Em Setembro de 36 um punhado de marinheiros do aviso «Afonso de Albuquerque» e do contra-torpedeiro «Dão» amotinou-se. Queriam fazer-se ao mar a juntar-se aos republicanos na guerra civil de Espanha. O acto foi traição e o motivo ainda foi peor, mas lá que foi precisa fibra…
Hoje temos isto.


Parece que as razões não são comparáveis.
ResponderEliminarA de 36 foi a utilização dos navios, agora é por não utilização dos navios por estes meterem água.
Cumpts.
A fibra também não. Nem a marinha nem o país nem nada é comparável.
ResponderEliminarCumpts.
Vale a pena ler o discurso de Oliveira Salazar naquele dia.
ResponderEliminarEm 1937, as tripulações de dois navios da Armada revoltaram-se e propuseram rumar do Tejo à Espanha Republicana, sendo ambos alvejados a partir da costa (Almada, Trafaria e Alto do Duque) e travado o seu intento.
Oliveira Salazar:
Não há razão (...) para lamentar exageradamente os prejuízos sofridos nos barcos. É certo que a reorganização da Marinha de Guerra, cuja fase inicial há pouco se alcançou, constituiu a primeira grande realização do Estado Novo. Com aquelas doces lágrimas que são a pura essência da alegria, a boa gente portuguesa os viu chegar ou lançar à água nos estaleiros nacionais, por não só se reatar a nossa tradição marítima mas se haver dotado o País de novos instrumentos de força e de prestígio. Embora à custa do suor de todo o povo, com a clara consciência do dever se mandaram construir. Com a mesma imperturbável serenidade dei ordem para que fossem bombardeados até se renderem ou afundarem. A razão que se eleva acima de todos os sentimentos foi esta: os navios da Armada portuguesa podem ser metidos no fundo; mas não podem içar outra bandeira que não seja a de Portugal.
cumps
Pois!… Foi como era dantes! Porém, nunca é de mais recordar.
ResponderEliminarCumpts.
Lendo a notícia do "Diária de Lisboa"
ResponderEliminar"...o govêrno que já conhecia as criminosas intenções.... atacados energicamente pela artelharia de costa..."
Não se percebe, então, conhecendo as intenções chegasse sequer a ser necessário usar a artilharia, podendo ser presos os das ideias criminosas.
Cumpts.
É bem visto… Calhando, o govêrno havia de prendê-los pelas tais ideias criminosas, antes dos actos.
ResponderEliminarParece-me que finalmente a coisa vai em boa marcha:
Pensado no crime de pensamento já Smith (Orwell, 1984) disse: não é coisa que se possa esconder para sempre. Pode ocultar-se por um tempo, anos até, mas tarde ou cedo eles hão-de apanhar-te.
Cumpts.
:)
Vá que os marinheiros não tinham intenções para bombardear os Ministérios do Terreiro do Paço, e só seriam presos depois do acto.
ResponderEliminarCoitada, e como diria um alentejano 'estou cantando muito bem calado'
Cumpts.
Outra vez bem visto. Se tẽem antes magicado bombardear os ministérios, talvez ficassem êles donos senhores da coisa em lugar de se meterem a servis sob mando de espanhóis. Se desse para o tôrto iam presos à mesma, como foram.
ResponderEliminarBem vê V., medindo só pelas intenções eram fracas cacholas. Dai nem merecerem prisão antes da maldade levada a cabo.
Cumpts. :)