Não foi o bigodes que me contou, foi o motorista com quem ele fazia equipa no 55: os primeiros autocarros de dois andares em Lisboa foram o 201 e o 202 e tinham a cabina à direita. O que ele não disse foi que vieram em 1947 e que entraram a fazer as carreiras do aeroporto. Diz que os lisboetas receberam os novos altocarros de dois andares com receio e admiração.
Vêde um deles no Areeiro.

Autocarro n.º 201 ou 202, Praça do Areeiro, c. 1950.
Horácio Novais, in bibliotheca d' Arte da F.C.G.
Caro BIC
ResponderEliminarConhece?
https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=3909706
Cumps
Veja a folha m0166...
ResponderEliminarNão.
ResponderEliminarAgora sim.
Formidavel! Dá a ermida de St.ª Rosa onde se estabeleceu a paróquia por ter ruído a de Arroios. E fico a saber que era ao fundo do Caracol da Penha. Cuidei que era mais cima, a chegar ao argo de Arroios.
ResponderEliminarEstranho é ser a freguesia de St.º André. Havia de ser a de S. Jorge. Tenho de rever o Eng.º Vieira da Silva sôbre as freguesias.
Grande achado, Mário!
Abraço!
E há mais surpresas na toponímia... Pena a caligrafia ser um pouco cursiva o que obriga a perder tempo.
ResponderEliminarA toponímia é espontânea e não me causa estranheza. O caminho para a carreira dos cavalos derivou espontaneamente também, mais tarde, em travessa do abarracamento da Cruz do Tabuado. Mas desconhecia o Olival da Penha na vertente oriental. O caminho para Chellas deveio em caminho de baixo da Penha e o seu seguimento e (era) a Rua do Sol a Chellas a partir do caminho para Xabregas, a futura circunvalação, caminho do Alto de São João ou, nos nossos dias, a Morais Soares.
ResponderEliminarA toponímia do Monte Agudo anda um tanto esquecida, mas o caminho da Forno do Tijolo até lá é nada menos que a Heliodoro Salgado.
Curioso acima de tudo é que todos esses caminhos existem nos nossos dias, incluídos os do Arco do Cego (Calçada de Arroios), da Charneca (Rua Carlos José Barreiros e seu prolongamento na Manuel da Maia) e, claro, a estrada de Sacavém, de que muito tenho tratado aqui.
Entretanto revi o que lêra em Vieira da Silva (Dispersos) e também em Roberto Dias da Costa n’ A Paróquia de S. Jorge da Cidade de Lisboa e trata-se do seguinte: a paróquia de S. Jorge ficava acima da Sé ao Limoeiro, instituída porventura quási logo a seguir à conquista de Lisboa em 1147. Com o terramoto passou à ermida do Senhor Jesus da Boa Sorte, às Olarias. Assim a vemos no livro da Tôrre do Tombo. Esteve por 1770-80 na ermida de Santa Bárbara (ficava mais ou menos na esquina da Passos Manuel com a Jacinta Marto) que era do desembargador Ignacio Lopes de Moura, donde passou à ermida de St.ª Rosa de Lima nas casas dos senhores de Murça/Mesquitelas depois da paróquia de Santo André tornar à origem e até se edificar de raiz a nova paroquial de Arroios no lado N do largo, em 1829.
ResponderEliminarMais haverá a dizer.
Grande achado!
Abraço.