Herculano, tenho-o d’ «O Bobo», é grave (A Voz do Profeta…), quando não até maçudo. Aqui e ali, agora, também achei. Peguei, pois, no 1.º vol. das «Lendas…», da Europa-América (as «Lêndeas e Narrativas» foram leitura nacional nos liceus e deixaram de ser nas escolas secundárias… Como tal, não nas lera. Calhou-me mais o neo-realismo…). Livrinho de bolso assaz ao alcance da bolsa, tinha-o ali, comprado no tempo dos escudos, prático para intervalos na esplanada ou no jardim (omito os autocarros porque bailes de máscaras não frequento). Prático para deslargar do telelé, essa trela etérea da transumância post civilizacional… — Peguei-lhe pelas «Arras por foro de Espanha (1371-1372)», embalado pelo «D. Fernando» das biografias dos Reis do Círculo de Leitores. Fui lendo. Li e gostei (não como o outro…). especialmente «A Abóbada», que me fez aprender como certos mais velhos do tempo dos liceus ou das escolas industriais sabiam e sabem de Afonso Domingues e de se como ele pusera três dias sob a abóbada da Batalha com a certeza — «ela não cai.»
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Alexandre Herculano, Lendas e Narrativas, vol. I, 3.ª ed., Mem Martins, Europa-América, [D.L. 1990]. — 195 p.; 18cm; Livros de Bolso Europa-América, 221. |
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