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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Esta Lisboa…

Praça do Comércio (i.é, Terreiro do Paço), Lisboa. (D.R. in «Time Out», 6/II/2024)



 Não há muito nesta Lisboa hoje que me agrade. Antes pelo contrário; tudo o que vejo me desagrada e desgosta. Menos mal o Terreiro do Paço aqui, com chuva, cuja imagem quase (quase) mostra uma praça de bom gosto neo-clássico com apontamentos da Belle Epoque (os eléctricos antigos e o lampião de pé no meio do terreiro). Mas ao depois olho, vejo bem e, aquele palito de iluminação pública do lado esquerdo revela todo o mau gosto que anda por aqui e que, por mais desapercebido que esteja, desgraça tudo. Sinal do tempo e não falo da chuva; os imbecis ignorantes que tomam tudo o que é legado desfeiam-no miseràvelmente com o seu mau gosto devastador, sem noção dele nem da porcaria que só sabem fazer. São piores que o mono do lixo que se ali também vê, obra-prima emanada de cabeças a condizer, como não pode deixar de ser.
  A fotografia é dum D.R., in Time Out  — mais um desses títulos da imprensa portuguesa que é de gritos… Gritos ensurdecedores da pinderiquice em que chafurda o educado gosto do chic pós-português contemporâneo —  numa notícia de lá vir chuva e frio no Inverno. É só disto, enfim!…

5 comentários:

  1. Neste caso, apesar de tudo, considero que era bem pior quando o Terreiro do Paço não passava de um cinzento e caótico parque de estacionamento.
    “D.R.” significa “Direitos Reservados”
    Cumprimentos.

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  2. Felizmente isso melhorou. Mas a pobreza artística dos trastes a que chamam «mobiliário urbano» é atroz.
    Com o D.R. já é pobreza minha, bem vejo.
    Cumpts.

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  3. É verdade. Quando ouço ou leio “mobiliário urbano”, já sei que lá vem traste. Normalmente é lixo que custa milhões a todos nós. Não falha.

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  4. Percival7/2/24 21:20

    E esse "mobiliário urbano" repete-se ao longo da Europa: os monos do lixo são iguais em Portugal, Espanha, França, etc. E de tempos em tempos, os "iluminaods-pedreiros" lembram-se de mudar os trastes velhos e feios por outros novos e horrorosos! Até dá vontade de morrer...

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  5. De monos e do ser igual aqui ao de lá fora, lembra-se de quando decidiram que os táxis em Portugal não haviam de ser pretos? Deram boas razões, mas não ouvi da verdadeira
    Cumpts.

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