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sexta-feira, 10 de março de 2023

O bairro dos 5 minutos

 O conceito da cidade dos 15 minutos é relativamente recente, pelo que é normal que ainda possa ser desconhecido para alguns […] Na sua génese, pretende-se que os residentes de uma (pequena) cidade ou empreendimento que fica dentro de outra cidade maior possam ter acesso a qualquer serviço, a pé ou de bicicleta, em menos de 15 minutos.
(Marta Esteves Costa, «Cidade dos 15 minutos vai ser um conceito possível em Lisboa», in Dinheiro Vivo, 9/IX/22).


 O conceito foi originalmente criado por Carlos Moreno, Professor [sic] universitário, que é actualmente o membro destacado para o cumprimento deste ambicioso plano que Paris tem projectado até 2025.
(Manuel Banza, «Será Lisboa uma cidade de 15 minutos?», 3/I/21.)

 A Marta parece que é carteirista de fundos de investimento imobiliário. Se fôsse publicista com carteira profissional percebia-lhe o frete remunerado a regurgitar o que sai das centrais de in… deformação. Assim não sendo, parece-me ela uma dos que sorvem e gargarejam da própria fonte (inquinada) de que não haveremos de possuir nada e seremos felizes, o que dá no mesmo. Noto ainda que escreve com prolixidade imobiliária: «empreendimento que fica dentro de outra cidade maior» é muito menos pindérico do que dizer «bairro»!…

 Do Banza sigo o rasto e consigo desde logo medir o calibre à peça: o versículo «Desigualdade de Género na Toponomia de Lisboa» que lhe encima o estendal da exaltação intelectual não deixa dúvida. É um evangelista.


 *    *    *


 Quando meus pais casaram foram morar num bairro um nadinha fora de mão. Certa vez procurei à minha mãe por que não escolheu morar mais perto da tia, onde se criara?
 Pois, não, porque quando se casou havia ali poucas casas à medida; havia algumas com muitos quartos cuja renda era incomportável; ao depois, eram casas antigas.
 Foi em 1956.

 O tal bairro um nadinha fora de mão teve projecto de urbanização em  1927, cumprido só numa parte devido a contencioso da C.M.L. com Francisco Lopes da Costa, o dono dos terrenos.
 Francisco Lopes da Costa, comerciante, morador na Quinta dos Embrèchados, pediu à C.M.L. para construir um bairro de casas económicas nas terras do seu Casal ou Quinta da Porciúncula, também conhecido por Casal dos Ladrões. A C.M.L. acedeu. Conforme à proposta aprovada nos paços do concelho em Novembro de 1927 para suprir a falta de casas e fazer construir bairros económicos na cidade, a Câmara prescindia no caso da quarta parte dos terrenos a urbanizar que lhe cabia por lei. Os materiais das casas seriam fornecidos pelas fábricas e fornos do município a preço de custo.
 Em Março de 1928 foi aprovado o plano do bairro. A 3.ª Repartição integrou-o com o da Firma Bloco que tinha em vista construir habitação económica em terrenos adjacentes, entre a Calçada da Picheleira e a Calçada do Teixeira. Caberia à Câmara fazer os arruamentos e os esgôtos, sêr parte nos contratos de arrendamento para garantir rendas contidas. As casas a construir não podiam ser vendidas, nem passar do 1.º andar.
 Francisco Lopes da Costa recusou-se sempre a fazer escritura do acôrdo e resolveu substituir-se à Câmara deitando-se a abrir arruamentos, valendo-se do plano aprovado para vender terrenos e construir casas. O bairro nasceu assim clandestino.
 É quanto valem planos bem gizados…


Anteprojecto de arruamentos destinados a habitações economicas entre a Calçada da Picheleira, linha ferrea de Cintura, Quintas da Conceição de Cima, dos Embrechados e Azinhaga do Carrascal, C.M.L., 1928
Anteprojecto de arruamentos destinados a habitações económicas entre a Calçada da Picheleira, linha férrea de cintura, Quintas da Conceição de Cima, dos Embrèchados e Azinhaga do Carrascal, C.M.L., 1928.


