
Um ensaio na folha de couve que é o Diário de Notícias não é ensaio, é catequese.
Pois o ensaio, não li nem lerei. Não é preciso. Ninguém o precisa de ler porque já adivinha o missal que há lá (ou Alá?…) de vir rezado. Lendo só o título Desmistificar entende-se muito bem que o tema (não os temas; o fenómeno é de massas, mas o assunto é simples e só um) da imigração se ensaia ali tal qual tem vindo a ser levado à cena: completamente ao contrário da realidade. E a realidade todos a já percebemos: trazer gente de fora ao ritmo que se tem visto é para substituir ràpidamente e em força quem é de cá; prova-o quem chega, não lhe interessando, antes ostensivamente desprezando o que seja ou quem seja de cá. Desmistificar esta imigração é só dizer que tem de parar e já. É o que toda a gente diz ou, se não diz, pensa. Só o não diz essa corja de videirinhos da situação mais a carneirada de evangelistas que o desmistifica nas tubas da propaganda. E o que essa corja tanto se ensaia por desmistificar é no fundo uma mistificação fingindo o contrário, para calar a gente em dizer o que na verdade pensa.
Esta desmistificação acaba por ser, por fim, uma forma de censura.
(O recorte é da capa do Diário de Notícias de 17/II/25, no Sapo.)
É sempre bom não ler o Diário de Notícias do rapaz da bola. E as estufas do sudoeste alentejano se acabarem, quem quiser que compre saladas aos espanhóis. Cumpts.
ResponderEliminarCumpts.
ResponderEliminarDiz o mesmíssimo DN que 16% da população não é indígena. Vamos no "bom caminho".
ResponderEliminarAbraço
Some mais metade disso dos chamados «ilegais» e vamos num quarto. Passo de corrida caminho do limbo.
ResponderEliminarUm abraço.
Desses 16% quantos “retornados” das ex-Províncias Ultramarinas estão incluídos?
ResponderEliminarDesses 16% deve haver muitos portugueses nascidos nas ex-Províncias Ultramarinas
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