Pois, a rainha Isabel de Inglaterra lá se findou. É a lei da vida!… Um que li, não sei qual, escreveu que se acabou o século XX. Fico a pensar. Nem sei bem que dizer. — O séc. XX confunde-se com a rainha Isabel de Inglaterra…? Ou é a rainha Isabel de Inglaterra que se confunde com o séc. XX em grande medida? — Deveio a rainha, em fim, fora do tempo? — Bem! Tal será a longevidade, outra lei da vida. Em boa verdade, é o que se queira.
Rei morto, rei posto. O rei Carlos já vai nos setentas — é engraçado que o último Carlos rei de Inglaterra foi casado com a portuguêsa D.ª Catarina de Bragança. São voltas que o mundo dá.
Leis da vida e o mundo às voltas. E tempo longo como dizia o Braudel…
E o tempo curto, também dizia êle.
No reinado de Isabel II a Inglaterra mirrou. Largou o império do tempo da rainha Victória. Nem deu já luta. Ou se chateou. Chateou-se mal, antes. Achou que… — Nem sei que achou. Nos anos 60 afrontou até Portugal em Moçambique por causa da Rodésia, que lhe fugira. Já não fazia nada de seu império, julgou salvar a face dum poder que não tinha e, colou-se à (suposta, instituída?) marcha do tempo. Portugal não. Não cedeu e manteve-se íntegro até 74. Isto do poder tem mais que se lhe diga… Quando se abdica é o fim…
A II Guerra desgastou-a (à Inglaterra). A Rodésia foi-se como havia de ir e ao depois foi. — E foi de vez ao depois de Portugal ir, bem entendido… — Estrebuchou finalmente (a Inglaterra; Portugal nem isso) contra a Argentina nas Malvinas com uma dama de ferro digna da rainha Victória, mas, anda agora à nora na Ucrânia, como na Escócia… É tarde. Anda ela, a Inglaterra, à nora desde 1970 ou 71 em que, já tomada pelo marxismo, abandonou os pence quebrados pelos decimais e pediu batatinhas à C.E.E. Livrou-se ao depois há uns anos da C.E.E. (ou U.E.) e anda aí agora à procura do àmanhã com uma Isa de truz ou de trusses, sucessora dum descabelado Bojo. Talvez o rei Carlos, nos setentas, seja o àmanhã… Ele parece cantar… O futuro dirá.
A rainha Isabel II pode, pois, bem, confundir-se com o séc. XX, mas só pela segunda metade, o que não abona. No séc. XXI a rainha Isabel deveio num hábito respeitável, que por cá só abona por tradição porquanto vem de fora. Entre nós, no rectângulo à beira-mar plantado agora de Sandokans e brasileiros, 70 anos de reinado ou 70 anos do que quere que seja, são tão malditos como o viver habitualmente dos portuguêses de cêpa (passe a redundância). Em tanto, de tradição (ou de séc. XX), a monarquia inglêsa é louvável, mas não passando já ao que me parece duma máscara numa taifa de mouros ou lá o que aquilo se tornou. Cá é o mesmo ou pior, com as mais modernas máscaras do progresso que, dizem, são as cirúrgicas…

«A Rainha a chegar a Crathie Kirk em Braemar, próximo de Balmoral, numa chuvosa manhã em Julho de 1996. Foi esta a única vez em que a vi e, tive a sorte de tirar esta fotografia» (G. Woods, in Flickr).
«...A Inglaterra ainda existe?...»
ResponderEliminarRecomendo-lhe a leitura deste artigo:
- My Visit to London: John Cleese Was Right. It’s No Longer English
https://www.unz.com/article/my-visit-to-london-john-cleese-was-right-its-no-longer-english/
A Inglaterra ainda existe?
ResponderEliminarA engolaterra é que teve os dias contados.
Cumpts.
Já li. Nada que se não saiba. Todos já viram o que se passa. Há anos. Os governos ocidentais nada fazem. A imprensa faz como se nada fosse. Há lá um comentário que diz que «a verdadeira realidade é que as nações dos brancos são as únicas que são alvo desta destruição. Os Asiáticos têm a Ásia, os Africanos a África, os Latino-americanos têm a América Latina (é um norte-americano quem escreve isto).
ResponderEliminarOs países brancos?
São para todos — excepto para os brancos. Os brancos espera-se que se evaporem. Estamos bem a caminho. E o mais enervante é como tanto branco tem sido doutrinado em celebrá-lo.»
É mesmo isto.
Cumpts.
Engolaterra está boa. Era a terra da rainha D.ª Zavel, mas já não é.
ResponderEliminarCumpts
Um Continente sem Identidade, Soberania, Tradições, Costumes, Culturas, e Povos, está destinado a desaparecer.
ResponderEliminarPior destino é desaparecer tendo isso tudo. Cruel.
ResponderEliminarCumpts.