 Em 1935 a Câmara resolveu taxar em 10$00 / m2 os terrenos para construção e o edificado já existente entre tanto, consigando a verba obtida às futuras obras de arruamento e esgôtos. Francisco Lopes da Costa tornou a recusar-se à escritura.
 Em Abril de 1936 a Câmara deu sem efeito o plano do bairro, aceitando sòmente a parte feita, que ficou. Por 1946 andava a Câmara a meter os esgôtos e acabar os arruamentos. Em Julho de 45 comprara finalmente por 500 439$00 a Quinta da Porciúncula a Francisco Lopes da Costa. A escola da Cambra foi feita em 1956. Nos anos 60 estendeu-se o bairro para poente: o B.º de Santa Engrácia, chamava-lhe a êsse edificado nôvo a minha mãe, talvez pelo tempo levado a fazer-se. Pelo nascente nasceram barracas nesses anos. A paróquia teve a sua igreja em 1973 ou 74, desconforme do plano primitivo dos anos 20 e dalguns posteriores. Foi a igreja até construída depois já da praça, ou mercado municipal.


Obras municipais de arruamentos na Picheleira, Lisboa (E. Portugal, 1946)
Obras municipais de arruamentos na Picheleira, Lisboa, 1946.
Eduardo Portugal, in archivo photographico da C.M.L.

 Até aqui, história. Desfio agora o rol da memória.

 Era eu cachopito de 3 ou 4 e lembra-me agora do que por essa idade havia no bairro: assim, logo ante a minha casa havia o talho do sr. Chico, o sapateiro do sr. Mestre (ou Semestre), a mercearia do galego.
 Num raio de 100 m a mercearia do sr. Albino, a das espanholas mais além; o cabeleireiro da Ruth, duas padarias, uma sapataria de permeio. Mais cá, a taberna do Saraiva, com carvoaria de esquina, pipas alinhadas atrás do balcão, vinhos e petiscos e mesas de repasto de sólida madeira e tampo de mármore; em certas noites, fados, discretamente à porta fechada. Ao fundo do quarteirão do Saraiva, a taberna do sr. João, que tinha um galaró num poleiro sôbre o lavatório de canto e que morreu de velho, segundo uma crónica.
 Virando o azimute, outra taberna ao fundo do quarteirão: o Zé da esquina. Até êle, primeiro, a leitaria do careca, ao depois a fábrica dos iogurtes Grande Ponto, a meio caminho o lugar da Leopoldina, lugar da hortaliça.
 Na extrema lá do Zé da esquina, a drogaria do Soares que ao depois fechou e nunca mais abriu, mai-la escola e o campo do Vitória, quási a descair do bairro, num cabeço aplainado fronteiro ao cemitério oriental. — Cuido que nas guerras civis campearam por ali tropas do imperador do Brasil, ante os miguelistas fortificados no Alto de S. João. Ou talvez vice-versa, mas disperso-me.
 Na rua de cima, o lugar do sr. Duarte na esquina oposta à pensão do França; para aquêle lado a Júlia cabeleireira, a papelaria ao lado do prédio amaricano, a galinheira Ana dos cabritos no gaveto com o Carrascal e o barbeiro na esquina da praceta. Para êste lado, a taberna do Agostinho ante a capelista, a drogaria do Aníbal, o café do Greno, a oficina do Horácio, outra taberna, mais uma mercearia.
 No Carrascal, outra rua a cima, o vidraceiro, outra mercearia e mais que me já não lembra. Por ali, numas terras a par da casa das C.R.G.E., o improvisado mercado ambulante, onde ao depois o presidente da Câmara inaugurou a nova praça com fanfarra de holofotes da Radiotelevisão, que na altura ainda era Portuguesa.


Inauguração do mercado da Picheleira; banca da Helena das bananas, Lisboa (A. Serôdio, 1972)
Inauguração do mercado da Picheleira; banca da Helena das bananas, Lisboa, 1972.
Armando Serôdio, in archivo photographico da C.M.L.

