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domingo, 18 de abril de 2021

Botanica

 O lyrio da paz murchou no anno passado. Anno aziago! Reenvasei uns pés e puz uns outros em agua. Pegaram a custo, salvos uns com folhas mais velhas que amarelleceram. Os que puz em agua vicejaram e démos alguns á Sr.ª Isabel que vem cá a casa; puz o restante num vaso e pegaram; só me não parecem elles que hajam de dar flôr este anno.


 A hera do diabo cortei-a e ficou esfolhada e triste, só com os pés mais curtos. Aproveitei uns nósinhos com folhas e pul-os tambem em agua a ganhar raiz. Os que dão tenho-os plantado; os que plantei logo sem nos pôr em agua tẽem pegado pouco.


 As sardinheiras estão carregadinhas de flôres. Este Inverno não nas podei.


 E as orchideas que reenvasei em Outubro estão assim.


 


Phalænopsis — © 2021
Phalænopsis, Olisipo — (c) MMXXI

6 comentários:

  1. Se não se está a referir a alguma purulência causada pela planta, é a única forma correcta de conjugar o verbo pôr.
    O mesmo se aplica para as terminações dos diminutivos. Com z (zinho) e não "sinho". Nada disto tem a ver com supostos acordos. São erros.

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  2. Está bem. Eu puz e V. dispôs.
    Orthographia segundo os melhores auctores. Sempre com bôa dispozição.
    Cumpts.

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  3. "Puzes" à parte, comento:

    "Tudo se parece com o seu dono, até a ferrolho da porta".

    Aprendi este e muitos outros ditados populares, na mais tenra idade e no seio da minha família; frequentemente os recordo.

    Esta foto é o perfeito exemplo deste ditado que cito.

    Estes seres maravilhosos, assim retribuem o desvelo com que os tratam.

    Silenciosamente.

    Meus cumprimentos.


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  4. Generosidade sua. Com sabedoria e simples senso, que é raro.
    Muito obrigado!

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