Tropeça-se a cada passo com isto…
![«Dentro de dias passam 100 anos [do ‘raid’ aéreo Lisboa-Macau], in «O Aviador», Livro das Fuças, 4/IV/24.](https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gda18bda7/22626272_EavuK.jpeg)
Bem! Estamos em Abril. É o tempo dele. Tirando Abril é o tempo todo.
O Estado Novo amnistiou Sarmento Beires em 1951 e reintegrou-o na reserva e no posto de Major.
Sarmento Beires comandou a revolta de 26 de Agosto de 1931 contra a Ditadura Militar, foi cabecilha da conspiração dum novo golpe contra o regime em Novembro de 33, mas a polícia descobriu a conspiração. Foi preso, julgado e condenado a sete anos de desterro. Não foi condenado a pena de prisão. Pediu para cumprir pena em Macau, no que foi atendido. Exilou-se ao depois em Espanha, Marrocos, França e Brasil. Dirigiu um pedido em 1945 à conferência de Potsdam para os Aliados proscreverem o regime do Estado Novo.
Bem certo que o Estado Novo lhe não deu nome em nenhuma rua, mas após tamanhos trabalhos a ser «crítico» do Estado Novo, o que admira é que haja sido amnistiado e reintegrado como Major na reserva pelo mesmo Estado Novo.
Talvez tenham sido os feitos aeronáuticos, patrióticos, como o Estado Novo, não?!…
José Manoel Sarmento de Beires e Antonio Jacinto de Brito Paes, a bordo do avião «Pátria», momentos antes de descolarem do campo do Grupo de Esquadrilhas de Aviação «República», Amadora, 7/IV/1924.
A. n/ id., A.N.T.T., Empresa Pública do Jornal «O Século», Fotografias de 1921-1925, doc. 6942.
Os demo(nio)cratas actuais nem se lembram dos 500 anos do Camões quanto mais desse Sarmento de Beires dos aviões.
ResponderEliminarNem a família quer saber...O irmão do aviador era o Sarmento de Beires matemático da faculdade de ciências da universidade do Porto (tal qual que aquela enxovia não merece maiúsculas). Experimentem ir ao cemitério do Prado do Repouso, na mesma dita cuja cidade, e vejam como está o jazigo do catedrático. Até mete medo o estado de abandono daquela ruína!
Mas existe família e não são tão poucos quanto isso! Olha só para eles e elas tão jeitosos e lampeiros: https://geracoes-alumni.up.pt/familia-sarmento-de-beires/
Desprezam os mortos mas vivem à custa da sua memória; não têm tempo para ir ao cemitério mas para aparecer para a fotografia já se agrupam. Cambada!!!
Prodigioso comentário. Quem havia de dizer!…
ResponderEliminarCumpts.
Sarmento de Beires tem nome da rua principal e um monumento com os outros aviadores em Vila Nova de Milfontes.
ResponderEliminarCumpts.
Segundo a wilipédia portuguesa:
ResponderEliminar[O aviador Sarmento de Beires]Participou na revolta de 26 de Agosto de 1931, dirigida pelo tenente-coronel Utra Machado. Sarmento de Beires descolando da Base Aérea de Alverca, tentou bombardear o forte de Almada mas falhou o alvo, tendo a bomba caído num largo da vila causando a morte de várias pessoas e muitos feridos, entre os quais dezenas de crianças que ali brincavam com papagaios de papel.
Falta acrescentar que não são Portuenses, a sua origem se não estou em erro é em Lamego, não são Tripeiros de Gema, assim como os restantes que nasceram na Cidade do Porto como podiam ter nascido noutro qualquer.
ResponderEliminarA ligação que partilhou é de fugir, só parolos e com muito mau aspecto, quanto à Universidade do Porto, infelizmente foi sequestrada pelos liberais/maçonaria após o golpe de Estado da OTAN em 25 de Abril de 1974, é uma antro de mediocridade, onde professores, alunos, e funcionários, se fossem submetidos a verdadeiras avaliações, provas, e testes psico-técnicos, chumbavam redondamente.
«…O primeiro inimigo do pensamento é uma instituição pública poderosíssima, que é a universidade.
Encontrei um antigo Ministro da Educação e aliás um, parece que um grande vulto aqui da televisão Portuguesa, que me disse assim: Você andou aí a propor a extinção da universidade, é a coisa mais fácil que existe no Mundo, é só fechar a porta, lá dentro não há nada.
Isto quem me dizia, como calculam, era o Sr.º José Hermano Saraiva…» – Orlando Vitorino
Esses reaccionários que escrevem comentários do género apresentado na imagem, esquecem-se que o Estado Novo e a Constituição de 1933 foi devidamente legitimado e votada pelos Portugueses, nasceu da Revolução Nacional do 28 de Maio de 1926, foi sufragado, ao contrário do regime liberal/maçónico de 25 de Abril de 1974 que foi imposto a Portugal e aos Portugueses através de um golpe de Estado da OTAN, com a Constituição de 1976 a ser ilegítima e igualmente imposta, não foi votada pelos Portugueses.
