
Aldeia rural. Portugal. Vista de aldeia rural. Fotógrafo: Mário Novais (1899-1967) &c. In bibliotheca d' Arte da F.C.G.
É para isto que a cultura hoje dá: aldeia rural.
No ajuizar genuíno do instruído cidadão de subúrbio há aldeias que por definição não sejam rurais? Que careçam do adjectivo a marcar-lhe a rusticidade?
Assim é.
Concedamos com bondade que a palavra aldeia entre no bestunto do cidadão instruído alçado em archivista arquivista post moderno, só já pelo trautear arcaico da Aldeia das Açoteias ou referida a aldeamentos turísticos como as Pedras de el-Rei, o que não é pouca cultura, considerando que o termo mais acabado é o fatal resort, do amaricano. Se o arquivista de subúrbio aprendeu sequer a dizer aldeia, mérito se lhe reconheça; deixemos por conseguinte o redundante adjectivo.
Nota: a identificação da aldêa na imagem fica para mentes cuja cultura rural admita horizontes além do subúrbio.
"Aldeia rural" é bonito.
ResponderEliminarEnfim!
Cumprimentos,
Pitoresco, digamos…
ResponderEliminarÉ no que demos.
Cumpts.
Caro BIC,
ResponderEliminarDepois da reflexão que ontem se fez acerca da paisagem da cidade "urbana" e a problemática da "marquise" a aldeia, seja de que tipo for, é muito bem vinda.
Cumprimentos
Compreendo obviamente o que refere, mas não é impossível existirem "aldeias urbanas": pense-se em alguns bairros sociais construídos em Lisboa no tempo do Estado Novo.
ResponderEliminarInicialmente chamavam-se castros.
ResponderEliminarDepois houve divisão de acordo com as actividades.
As villae romanas tanto podiam ser rurais como piscatórias.
Dizer aldeia piscatória não está errado, por diferenciação da actividade que não deriva na sua maioria do trabalho da lavoura.
Também existiram e ainda existem "ilhas urbanas".
ResponderEliminarJá agora. Até em Trás-os-Montes ainda existe uma aldeia piscatória em Torre de Moncorvo, na foz do rio Sabor.
ResponderEliminarConsta que é a última nessa situação.
Sem dúvida.
ResponderEliminarAldeão é castiço e muito mais genuino que cidadão. Assim o provam os defensores acerrimos da cidadania que se pelam estupidamente pelo «cidadão commum». Se o precisam adjectivar como commum lá intuirão que os há especiais. Modesta intuição porquanto no fundo o que são é burros, todos: esses que adjectivam o cidadão como commum como aquelles que acham necessario adjectivar aldêas como ruraes.
Cumpts.
Com certeza. É um caso de extensão semantica legítima em que o adjectivo se torna essencial.
ResponderEliminarCumpts.
Justamente. Apor o adjectivo quando há extensão de sentido é que é.
ResponderEliminar«Castra», cujo diminutivo «castella» (sing. castellum) tomou o sentido de fortificação com o devir da História.
Villa veio a servir para nomear povoados em geral. No Norte predomina o topónimo «vilar» por «aldeia», entende-se porquê.
Cumpts.
Que remontam às «insulae» de Roma. Em Lisboa dizem-se «vilas operárias», não?
ResponderEliminarCumpts.
Foz do Sàbor, Cabeça Boa?
ResponderEliminarCumpts.