 Ao fundo da rampa do Vitória, onde era a sede do clube do bairro, havia ainda o Campo do Padre, ao depois chamado dos Telefones. Digno de nota: dois campos de bola — um cujo guarda era padre — num só bairro, sem igreja…
 A sede do Vitória estava apetrechada do necessário salão de festas com palco, para  bailes, carnavais e aulas de ginástica. No 1.º andar, sala de jogos: matraquilhos, bilhar, dominó, cavalinhos, damas…
 Já na calçada, a rua direita do bairro (bem que curva e a descer; ou a subir para quem vem em sentido contrário), mais uma drogaria, do Nove Dedos, onde se compravam os livros da escola; duas lojas de roupa, dois fotógrafos, o pôsto de enfermagem num 1.º andar com grande letreiro, duas pastelarias, um talho, uma casa de velharias, salvo êrro e um marco do correio; as ferragens do Porfírio, a farmácia da dr.ª M.ª da Luz, o lugar do Madeira onde havia pão de milho e chouriço ressequido, a Bijuquinha, de que me recorda mal…
 Adjacente, na velha azinhaga do Carrascal, a estância das madeiras, logo a seguir a uma vetusta mercearia de esquina e ao chafariz, reminiscências de 1900, se não mais (i.é, menos)…
 À entrada, onde trazia a rua larga, serventia nova que substituiu a velha azinhaga que dantes levava ao lugar, o Zé dos Frangos — uma espécie de marco de assar no espêto à boca da zona mais nova do bairro nêste tempo, mais de dormitório e menos de comércio, à laia dos recentes subúrbios.
 Esqueciam-me as explicadoras: a D.ª Amélia, a avó do Carlitos; e a outra D.ª Amélia, a do 8. Mais haveria que não sei… E o relojoeiro também na calçada, num r/c alto, logo a cima do Jaquim Nove Dedos.
 Vai longo o rol. Deixo por tanto sem dizer duas ou três casas de pasto e o que mais havia calçada a baixo até à estação do combóio e que, a dizer verdade nem bem me já recorda. Porém e tomando daqui o combóio, sempre digo que de transportes (ou mobilidade, como dizem para aí os palermas) havia também desde 1948 ou 49 um autocarro, e ao depois mais outro em 1969 [1967], que corriam o bairro e faziam zona ao princípio da rua a par do jornaleiro. — E, pois, também o jornaleiro corria o bairro com pregão ao Diário Popular e à Capital. — Somavam-se aos transportes colectivos os automóveis e motorizadas dos vizinhos, que podiam ir e tornar nêles livremente a casa sem vigilância, portagem ou salvo-conduto oficial…

 Que faltava?

 Por ventura o cangalheiro, mas, avistava-se o cemitério…
 Quiçá algum veterinário ou, mera loja de dar banho ao cão, mas bem vejo, o fungagá era doutro tempo. Os bichos ainda não eram como a gente. Antes que havia até mais ovelhas que bicharada doméstica pelas bandas lá do bairro.
 E, bem!… Faltava a patôrra do Estado: nem esquadra de polícia, nem extensão da longínqua junta de freguesia ou conservatórias ou repartição de Finanças e ninguém dêle se queixava. Ao depois havia o necessário de serviços públicos: almeidas e carroça do lixo diàriamente; com freqùência mais uma vez os almeidas, a lavarem as ruas, a desentupir as sarjetas; bem assim os calceteiros a recompôr a calçada; e a carroça dos cães uma vez por outra.

 Excedo-me na reminiscência. Devo acabar, pois. Porém, vale que assim fica cá extensamente contado como era provido há mais de cinqùenta anos o meu bairro. Tinha tudo o necessário ao dia-a-dia dos vizinhos. Nem seria preciso um quarto de hora para ter acesso a qualquer serviço (ou 15 minutos como só hão-de babujar os tôlos chapados dalguma inteligência artificial). Nem dez. Cinco minutos, se tanto, para ir ao pão, ao leite ao talho, à mercearia, à praça, à cabeleireira, ao baile, à bola. E a pé porque andar de bicicleta era visto como usar calções: salvo o desporto, só criancinhas se viam assim.


