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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Cena de 1973 à noite

 Ei-la tal qual me lembra. Jactos luminosos irradiando do tritão a cavalo e abraçando as tágides que o guardam, as cascatas de luz como um véu diáfano sôbre as nereidas, a água rebrilhando de verde esmeralda nos tanques, o paredão da rampa com a hera a trepar, a tabacaria na esquina da Rua Actor Vale… E eu, vindos de casa da tia, pola mão da mãe por cima do muro. Tinha sempre de vir por cima do muro.


 


Fonte luminosa da Alameda D. Afonso Henriques, Lisboa (A. Pastor, 1973
Fonte monumental à noite, Alameda, 1973.
Artur Pastor, in bibliotheca d’ Arte da F.C.G.

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