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sábado, 24 de dezembro de 2022

Tarantela da noite de Natal em versão mais solemne

 A tarantela de há pedaço, cometida no Natal de 1670 ao sacerdote maestro da capela do reino de Nápoles, Cristóvão Caresana, aqui em versão mais solene, mais de acôrdo, digamos. O benévolo leitor que aprecie veja qual prefere. Eu não sei escolher, daí pôr ambas.
 Feliz Natal!
 Feliz Natal!



Cristóvão Caresana, Tarantella a 5 vozes com violinos, pelo nascimento do Verbo, 1670.


Scarlati Lab. \ Barroco:
Frederica Pagliuca, Olga Cafiero (sopranos); Daniela Salvo (meio-soprano); Leopoldo Punziano. (tenor); Carlos Feola (baixo).
António Florio e Dinko Fabris (dir. artística).
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Alle selve, alle valli, alle grotte
adorate sì bella notte!
alle paglie alla capanna,
che ogni fiume già scorre manna.


Alle rupi, alle tane, alle selve
e mansuete son fatte le belve
ogni piazza nel mondo è fiorita
mentre torna nel mondo la vita.


Alle selve, alle valli, alle grotte
Vagheggiate, riverite, adorate sì bella notte!


Tarantola d'abisso, empio serpente
Or ch'è nato l'Agnello innocente
la tua forza si abbatterà.
Piangi, trema, singhiozza, sospira
nel tuo regno d'oscurità.


Viva, viva l'eternità.
[bis]


Tarantola ch'in cielo il nido avesti
ma per troppo volar cadesti
da quel trono di maestà
or che il Verbo dal cielo è disceso
il tuo dente non ferirà.


A superbia così va!
[bis]


Tarantola ribelle, fulminata
or che in terra la luce è nata
nova fiamma ti struggerà!


Si raddoppino a te le catene
or che ha l'uomo la libertà:


chi pugna col cielo mai vincerà!
[bis]


Or che al bosco fiorisce ogni pianta
or che al prato fiorisce ogni stelo
or che in cielo risplende ogni stella
replicate la tarantella!
[bis]


Alle selve, alle valli, alle grotte,
adorate sì bella notte.


Alle balze, alle sponde, ai ruscelli
scotono i zefiri gli arboscelli.
Fa l'erbette fiorire nel prato
l'alto Monarca che in terra è nato.
[bis]


Ai campi, alla riviera,
ride nel verno la Primavera.


Alle selve, alle valli, alle grotte,
vagheggiate, riverite, adorate sì bella notte!»



 


Aos bosques, aos vales, às moitas
Adorai tão bela noite!
Às palhas para a cabana,
Que em cada rio já flui o maná.


Às arribas, às tocas, aos bosques
Que amansadas estão as feras
Cada terra do mundo está florida
Enquanto o mundo retorna à vida.


Aos bosques, aos vales, às moitas
Ansiai, venerai, adorai tão bela noite!


Tarântula dos abismos, ímpia serpente
Agora nasceu o Cordeiro inocente
A tua força se abaterá.
Chora, treme, soluça, suspira
No teu reino de obscuridade.


Viva, viva a eternidade.
[bis]


Tarântula que no céu teu ninho fizeste
Mas que por mau voar caíste
daquele trono de majestade
Agora que o Verbo do céu desceu
Tua mordida não ferirá.


A soberba é assim que dá!
[bis]


Tarântula rebelde, fulminada,
Agora que na terra a Luz é nascida
Nova chama te consumirá!


Rebentam-se-te as correntes
Agora livre que o Homem está:


Quem combate o Céu jamais vencerá!
[bis]


Agora que no bosque floresce cada planta
Agora que no prado floresce cada rebento
Agora que brilha no céu cada estrela
Replicai a tarantela!
[bis]


Aos bosques, aos vales, às moitas
Adorai tão bela noite.


Às arribas, às margens, aos riachos
Agitam os zéfiros já as mudas.
Faz a erva florir nos prados
O Alto Monarca que na terra nasceu.
[bis]


Pelos campos, pelas ribeiras,
Sorri-se de Inverno a Primavera


Aos bosques, aos vales, às moitas
Ansiai, venerai, adorai tão bela noite!


 


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