*    *    *


 Comecei lá em cima com uma treta que propõe agora cidades dos 15 minutos, um conceito relativamente recente, apregoam. Parido originalmente (pfrrr!) por um tal Moreno, Professor universitário com pê grande, que é como o Banza no-lo apresenta.
 Ora eu, que logo de pequeno vi o meu bairro como descrevo, provido de tudo essencial à vida quotidiana, cuido que qualquer um entende que tal sortimento de lojas, bens e serviços lhe afluíu tão espontâneamente como naturalmente se foi povoando, do modo como foi ganhando vida, enfim! De maneira que não vejo agora onde está a novidade desta patranha da Cidade dos 15 minutos — proximidade e bem-estar.
 Não vejo por conseguinte que Lisboa ou outra cidade viva, com bairros consolidados há dezenas, centenas, talvez milhares de anos, precisem de nenhum ambicioso plano (ó, vã glória!) como o que Paris tem do tal Professor universitário Moreno, com u pequeno. O que vejo, não sendo ingénuo delírio de idiotas para torrar dinheiro, é mais uma moscambilha rapace e mal disfarçada para com ela infernizarem mais e mais a vida à gente.

Conselho de cidadãos, «Cidade dos 15 minutos; proximidade e bem-estar», Lisboa, MMXXIII
Conselho de cidadãos [?!], Cidade dos 15 minutos; proximidade e bem-estar, Lisboa —  © MMXXIII.


(Revisto ao meio-dia e um quarto de 11.)

17 comentários:

  1. Muito boa descrição que mais parecia um filme a dar na TV.
    Mais cá para cima, por esses tempos, ia levando uma tareia por ganhar uma partida de ténis de mesa a um craque do Ginásio do Alto do Pina. A razão foi por eu jogar com uma camisola branca, e o craque ficava confuso. Só parei na José Falcão.
    !bairros com milhares de anos!!?

    Cumpts.

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  2. Ah ah ah! Havia de se ter confrontado com algum craque do Atlético de Arroios ou do Clube Estefânia, seria menos arriscado. E se ainda fôsse caso, ficavam mais perto da José Falcão…

    Bairros milenares… Um colossal exagêro. Convencerá mesmo assim muita desta boa gèração de «millenials» (cá está) sem noção e espavorida por emergências climáticas.

    Cumpts.

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  3. Atão? As cidadoas?
    Nunca aprendem em 15 minutos...

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  4. Ah! Certo.
    Do Atlético de Arroios era eu.

    Cumpts.

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  5. Ah! Certo.
    Do Atlético de Arroios era eu.
    Essas fotos da José Falcão são do meu tempo.
    Eu vivia junto à António Pedro, julgo que o prédio já foi vendido para gaiolas.

    Cumpts.

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  6. Figueiredo11/3/23 18:31

    As cidades têm - e sempre tiveram - tudo à mão, em curto espaço de tempo, e com percursos diminutos.

    O conceito das chamadas «cidades de 15 minutos», tem como objectivo impedir a livre circulação de peões e viaturas, o direito de ir e vir, e controlar a população nesses novos guetos através das forças de segurança, «cidade inteligente», video-vigilância; em suma, o Estado policial, que é a etapa suprema das ditaduras liberais.

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  7. Entendo. Há-de desculpar.
    No cruzamento da Ant.º Pedro há três edifícios mais modernos (anos 50-60) e resiste em bom estado um gaioleiro do anos da I.ª República.
    Segundo li de D.ª Mécia de Sena na intr. dos «Sinais de Fogo» (Público, Lisboa, 2003), Jorge de Sena morou no primitivo da esquina SE da José Falcão com a Ant.º Pedro. Calhando, seria o seu.
    Cumpts.

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  8. Sem dúvida. É como que uma lei natural e a natureza tende a preencher o vazio.

