O DD-56-73, n.º de frota 301 da Carris, fazia no meu tempo muita vez a carreira 55. Recolhia à estação do Cabo Ruivo. Não me lembro nunca de fazer o 11A (nem ao depois o 30), carreira(s) cuja estação de recolha era a das Amoreiras. O 301 cometia o feito de subir em 2.ª a ladeira íngreme da Alameda (do lado da fonte monumental), já uma vez contei. Sei agora porquê: era um Regent V; fez parte do primeiro lote de Regents V entregues à Carris por 1957, ainda com as carroçarias Weymann de porta atrás e os radiadores de calhambeque típicos dos Regents III. Este lote recebeu os números de frota 281-314. Cuidava eu que os Regents V eram sós os de porta à frente, mas parece afinal que não.
O museu da Carris tem-no conservado, este 301, mas nas imagens que dele (restaurado) tenho vistas não se lhe vê o Regent rampante no radiador (como nesta aqui de 1980). Outro pormenorzinho a somar ao dos volantes verdes e vermelhos trocados nos autocarros históricos pequenos e de dois pisos.

Autocarro 55, Alcântara-Mar, 1980.
John Scragg, in «Livro das Fuças».
O autocarro da carreira em que a mulher do novo rico encontrou Beethoven. :-)
ResponderEliminarE o novo rico, muito indignado respondeu-lhe: não, mulher, estás enganada, o Senhor Beethoven só apanha o autocarro que vai para a Praça de Londres!
ResponderEliminarÉ verdade! Mas o Sr. Beethoven só apanha o autocarro à tardinha.
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