O lyrio da paz murchou no anno passado. Anno aziago! Reenvasei uns pés e puz uns outros em agua. Pegaram a custo, salvos uns com folhas mais velhas que amarelleceram. Os que puz em agua vicejaram e démos alguns á Sr.ª Isabel que vem cá a casa; puz o restante num vaso e pegaram; só me não parecem elles que hajam de dar flôr este anno.
A hera do diabo cortei-a e ficou esfolhada e triste, só com os pés mais curtos. Aproveitei uns nósinhos com folhas e pul-os tambem em agua a ganhar raiz. Os que dão tenho-os plantado; os que plantei logo sem nos pôr em agua tẽem pegado pouco.
As sardinheiras estão carregadinhas de flôres. Este Inverno não nas podei.
E as orchideas que reenvasei em Outubro estão assim.
Phalænopsis, Olisipo — (c) MMXXI
Puz?
ResponderEliminarPrefere pus?!
ResponderEliminarSe não se está a referir a alguma purulência causada pela planta, é a única forma correcta de conjugar o verbo pôr.
ResponderEliminarO mesmo se aplica para as terminações dos diminutivos. Com z (zinho) e não "sinho". Nada disto tem a ver com supostos acordos. São erros.
Está bem. Eu puz e V. dispôs.
ResponderEliminarOrthographia segundo os melhores auctores. Sempre com bôa dispozição.
Cumpts.
"Puzes" à parte, comento:
ResponderEliminar"Tudo se parece com o seu dono, até a ferrolho da porta".
Aprendi este e muitos outros ditados populares, na mais tenra idade e no seio da minha família; frequentemente os recordo.
Esta foto é o perfeito exemplo deste ditado que cito.
Estes seres maravilhosos, assim retribuem o desvelo com que os tratam.
Silenciosamente.
Meus cumprimentos.
Generosidade sua. Com sabedoria e simples senso, que é raro.
ResponderEliminarMuito obrigado!