    Da aldrabice bem me parece que o fito é mesmo êsse que diz. Só não sei até que ponto os que andam a propô-la se não apercebem. Porém não admira. Idiotas e trambiqueiros é o que mais há. Andamos, pois, a prègar no deserto.

    Cumpts.

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  9. É verdade! O tal Banza que se aplica com reconhecido fervor esquerdóide a curar as chagas da desigualdade de género na toponímia alfacinha e a desigualdade geral de tudo o que nunca foi nem será igual anda para aí a publicitar o tal conselho de cidadãos (que que os cidadãos em geral não sufragaram). Todavia escapa-lhe nisso a inclusividade das cidadoas. Falha tremenda.
    Cumpts.

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  10. Mais um belo naco de prosa a ilustrar o que são as descobertas da pólvora feitas pelos marqueteiros e quejandos. Tão moderninhos como ignorantes e irracionais.
    Um abraço

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  11. Sim, sim.
    Em adolescente conheci alguns dos seus muitos filhos.
    Havia, constantemente, polícia à paisana à porta do prédio.
    Saí da zona em 1971.
    Cumpts.

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  12. Obrigado!
    Sabe! O que me admira é o flagrante dêste tipo de parvoíces. Mete-se pelos olhos dentro a qualquer pessoa de senso e no entanto medra e viceja sem freio. Por que será?
    Cumpts.

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  13. Figueiredo12/3/23 11:40

    As chamadas «cidades de 15 minutos» («15-minutes cities», em Inglês) ou as «cidades inteligentes» («smart cities», em Inglês), não são uma evolução ou melhoria no conceito de Cidade mas sim um projecto totalitário nas mãos de quem as promove.

    Vou-lhe dar o exemplo da iluminação pública através da tecnologia de diodo emissor de luz
    («LED», em Inglês), que para além da sua ineficácia e má qualidade, é extremamente poluente, prejudicial à Natureza, Meio-Ambiente, e à saúde/organismo das pessoas.

    Se reparar as luminárias nas colunas ou postes de iluminação pública estão a ser substituídas por outras que albergam a chamada tecnologia de diodo emissor de luz («LED», em Inglês), que para além da ineficácia e má qualidade da iluminação podem trazer ou trazem consigo uns acrescentos que permite o rastreamento dos cidadãos, a colecta de dados armazenados nos telemóveis inteligentes («smartphone», em Inglês), e a gravação de imagens e de som.

    Nestas duas ligações que lhe vou deixar, encontra dois artigos que abordam esta questão:

    - Don't look now but the LED light fixtures are spying on you

    https://www.computerworld.com/article/2475911/don-t-look-now-but-the-led-light-fixtures-are-spying-on-you.html

    - Why you should be worried about connected street lights

    https://www.techradar.com/news/world-of-tech/why-you-should-be-worried-about-connected-street-lights-1327834

    Não lhe posso dizer se na Cidade do Porto de onde sou natural, ou na Cidade de Lisboa, as luminárias de diodo emissor de luz («LED», em Inglês) que estão a ser colocadas, trazem consigo essa tecnologia de vigilância massiva porque nunca lá fui ver, mas o que é certo, é que os Portuenses, Lisboetas, e demais Munícipes de Norte a Sul do País, não estão a ser informados sobre o sistema que está a substituir a tradicional iluminação dos espaços e vias públicas.


    Post-Scriptum: Comecem a olhar para cima, levantem a cabeça.

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  14. Obrigado do testemunho!
    :)
    Cumpts.

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  15. Há muito logro nôvo para aí em forma de novidade e a bovinidade geral não alcança mais do que o básico. Quando alcança. De maneira que, a menos que faça doer pavorosamente, estamos condenados. E ainda assim…Obrigado das «luzes». Oxalá alumiem alguns para vêr as «traças» que que lhes esvoaçam à volta.Cumpts.

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  16. Miguel Somsen8/8/23 11:39

    Mudei-me para a Calçada do Carrascal há seis meses, adoro as suas descrições do bairro cujo nome raramente se ouve falar por aí. Estou a tomar notas!

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  17. Folgo que haja agradado. Felicidades na nova casa.
    Cumpts.

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