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quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Propaganda boa, má, ou vilã?

 A viciação dos resultados do Tubo, do Guglo e desses oráculos de agora cheira-me a esturro…
 No Tubo dá-me ideia de que toda a pesquisa aparece encimada de artistas femininos (o masculino em femininos é o plural comum de dois, para contrariar aqui um pouco…)


 Isto d' O bom, o mau e o vilão é um desses casos: o maestro é uma maestrina de franja e a solista que faz uá uá uá é uma tipa de penteado curto que assobia que até parece o gajo que assobiou o Trinitá. A soprano (lindíssima interpretação) é um caso à parte porque não é nenhum castrato (ainda lá não chegámos…)


 Não obstante, para dizer à moda da moda dos políticos das tevês, a impingem não está mal amanhada. Soa bem (o enforcado é, porém, de mau gosto…) mas (talvez por isso…) que diabo, apareceu-me quatro vezes nas primeiras dez — em 1.º, 3.º, 6.º e 8.º lugares. — Ennio Morricone, o autor do tema, apareceu só três vezes nos mesmos primeiros dez telediscos da mesma pesquisa no Tubo — em 2.º, 7.º e 10.º lugar. Pelo meio, uma versão da banda sonora original, uma chinesice em ukeleles britânicos, e uma versão da banda dos fuzileiros reais de sua majestade também britânica.


  Pode ser que seja paranóia minha e que na realidade resultado seja mesmo aleatório. Procure o benévolo leitor por good bad ugly live no euromelões do Tubo a ver se lhe sai outra melancia…


 



O Bom, o Mau e o Vilão (Ennio  Morricone)
Sarah Hicks (maestrina), Tuva Semmingsen (voz e assobio) Christine Andersen (soprano).
Orquestra Sinfónica e Coro Nacional da Dinamarca, Sala de Concertos da Rádio Nacional, 2018.


 




P.S.: aos 5m 27s e 5m 37s aparece-me no coro a modelo desta Scherza… Parece brincadeira como o mundo é pequeno.

2 comentários:

  1. Procurando por “the good the bad and the ugly theme”, o primeiro que me apareceu foi este:
    https://www.youtube.com/watch?v=J9EZGHcu3E8
    Por acaso é o toque que tenho no meu telemóvel :)
    Mas sim, os algoritmos são uma bela tanga.
    Cumprimentos!

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  2. Chamam-lhe agora «inteligência», com mais ou menos artifício. A «inteligência» está toda no artifício, não nela mesma.
    Cumpts.

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