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domingo, 14 de janeiro de 2024

Domingo


João Sebastião Bach — Cantata BWV 51, «Jauchzet Gott in allen Landen» (1730).
Lars Ulrik Mortensen (maestro e cravo), Maria Keohane (soprano), Sebastião Philpott (trompeta)
Orquestra Barroca da União Europeia, Luxemburgo, 2011.

1 comentário:

  1. Ùltimamente não me canso desta cantata, especialmente pela soprano Maria Keohane. Comecei por apreciá-la na voz de Sabine Deviheile com a orquestra Pigmalião, na gravação «Bach e Handel» de Dezembro de 2021 de que já aqui dei nota a propósito da cantata 199.
    Ouvi ao depois a gravação de Maria Stader, de 1959, com o maestro Karl Richter, de que que gosto mas me parece de muito formal e até rija, mesmo com a bonita voz (ou também por ela) muito clara e nítida de Maria Stader.
    De Richter com Edith Matis apreciei menos a gravação de 1972.
    Não cheguei a ouvir por inteiro a gravação de Isabel Schwarzkopf de 1950. Achei-a ainda mais formal…
    Descobri a versão purista de Leonhardt, que se valeu da soprano Mariana Kweksilber por ter ela voz de rapazinho; dizem alguns que Bach escreveu esta cantata quando dispunha dum menino cantor extremamente dotado e seriam difícil uma voz feminina ao tempo (1729-30). Desta gravação de 1974 pus em tempo a ária «Höchster, mache deine Güte», o andamento que me mais agrada.
    Por isto fui ouvri umas duas versões por meninos sopranos: uma dos Coro de Rapazes da Holanda e outra dum menino que me apareceu no Tubo.
    De tudo o que já ouvi, o que me agrada a valer são as da Maria Keohane.
    A que publiquei na semana passada, de Jos Veldhoven em 2015 com a Sociedade de Bach da Holanda anda escondida no Ytubo; não está aí indexada e bem assim não aparece nas buscas. Só lhe cheguei através da página da Socidade de Bach da Holanda e só soube dela por um comentário perdido na que publico hoje aqui.
    Pois, esta hoje aqui é soberba, compenetrada nos andamentos mais introspectivos e feliz e alegre nos mais vivos. A realização é muito boa em mostrá-lo também, e o Ytubo promove-a nos primeiros lugares em qualquer busca. Os puristas acham que as versões mais modernas, como a deste caso (e como a de Sabine com a orquestra Pigmalião em 2018) têm um tempo muito acelerado, pouco de acordo com Bach e com o barroco. Alguns põe-no com graça; dizem «estes anjos de ouro entoam com demasiada pressa!» — Não sei de nada disso! Sei só o que me agrada, como é o caso. Mas o que gosto principalmente desta versão da orquestra barroca da U.E. (para alguma a U.E.R.S.S., à maneira da U.R.S.S., havia de prestar), o que gosto, dizia, é como parece fácil esta interpretação de Maria Keohane e de toda a orquestra da cantata 51 de bach. Uma felicidade.


    Fica agora aqui o comentário em forma de adenda.

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