ResponderEliminarÉ um ponto interessante.
ResponderEliminarO Estado Novo procurou legitimação terrena. A III.ª RRepública (o 'R' a mais é da roubalheira) vem ungida de legitimação acima e não se rebaixa.
Cada qual situado no plano em que se tem.
Cumpts.
Tem sim, senhor!
ResponderEliminarO monumento é no Largo de Brito Paes, na Vila Nova, que é o aviador do «raid» Lisboa-Macau que era natural de Colos no mesmo concelho de Odemira.
Eis a acta do auto de lançamento da primeira pedra do monumento comemorativo da viagem aérea Milfontes-Macau, realizada pelos aviadores majores Antonio Jacinto de Brito Paes e José Manoel Sarmento de Beires e pelo alferes mecânico Manoel Gouveia (A.N.T.T., Gavetas, Gav. 16, mç. 4, n.º 95).
Sarmento de Beires é topónimo mais recente, não sei de quando.
Há outras ruas Sarmento de Beires; em Lisboa (1978), Montijo, Mem Martins, Porto, Amadora, e até Almada — onde a «sábia» Wicuìpeida informa que largou umas bombas que fizeram mortos e feridos — e São Paulo, no Brasil… Mais haverá.
Cumpts.
Essa Wicuìpeida cuidado com ela. Especialmente se dita portuguesa (na verdade brasileira). O cuidado centra-se à esquerda, mas «crianças com papagaios de papel» parece-me pormenor um tanto rebuscado e, no caso, descaído segundo o mesmo padrão, mas ao contrário.
ResponderEliminarSe é verdade que um aeroplano de Alverca foi bombardear o forte de Almada e falhou o alvo provocando quatro mortos e trinta feridos (cf. Diario de Lisbôa, 27/VIII/931, p.5), o caso é que na madrugada de 27 de Agosto o aviador Sarmento de Beires se achava por Caneças à cabeça duma coluna de 150 «militares e civis», cujo era, consta, o único elemento fardado (D.L., 27/VIII/931, p. 8). Consta que tomou a estrada de Torres caminho das Caldas antes que a tropa de Mafra, fiel ao governo, se lhe atalhasse.
Não invalida este caso que tenha sobrevoado Almada ao meio-dia de 26 a fazer o estrago que vem na tal Wicuìpeida, mas parece-me arrojo demasiado até para um inquieto capaz de ir de avioneta de Milfontes a Macau.
Ou pode ser que não… A Wicuìpeida diz a fonte? Não fui ver…
Cumpts.
Sim, o monumento está no Largo de Brito Paes, mais concretamente na barbacã do Castelo.
ResponderEliminarCumpts.
Isso não é a modos o mesmo que dizer que "a Universidade só iluminará o povo, no dia em que lhe pegarem fogo"?
ResponderEliminarSobre a bomba aviadora, a fonte bibliográfica que a Wikipeida oferece é esta, às páginas 6 e 7:
ResponderEliminarwww.caa.org.pt/pdf/Guião%20Visita%20Almada%20Velha%20total.pdf
Que lhe parece?
Fez um trocadilho com uma frase que é atribuída ao Príncipe Piotr Kropotkin, um autor que vale a pena ler e conhecer o seu pensamento político, filosófico, e a sua sociologia.
ResponderEliminarNeste caso da Universidade do Porto não é necessário pegar-lhe fogo, basta obrigar todos os seus funcionários desde o topo até à base da cadeia hierárquica (Reitor, Professores, Assistentes Técnicos, Assistentes Operacionais, e demais Funcionários) a declarar se pertencem à Maçonaria ou a outras sociedades secretas (Jesuítas, Opus Dei, etc.) depois de identificados terão de sair.
Deve também ser feita uma auditoria para perceber se existem graus de parentesco entre os familiares, que também é uma incompatibilidade com a prestação de Serviço Público.
Bem vejo… Publicação pueril. Coisa de entreter meninos, também parece: destinatários e autores, que é tudo o mesmo. Mas ficamos a saber muito e até de mais: dos que pagam esta brincadeira toda, infelizmente; e também que, para o mérito disto ser geral e abrangente, todo este trabalhinho não desmerece em nada no seu profundo valor, dado a honra que lhe granjeia só a sua fugaz menção na wikicoisa. A brincadeira torna-se assim num caso sério, tomando com ele mesmo foros de evangelho.
ResponderEliminarSublimações da democracia, há-de desculpar o sarcasmo, que não é nada consigo!
Valha-nos para remissão de tudo isto o «Diario de Lisbôa» de 27/VIII/1931 adaptado da fundação do irmão do Dr. Tertuliano. A pág. 5, salvo erro, dá as novidades antigas do estrago de Almada.
Cumpts.
Onde se lê «...familiares...» leia-se funcionários.
ResponderEliminarPercebeu-se.
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