| início |

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

A nova praça do Areeiro

 Não foi o bigodes que me contou, foi o motorista com quem ele fazia equipa no 55: os primeiros autocarros de dois andares em Lisboa foram o 201 e o 202 e tinham a cabina à direita. O que ele não disse foi que vieram em 1947 e que entraram a fazer as carreiras do aeroporto. Diz que os lisboetas receberam os novos altocarros de dois andares com receio e admiração.
 Vêde um deles no Areeiro.


Praça do Areeiro, Lisboa (H. Novais, c. 1950)
Autocarro n.º 201 ou 202, Praça do Areeiro, c. 1950.
Horácio Novais, in bibliotheca d' Arte da F.C.G.

7 comentários:

  1. Mário Cruz4/2/22 14:35

    Caro BIC
    Conhece?
    https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=3909706
    Cumps

    ResponderEliminar
  2. Mário Cruz4/2/22 14:40

    Veja a folha m0166...

    ResponderEliminar
  3. Formidavel! Dá a ermida de St.ª Rosa onde se estabeleceu a paróquia por ter ruído a de Arroios. E fico a saber que era ao fundo do Caracol da Penha. Cuidei que era mais cima, a chegar ao argo de Arroios.
    Estranho é ser a freguesia de St.º André. Havia de ser a de S. Jorge. Tenho de rever o Eng.º Vieira da Silva sôbre as freguesias.
    Grande achado, Mário!
    Abraço!

    ResponderEliminar
  4. Mário Cruz4/2/22 21:01

    E há mais surpresas na toponímia... Pena a caligrafia ser um pouco cursiva o que obriga a perder tempo.

    ResponderEliminar
  5. A toponímia é espontânea e não me causa estranheza. O caminho para a carreira dos cavalos derivou espontaneamente também, mais tarde, em travessa do abarracamento da Cruz do Tabuado. Mas desconhecia o Olival da Penha na vertente oriental. O caminho para Chellas deveio em caminho de baixo da Penha e o seu seguimento e (era) a Rua do Sol a Chellas a partir do caminho para Xabregas, a futura circunvalação, caminho do Alto de São João ou, nos nossos dias, a Morais Soares.
    A toponímia do Monte Agudo anda um tanto esquecida, mas o caminho da Forno do Tijolo até lá é nada menos que a Heliodoro Salgado.
    Curioso acima de tudo é que todos esses caminhos existem nos nossos dias, incluídos os do Arco do Cego (Calçada de Arroios), da Charneca (Rua Carlos José Barreiros e seu prolongamento na Manuel da Maia) e, claro, a estrada de Sacavém, de que muito tenho tratado aqui.

    ResponderEliminar
  6. Entretanto revi o que lêra em Vieira da Silva (Dispersos) e também em Roberto Dias da Costa n’ A Paróquia de S. Jorge da Cidade de Lisboa e trata-se do seguinte: a paróquia de S. Jorge ficava acima da Sé ao Limoeiro, instituída porventura quási logo a seguir à conquista de Lisboa em 1147. Com o terramoto passou à ermida do Senhor Jesus da Boa Sorte, às Olarias. Assim a vemos no livro da Tôrre do Tombo. Esteve por 1770-80 na ermida de Santa Bárbara (ficava mais ou menos na esquina da Passos Manuel com a Jacinta Marto) que era do desembargador Ignacio Lopes de Moura, donde passou à ermida de St.ª Rosa de Lima nas casas dos senhores de Murça/Mesquitelas depois da paróquia de Santo André tornar à origem e até se edificar de raiz a nova paroquial de Arroios no lado N do largo, em 1829.
    Mais haverá a dizer.
    Grande achado!
    Abraço.

    ResponderEliminar