Um dia fui tolhido de ver a Internete no meu computador pessoal como era hábito, com o meu programa habitual de ver a Internete, para ser obrigado a escolher livremente entre o programa informático que já tinha e usava para ver a Internete, e um doutros programas que nem sabia quais nem me interessavam, com que podia também ver a Internete.
Por um princípio de liberdade.
Um princípio sagrado de liberdade individual, ditado por uma certa Comissão que povo nenhum elege ou sufraga, plebescita ou referenda, mas que se arroga tanto a reger nações soberanas da Europa como computadores domésticos, a curvatura do pepino à venda na praça e, ùltimamente, a injecção que uma pessoa há-de tomar antes de poder trotar o mundo ou pelo menos vaguear pelas ruas da euro-amargura.
Parece que isto era para pôr na ordem uma multinacional marico- ou micro-soft em privilegiado monopólio. Monopólio que é ao fim e ao cabo comércio em grande, e a tanto vem a razão de me tutelarem à força o meu sagrado princípio de liberdade individual…
Adiante com o preâmbulo.
Um dia o Internet Explorer foi-me desinstalado à minha revelia do meu computador. Ainda se não babujava ei-ai (uns poucochinhos dirão inteligência artificial) a cada perdigoto na imprensa e pelo mundo do futuro já hoje, mas há-de ter sido uma coisa esperta assim: ei-ai. Removeu-me o Internet Explorer do meu computador e, com inteligente estrutura de decisão if… then… else… (made in & U-é-sei ou made in & Yú, não sei…) pôs-me o caso: para ver a Internete, pode [deve] escolher o Internet Explorer da nossa marca ou outro internet explorer doutra marca.
Não me recorda se me foram apresentados os doutra marca, mas pouco importa porque escolhi por mim o que já tinha e me já habituara a ter, pois gosto de viver habitualmente e aprecio só novidades antigas. Ao depois que então decidi livremente o que fui obrigado a escolher, repôs-se-me o computador na primeira forma e pude entre tanto seguir com esta vida.
Este desabafo agora para dizer que de há meses a tal multinacional marico-soft ou micro-mole se me pôs com mariquices no meu computador. Meteu-se-me a pôr um programazinho Edge para eu ver a Internet sem me dar maneira de o tirar. Como já escolhi há anos de acordo com a liberdade que me impuseram e mudei de escolha entre tanto com a real gana que me ninguém impôs, achei aqui um par de abusos: não ter escolhido eu o pôr, e não poder eu tirar do meu computador (meu?… será?!…) a coisa Edge da tal marico-mole.
Foi duro!
Concluindo. Finalmente achei uma farramenta que arranca à bruta a tal coisa Edge, aparentemente sem estragar. O caso foi que a tal marico-mole não desistia e, a cada semana, por meses, enfiava a coisa no meu computador e eu, tirava. Tornava a pôr e eu, tirava. Até que há uma semana ou duas deixou de pôr…
Porreiro, pá! — mas estranhei. Que se seguiria?
Pois ontem, acendi o computador e sem fazer nada além de acendê-lo apareceu-me o correio electrónico vestido de New Outlook! Com publicidade e tudo. Até aqui, o programa do correio electrónico Windows Mail só funcionava quando o eu invocava. Agora isto!…
A coisa do Edge, fui ver, não está, mas apareceu este coiso Outlook com escarelho de fora.
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