No meio do céu a desabar que anunciavam para hoje até às seis no noticiário da uma da tarde trovejou o Moedas da C.M.L. naquela sua vòzinha de 1 cêntimo que (cito de cór) «a imprevisibilidade das condições climatéricas é uma realidade» e, aconselhava tôdos na grande Lisboa a abrigarem-se na sua toca e absterem-se de ir trabalhar. Por causa das «condições climatéricas adversas», ou «extremas», que é como chamam agora ao mau tempo. Já antes vi no jornal que dissera o Moedas com tôda autoridade de manda-chuva que lhe vejo reconhecida sôbre meteorologia, clima, o tempo que faz àmanhã, ou a terminação da lotaria popular, que «a chuva faz parte das mudanças climáticas». As olheiradas também, digo eu.
Dantes havia mau tempo, chuva, frio, às vezes trovoada — trivial invernia. — Agora há Moe(r)das assim.
Numa coisa se descaiu, porém: no imprevisto do tempo, coisa que os climalabaristas do circo climático não prevêem que entendamos.
O céu de Lisboa há momentos.
(Ajeitado agora ao depois, mais para a noite.)
'A chuva faz parte das mudanças climáticas'.
ResponderEliminarExtraordinária informação, não vão praí dizer que ele é culpado da chuva, assim como outros do calor.
E não nevou como em 1945, que tínhamos uma 'A neve faz parte do Natal dos lisboetas'.
Boas Festas
Cumpts.
Quando no princípio havia Deus, um fenómeno meteorológico é que produzia alterações climatéricas. O caso da chuva era especial e estava delegado no São Pedro. Agora, no princípio são as alterações climáticas e delas é que se dá a chuva, vento, trovoada, ciclones, calor, frio, neve, o que seja. Uma espécie de mundo às avessas, o que vai certo com a lógica da batata.
ResponderEliminarHum!… A brisa suave e o tempo ameno é que não dizem a causa…
Cumpts.
Feliz Natal!
ResponderEliminar:)