Ei-la tal qual me lembra. Jactos luminosos irradiando do tritão a cavalo e abraçando as tágides que o guardam, as cascatas de luz como um véu diáfano sôbre as nereidas, a água rebrilhando de verde esmeralda nos tanques, o paredão da rampa com a hera a trepar, a tabacaria na esquina da Rua Actor Vale… E eu, vindos de casa da tia, pola mão da mãe por cima do muro. Tinha sempre de vir por cima do muro.

Fonte monumental à noite, Alameda, 1973.
Artur Pastor, in bibliotheca d’ Arte da F.C.G.
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