A planta dá a ermida de St.ª Rosa (A) onde se estabeleceu a paróquia por ter ruído a paroquial de Arroios. E fico a saber que era ao fundo do Caracol da Penha (8). Cuidei que era mais a cima, a chegar ao largo de Arroios. Estranho é sêr a freguesia do orago de St.º André. Havia de sêr a de S. Jorge.
A revêr, o Eng.º Vieira da Silva sôbre as freguesias…
![Parroquia [sic] de S. André, «Livro das Plantas das Freguesias de Lisboa», c. 1756-1768, f. 76, A.N.T.T./C.F. 153.](https://live.staticflickr.com/65535/52610388977_ea75591350_h.jpg)
«Parroquia [sic] de S. André», in Livro das Plantas das Freguesias de Lisboa, c. 1756-1768, f. 76.
A.N.T.T./C.F. – Códices e documentos de proveniência desconhecida, 153.
A toponímia é espontânea e não me causa estranheza. O caminho para a Carreira dos Cavalos (9) (Gomes Freire) derivou espontâneamente também, mais tarde, em Travessa do Abarracamento da Cruz do Tabuado onde veio a estabelecer-se o Instituto Agrícola, posteriormente Faculdade de Veterinária. Mas desconhecia o Olival da Penha (15) na vertente oriental. O caminho para Chellas (14) deveio em caminho de baixo da Penha (Av. do General Roçadas) e o seu seguimento é (era) a Rua do Sol a Chellas a partir do caminho para Xabregas (13), a futura circunvalação, caminho do Alto de São João ou, nos nossos dias, a Morais Soares.
O topónimo do Monte Agudo (D) anda um tanto esquècido, mas o caminho do Monte Agudo (12) da Forno do Tijolo (11) até lá é nada menos que a Heliodoro Salgado.
Curioso acima de tudo é que todos esses caminhos existem nos nossos dias, incluídos os do Arco do Cego (3) (Calçada de Arroios), da Charneca (4) (Rua Carlos José Barreiros e seu prolongamento na Manuel da Maia) e, claro, a estrada de Sacavém (5), de que muito tenho tratado.
Entretanto revi o que lêra em Vieira da Silva (Dispersos) e também em Roberto Dias da Costa n’ A Paróquia de S. Jorge da Cidade de Lisboa e trata-se do seguinte: a paróquia de S. Jorge ficava acima da Sé ao Limoeiro, instituída porventura quási logo a seguir à conquista de Lisboa em 1147. Com o terramoto passou à ermida do Senhor Jesus da Boa Sorte, às Olarias. Assim a vemos nêste livro da Tôrre do Tombo. Esteve por 1770-80 na ermida de Santa Bárbara (B) (ficava mais ou menos na esquina da Passos Manuel com a Jacinta Marto) que era do desembargador Ignacio Lopes de Moura, donde passou à ermida de St.ª Rosa de Lima nas casas dos senhores de Murça/Mesquitelas (onde consta que anos depois foi preso o Diogo Alves, em 1839) já depois de a paróquia de Santo André tornar à origem. Ali se manteve a paróquia de S. Jorge de Arroios até se levantar de raiz a nova paroquial de Arroios no lado N do largo, em 1829.
(Revisto. Legenda em 14 às 11.)
Obrigado por ter apresentado este mapa (c. 1756-1768) e
ResponderEliminarpensarmos como seria Lisboa, precisamente por essa época saída do terramoto.
E ficava a cerca de 4 km do Rossio.
Cumpts.
Obrigado eu! Mérito do leitor Mário Cruz que mo mostrou há tempo!
ResponderEliminarCumpts.