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sexta-feira, 12 de maio de 2023

Esta cabeça não anda boa!…

 Hoje só tenho feito disto. Fiz a barba e quando havia de pôr-me o after-shave, tornei a pôr espuma na cara. — Disparate!
 Outro.
 Passei na bomba a pôr gasoil, foram 57,71 €, dei 60 €. A mocinha gasolineira pediu-me os cênt'mos para facilitar o trôco e dei-lhos. Disse-lhe que 1 € era para si e abalei de imediato sem esperar a demasia. Um mero instante e varreu-se-me a coisa.
 Mais disparate.
 Quis verter café do megafrasco para um menor. O frasco grande vai meio vazio e já começa a complicar-se chegar-lhe com a colhér de chá a colhêr a dose. Verti de frasco a frasco e — asneira! — espalhei café. Lá me lembrei de fazer um canudo com um guardanapo de papel e — mais asneira — verti de mais. Enchi o canudo mais que a conta do frasco pequeno e em no apontar de volta ao frasco grande — claro! — espalhei mais café.
 Ainda a menhãa vai curta eu hoje é só disto!…  Melhor é ir beber outro café.


Café tofa, Portugal (M. Novais, séc. XX)
Café Tofa, Portugal, séc. XX.
Mário Novais, in bibliotheca d' Arte da F.C.G.

2 comentários:

  1. Vocemessê, desculpar-me-á a dúvida, mas se me permite indagar: fez ou desfez a barba?

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  2. Dá igual. Fazer e desfazer a barba é como largar e deslargar, em que o prefixo de negação não altera nada e até redobra. É daquelas locuções castiças com que o bom povo recheia a linguagem dum cunho muito próprio sem caso da gramática.
    [Sorriso] Está Voss' Me'cê desculpada!

    Cumpts.

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