Fred Astaire — Puttin' On The Ritz
(Céu Doirado, 1946)
João Sebastião Bach — Cantata BWV 151, Ária «Süßer Trost, mein Jesus kömmt» (1725).
Lars Ulrik Mortensen (maestro e órgão), Maria Keohane (soprano).
Concerto Copenhagen (Orquestra Nacional Barroca da Dinamarca), 2016.
João Sebastião Bach — Concerto para 2 violinos, BWV 1043 (c. 1730).
Solistas: Shunske Sato e Emília Dean.
Orquestra da Sociedade de Bach da Holanda, Sala de concertos do Ije, Amesterdão, 2016.

Chamar javardo a Seixas da Costa numa publicação no Twitter (ou noutra) levará alguém a ser condenado por difamação e a pagar 8 200 €; 2 200 € de multa pelo crime e 6 000 € de indemnização ao ex-embaixador?
Pois se sim, e se esse alguém se vir inconformado com o desfecho na justiça portuguesa, pode levar o caso até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que agora determinou que o ex-embaixador vá receber do Estado português mais de 20 mil euros (em rigor, 20 450 €).
Continhas feitas 20 450 € - 8 200 € = 12 250 € de ganho a título de danos não patrimoniais e mais umas despesas.
Porém, atenção! O negócio não é isento de risco porquanto o saldo deste toma lá, dá cá foi alcançado por acordo entre as partes: o desbocado embaixador e o censor Estado português. Não houve sentença, por conseguinte não fez jurisprudência.
« O Tribunal toma nota do acordo amigável alcançado entre as partes. Considera que o acordo se baseia no respeito pelos direitos humanos, tal como definidos na Convenção e nos seus Protocolos, e não encontra motivos que justifiquem a continuação da análise do pedido», concluiu o T.E.D.H., retirando dessa forma o caso da sua lista de processos.
João Godinho, «Estado vai ter de pagar mais de 20 mil euros a Seixas da Costa após ex-embaixador chamar «javardo» a Sérgio Conceição», Observador, 16/XII/25 [sublinhado meu].
Ponha-se bem isto à conta do risco porque, para acordos destes com o Estado, não é qualquer um que é embaixador.

A.E.C. Regent V, n.º de frota 420 na Carreira 32, Av. Duque de Loulé, c. 1983.
Grahame Warehame, diapositivo 6055.
Rara imagem dum eléctrico a circular no troço da Rua de D.ª Estefânia entre o Largo da Estefânia e a Rua Joaquim Bonifácio, numa manhã soalheira.
A linha deste troço serviu ao eléctrico do Torel, que fazia carreira dali a S. Sebastião. Era a carreira n.º 4, no tempo em que os carros circulavam sem bandeira de número. Tinham só bandeiras de destino e circulação.
O eléctrico do Torel foi extinto por 1920, mas a linha neste troço manteve-se para circulação de carros fora de serviço. Por isso vemos aqui o carro 442 sem bandeira, vindo da estação do Arco do Cego para entrar ao serviço na carreira circular 25, Estrela-Gomes Freire.

Carro 442 na Rua de D.ª Estefânia, à Joaquim Bonifácio, Lisboa, 1984.
Paulo Mahaut, in Flickr.
(*) Por curiosidade, e porque o pus no título, procurei agora saber da Trimoda e achei. A soc. comercial Trimoda – Confecções Têxteis, L.da tinha sede em Santo Tirso e em Julho de 1986 achei-lhe notícia dum aumento de capital de 10 000 para 60 000 contos. Foi publicado no Diário da República…
A E.N. 125 ao km 86,9, na prox. de Vale de Judeu, vê-se com singela beleza e aprumo numa imagem sem data. Do tempo da Junta Autónoma das Estradas e do Plano Rodoviário de 1945. Do tempo do excursionismo, mais que do turismo…

E.N 125, km 86.9, Algarve, c. 1960.
A. n/ id., Col. Fundação Portimagem, in Flickr.
À porcura do mesmo quilómetro pelas vistas de estrada do Google o que se acha?…
Lata.
Do turismo aos marcos rodoviários é tudo lata…
E tanta volta deu entre tanto este mundo que nem garanto que o km 86,9 da imagem corresponda exactamente ao mesmo quilómetro com marco rodoviário de lata (e tapumes adjacentes, claro, grafitados a preceito) em 2024. Numa coisa não me engano. No tempo da Junta Autónoma das Estradas e do Plano Rodoviário de 1945, uma berma de estrada era até cenário para mais encanto.
«Matou», de Fritz Lang, de 1931, com Peter Lorre, em reposição no Monumental de 20 de Junho a 26 de Junho de 1961. A fotografia é destes dias.

Eléctrico do Carmo, Saldanha, 1961.
Miguel Reps, in Flickr.
(Diario de Lisbôa, 20-6-961.)
Tr. do Carvalho à Rua de São Paulo, Lisboa, 1939.
A. n/ id., A.N.T.T., Empresa Pública do Jornal O Século, Álbuns Gerais, n.º 70, doc. 4859N.
Sexta.

Sábado.

[…]
Sigunda.

Siga!
Ilustrações de entulho enviadas com pedido de recolha à junta de freguesia do lugar de Arroios sucessivamente na sexta 5 de Dezembro às 9h e picos da manhã, sábado 6 à noitinha, e segunda-feira, 8 de Dezembro de 2025, dia de Nossa Senhora, ao quarto para a uma da tarde.
N.B.: o pior entulho em Arroios não é o das imagens.
Offenbach — Barcarola: «Belle nuit ô nuit d’amour» (d' Os Contos de Hoffmann)
Soprano: Fátima Saïd; Mezzo-soprano: Mariana Crebassa.
Maestro: Sascha Goetze; Orquestra Filarmónica [de mascarados] de Monte Carlo.

Boa-Hora 40, Terreiro do Paço, 1972.
João Henrique Manara, n.º 1525 (cf. Na Rua da Palma para a Boa-Hora, com Long John).
Rua Augusta embandeirada, 1960. Ano das Comemorações Henriquinas.

Rua Augusta embandeirada, Lisboa, 1960.
A. n/ id., Portimagem.

Autocarro Leyland Titan PD1A, HL-13-11, n.º de frota 202 da Carris, Rossio, post 1947.
A. n/ id., in Francisca Real, «Há mais de 50 anos, os autocarros da Carris eram assim», in Time Out, 22/1/2019.

Autocarro Leyland Titan PD1A, HL-13-11, ex-n.º de frota 202 da Carris, Cascais, 1974.
Geoff Cooke, in Flickr.