| início |

sábado, 16 de janeiro de 2021

Lisboa das avenidas

 Imaginai hoje. Uma esquina das avenidas com um… fanqueiro. André Gomes, Lda., fanqueiro, retroseiro. Não é só o ar daquela Lisboa modernista — post modernista, já — mas tão nossa e ainda familiar com aquele tom também já de português suave neoburguês e a tornar-se cosmopolita no anúncio das viagens e turismo — passagens aéreas e marítimas. —  Passagens marítimas, Adamastor, lá está! — São passamanes dum falar genuíno e que se acha perdido, agora, num tempo tão post, post moderno que é já só jactantemente modernaço, oco, avesso ao adorno de retrós, mas pronto-a-vestir-se de fancaria outra, de ganga e titulação imperativamente amaricana e acabadamente made in China. Não requere tinturaria nem engomadoria porque é de usar e deitar fora.


 Naquele tempo, sim!… Mas, se até o tempo é descartável…


 


…, Lisboa, 195... Horácio de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.
[Adivinhe o benévolo leitor], Lisboa, 195...
Horácio de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G. 


 

21 comentários:

  1. Avenida da República? :)
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  2. Rui Figueiredo16/1/21 23:59

    Morais Soares

    ResponderEliminar
  3. Avenida da República/Campo Pequeno (Avenida de Berna?)
    Está lá, agora, um prédio alto do Banco Santander.

    Cumprts.

    ResponderEliminar
  4. Bom dia. Parece claro ser uma esquina da Avenida da República, por onde circula o eléctrico, mas não consigo identificar a transversal. O vestuário dos transeuntes faz supor que seja inverno. Se for de manhã, trata-se do lado poente da Avenida da República, atentas as sombras, mas se for de tarde, será do lado nascente. A transversal não será a Duque de Ávila, que tinha carris de eléctrico. Segundo julgo, o edifício de esquina já não existe. Cumprimentos

    ResponderEliminar
  5. Bom dia, Campo Grande?

    ResponderEliminar
  6. Antes dele. Mais pequeno.
    Cumpts. :)

    ResponderEliminar
  7. Certíssimo: gaveto do Campo Pequeno com a Avenida da República, onde hoje está um edifício do Banco Santander (antigo Crédito Predial). Ver aqui a a foto com um ângulo maior: https://observador.pt/2016/04/13/um-passeio-90-fotos-na-lisboa-antiga/
    Curiosa a colocação da paragem do eléctrico antes da esquina.
    Assim sendo, a fotografia foi tirada de tarde.

    ResponderEliminar
  8. A panorâmica do quarteirão do lado da Av. da República

    A imagem é duma tarde de Inverno, talvez por Fevereiro, considerando o despido das árvores. Dos annos 60, 61 ou 62 pelo menos, considerando as matrículas dos automóveis.

    Cumpts.

    ResponderEliminar
  9. Comparando com esta fotografia, escadas de acesso ao Metro, ficamos com a dúvida do "Adamastor" ser um loja ou publicidade na porta principal do prédio.

    Cumpts.

    ResponderEliminar
  10. Eu não tenho dúvida nenhuma. O prédio era o n.º 81 do Campo Pequeno; a sua porta é onde está hoje a porta do banco.

    Cumpts.

    ResponderEliminar
  11. Realmente, não se percebe o anúncio luminoso, precianas e prateleiras no interior.
    Será uma loja como que 'de vão de escada'?

    Cumpts

    ResponderEliminar
  12. Queria dizer persianas

    ResponderEliminar
  13. Explico-me melhor. A porta do prédio era no lado do Campo Pequeno.
    A sua dúvida, sem desprimor, não tem razão de ser.
    Veja!
    Cumpts. :)

    ResponderEliminar
  14. Mandarinia17/1/21 19:35

    Caro BIC,

    Confesso que não conseguiria adivinhar. Os quinze anos que morei numa transversal da Av. de Berna, já não me mostraram essa Lisboa. Abri a minha primeira conta no Crédito Predial Português, precisamente no balcão que ficava no prédio que à época tinha o nome do banco. A Lisboa da foto já desapareceu e o banco também. Só os prédios medonhos (agora convertido em apartamentos de luxo) vão ficando.
    Salvam-se estas fotos e os seus desafios para nos darem a conhecer o que nunca nos foi dado a ver.

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
  15. Exactamente, só podia ser assim.
    Obrigado e compreenda a confusão.

    Cumpts.

    ResponderEliminar
  16. Pois! Esta Lisboa perdeu-se nos anos 60. Há vestígios, mas os mamarrachos e fachadas mutiladas ao rés das ruas, mai-la reabilitação modernaça, toldam-nos o vislumbre, sequer, dessas coisas antigas. Não consigo ir pelas ruas de Lisboa sem sentir a cada passo uma revolta pela miséria urbanística (e social) que é só que me aparece por todo o lado.
    Valem-nos estas fotografias de antes.
    Cumpts

    ResponderEliminar