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sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Identificação de serventias numa imagem de 1951

Avenidas 28 de Maio, Cinco de Outubro e dos Estados Unidos da América, Lisboa, 1951. Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.



  • Avenida 28 de Maio, no primeiro troço.

  • Avenida Cinco de Outubro, a transversal onde vira o automóvel, onde vão [conversam] as varinas.

  • Av. dos Estados Unidos da América para lá da Cinco de Outubro e mais além de Entre campos.


 Isto para quem queira ficar a saber.
 Quem não quiser pode tirar a quarta classe pelo Facebook e ficar-se com as vistas curtas dumas quaisquer Forças Armadas entreguistas.


 


 A fotografia é de Judah Benoliel, de 1951, à guarda (e com ferrete) do archivo photographico da C.M.L.

10 comentários:

  1. Então, assim, qual Cinco de Outubro, teríamos Avenida António Maria d'Avellar.
    E muitas "rei morto rei posto" haveria para apurar.
    A Ponte de Marechal Carmona, Vila Franca de Xira, com várias maiorias Camarárias para a mudar, estranhamente continua.

    Cumpts.

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  2. José Leite30/11/24 09:45

    Ao comentário anterior acrescento a Avenida Marechal Gomes da Costa, em Lisboa. Ambas, terão sido por distracção decerto...
    Cumprimentos

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  3. Vamos com calma. Nem vista curta, nem saltos maiores que a perna. A cronologia é importante. Se não, história é uma confusão.
    A imagem é de 1951. Em 51 não havia António Maria d’ Avellar ali. O revisionismo do 5 de Outubro era progressista mas paradoxal, cá está: ditou vistas curtas.
    Não as queiramos ter nós, nem nos metamos por avenidas anacrónicas.
    Em 51, portanto, António Maria d’ Avellar esqueceu. O 5 de Outubro preteriu-lhe a memória. Fê-lo esquecer. Tomou-lhe a ribalta na parede dos prédios de rendimento e deu-a a seu bel-prazer. Tal como fez a Joaquim Larcher, um liberal de 1820, mas pouco setembrista. Talvez daqui os de 1910 o hajam apeado logo em 1911 do poleiro toponímico daquela ruazinha entre a então Praça Mouzinho de Albuquerque ao sul do Campo Grande e a, então também, já, desde Novembro de 1910, Av. Cinco de Outubro. Acharam de certo que os Estados Unidos da América eram mais merecedores. Mas não merecedores da tanto mérito que merecessem mais que aquela curta rua da imagem onde vemos uma placa central com árvores. Para cá da Cinco de Outubro, em 1911, mai’ rua não havia.
    Ainda pela Cinco de Outubro, é irónico ali e ainda hoje que, para norte daquele cruzamento da antiga 28 de Maio, tal avenida com tal nome seja um beco sem saída. Irónico e deveras sintomático…
    Tornando ao caso, o revisionismo duns é a inércia doutros.
    Em 1948 a vereação entendeu que esse nome de Av. dos Estados Unidos da América servia ao novo arruamento projectado diametralmente do outro lado do largo onde foram demolidas umas casas da velha estrada ou rua de Entre Campos ou Entrecampos. É o arruamento que se vê em último plano.
    Na mesma, decidiu a vereação que se chamasse do 28 de Maio o arruamento que partia da Cinco de Outubro e servia pelo norte o mercado do Rego, havendo de futuro levar às Laranjeiras e a Sete Rios. Puseram-lhe 28 de Maio por motivo óbvio, mas também por troca com o Campo Grande que retomou aí o seu nome de sempre. Efèmeramente fôra crismado Campo 28 de Maio pelos do 28 de Maio. Há casos, porém, em que a história oficial se não firma na mente nem no hábito da gente e alguns, às vezes, entendem-no e revertem certas parvoíces. De modo que se percebeu que o 28 de Maio, ali, pelo ano de 48, assentava mal e assentaria muito melhor num arruamento novo do que no velho Campo Grande, onde mentes «superioras», agora, «plantaram» um jardim Mário Soares.
    Antes era uma cascalheira, aquele campo!…
    Quanto a isto, já se nem qualifica o desconchavo como apropriação da memória — memória colectiva e ancestral, no caso do Campo Grande. — É mesmo uma apropriação do espaço físico. Mas, bem, como era uma cascalheira e ficou um jardim, vamos que fica o desmemoriado povo a ganhar um melhoramento de nomeada, além de ser honra adequada ao patriarca que tanta coisa fundou e tomou (ou vice-versa) neste ermo onde antes só havia Portugal. — Olhe! Outro topónimo de «rei morto, rei posto» para mudar.
    Cumpts.

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  4. Calhando, nessa avenida não morava nenhum antifascista de nomeada que lhe fizesse cócegas o nome da rua, ao contrário da Sinel de Cordes. Vai daí, ficou.
    Cumpts.

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  5. A Av. Marechal Gomes da Costa é um "esquecimento" idêntico ao da Ponte Marechal Carmona.
    Cumpts.

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  6. Quer dizer que a Av. António Maria d'Avellar só chegava até ao viaduto dos caminhos de ferro?
    E quando se abriu a continuação já se chamava Cinco de Outubro?

    Cumprts.

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  7. Com mil diabos!
    Onde me foi V. foi desencantar tal ideia?

    Cumpts.

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  8. Então, quer dizer, que o arruamento já chegava até ao "beco".
    Essa é a minha dúvida.

    Cumpts.

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  9. Em 1910? Sim.
    Veja!
    O estranho nem é isso, que nem sei como lhe ocorreu…
    O estranho é que a planta é de Maio de 1908 e o topónimo da Joaquim Larcher já aparece como Av. dos Estados Unidos da América, quando consta por aí que o edital que dita a última designação é de Julho de 1911.

    Cumpts.

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  10. Sr. José Leite, mudam-se os nomes "por razões políticas" com escreve no seu blogue Restos de Colecção, no postal sobre a Ponte sobre o Tejo.
    Valdemar Silva

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