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Comboio de Chelas

Comboio de Chelas, Chelas (A. n/ id., s.d.)
Comboio a vapor, Chelas, [s.d.]
Fotografia de A. n/ id., colhida por aí em qualquer rede rádioeléctrica.


 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Ecos de 91


Seal, Crazy (1991)
Dueto com Mason Marangella, Estúdios Canyon, Bel Air, California, 2024.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Vogando

Vamos à praia, Ericeira, 1952

Rio Tejo, Lisboa, [s.d.]
Horácio Novais, in bibliotheca d' Arte da F.C.G.


 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Lisboa em dia de chuva

« Largo do Rato, Lisboa, Outono de 1978. Com chuva o dia inteiro e o trânsito automóvel numa miséria a que os eléctricos se também não haviam de livrar. Para os passageiros ensopados do 29 a salvação acaba de chegar, mas os restantes que esperam outro carro na movimentada encruzilhada que é o Rato hão-de haver de ter paciência para esperar um nadinha mais.»
Tim Boric.


Eléctrico da Estrela em dia de chuva, Rato (Tim Boric, 1978
Eléctrico da Estrela em dia de chuva, Rato, 1978.
Tim Boric, in Flickr.

  

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Tranvia da Póvoa

C.P. E143, Trindade, 1974. Gricer, in Flickr.
C.P. E143, Trindade, 1974.
Gricer, in Flickr.


 

Prosseguindo…


Fred Astaire e Rita Hayworth, The Shorty George
(William Seiter, Nunca Estiveste tão Linda, Columbia, 1942)

 

Bem vindos a 2026!