É — nas palavras sempre certeiras do confrade J.P.G. no Apartado 53 — a aceleração vertiginosa do processo de degradação que o sistema de Ensino convencional veicula e até promove. A mediocridade que desde há décadas (ou séculos) se instalou no nosso sistema “educativo” e a novel promoção acelerada da Escola enquanto “espaço lúdico”, mimetizando um parque infantil monstruoso ou um circo de 700×200 km, conduziram a uma sistemática fabricação de seres avessos ao conhecimento, renitentes quanto ao estudo e absolutamente alérgicos a um mínimo de rigor; consequentemente, tornou-se vulgar — e até motivo de gala — escrever “com os pés”, ou seja, de qualquer maneira, não importa como, “desde que se perceba”… E, é claro, a partir de 2010 caiu em cima do sistema, já de si laxista e incompetente, uma epidemia (“pandemia”, para ser exacto) que veio desferir o golpe de misericórdia no Português-padrão; o AO90 destruiu o que de sério ainda restava […]
Já nem sei o que dizer. Atingimos um patamar de "excelência" tal que é visível a olho nu que dele já não temos retorno. Será sempre a descer numa espiral de decadência e a uma velocidade vertiginosa. Vou ter de "roubar" para partilhar. Cumpts.
O caro Bic tem uma paciência de santo. Já desisti de folhear esse folhetim de feira tamanhas são as calinadas para ali dadas e o vocabulário tão para a frente que por ali grassa. Por vezes temos a sorte de ler um artigo só em português, mas usa ser de um convidado. Não há freio que governe os imberbes estagiários. O resultado é um português travestido, recheado de anglicismos e com aquele optimismo bacoco dos gestores.
Olhe, por mim agradeço -lhe penhorada o Blogo (Forum?) Apartado 53 cujo excerto deixou e que eu desconhecia. Fiquei maravilhada com tudo quanto li e ainda estou a meio do muito que não quero perder, sobretudo com o ensinamento do português de Portugal e demonstrando quão ridículo é abrasileirar a nossa língua sobretudo com a omissão da dupla consoante que é forçoso que exista para haver uma fonética perfeita. Tudo isto acontece em artigos de jornal (com raras e honrosas excepções) e ouvir-se nas várias televisões em discursos falados e escritos. E claro, o autor demonstra o absoluto desprezo pelo AO90 que adulterou a nossa língua muito para lá do admissível.
Há lá um texto, em separado, que me interessou sobremaneira. Contém informação preciosa para eu dar seguimento a algo que está parado há anos. Só sei que tenho de lhe dar o destino que merece o mais depressa possível atendendo ao estado deplorável em que se encontra o nosso País. Se pensar um bocadinho lembrar-se-á do que se trata:) Maria
Nada que agradecer. O Apartado 53 é do primeiro subscritor da iniciativa legislativa de cidadãos contra o infame «coiso» cacográfico de 1990. Uma correcção, se me permite: não há «português de Portugal»; , tão só! Que é e será necessariamente e por definição o falar dos portugueses. Outras nações que (ainda) o falam por herança histórica, se se não conformam ao falar dos portugueses falarão lá outra coisa. Chamer-lhe português depois disso é usurpação duma identidade que renegaram há décadas (séculos, no caso do Brasil). :) Cumpts.
Terá sido uma "observinada" habitual ou um trocadilho propositado ?
ResponderEliminarBom Ano
É — nas palavras sempre certeiras do confrade J.P.G. no Apartado 53 — a aceleração vertiginosa do processo de degradação que o sistema de Ensino convencional veicula e até promove. A mediocridade que desde há décadas (ou séculos) se instalou no nosso sistema “educativo” e a novel promoção acelerada da Escola enquanto “espaço lúdico”, mimetizando um parque infantil monstruoso ou um circo de 700×200 km, conduziram a uma sistemática fabricação de seres avessos ao conhecimento, renitentes quanto ao estudo e absolutamente alérgicos a um mínimo de rigor; consequentemente, tornou-se vulgar — e até motivo de gala — escrever “com os pés”, ou seja, de qualquer maneira, não importa como, “desde que se perceba”…
ResponderEliminarE, é claro, a partir de 2010 caiu em cima do sistema, já de si laxista e incompetente, uma epidemia (“pandemia”, para ser exacto) que veio desferir o golpe de misericórdia no Português-padrão; o AO90 destruiu o que de sério ainda restava […]
Obrigado ano bom!
Já nem sei o que dizer. Atingimos um patamar de "excelência" tal que é visível a olho nu que dele já não temos retorno. Será sempre a descer numa espiral de decadência e a uma velocidade vertiginosa.
ResponderEliminarVou ter de "roubar" para partilhar.
Cumpts.
Sim. O caminho é a descer. Com todos os santinhos da moda a ajudar. Do retorno, haja esperança, mas levará séculos.
ResponderEliminarO caro Bic tem uma paciência de santo. Já desisti de folhear esse folhetim de feira tamanhas são as calinadas para ali dadas e o vocabulário tão para a frente que por ali grassa. Por vezes temos a sorte de ler um artigo só em português, mas usa ser de um convidado. Não há freio que governe os imberbes estagiários. O resultado é um português travestido, recheado de anglicismos e com aquele optimismo bacoco dos gestores.
ResponderEliminarFeliz 2021.
Olhe, por mim agradeço -lhe penhorada o Blogo (Forum?) Apartado 53 cujo excerto deixou e que eu desconhecia. Fiquei maravilhada com tudo quanto li e ainda estou a meio do muito que não quero perder, sobretudo com o ensinamento do português de Portugal e demonstrando quão ridículo é abrasileirar a nossa língua sobretudo com a omissão da dupla consoante que é forçoso que exista para haver uma fonética perfeita. Tudo isto acontece em artigos de jornal (com raras e honrosas excepções) e ouvir-se nas várias televisões em discursos falados e escritos. E claro, o autor demonstra o absoluto desprezo pelo AO90 que adulterou a nossa língua muito para lá do admissível.
ResponderEliminarHá lá um texto, em separado, que me interessou sobremaneira. Contém informação preciosa para eu dar seguimento a algo que está parado há anos. Só sei que tenho de lhe dar o destino que merece o mais depressa possível atendendo ao estado deplorável em que se encontra o nosso País. Se pensar um bocadinho lembrar-se-á do que se trata:)
Maria
"Perdoai-lhes...que não sabem o que fazem"
ResponderEliminarObrigado (já tardio, mas, sincero)!
ResponderEliminarIgualmente, se deixarem…
Tem inteira razão. O pasquim é péssimo na forma e no conteúdo. Não admira o ar mendicante do Zé Manel a pedir assinantes.
Cumpts.
Nada que agradecer. O Apartado 53 é do primeiro subscritor da iniciativa legislativa de cidadãos contra o infame «coiso» cacográfico de 1990.
ResponderEliminarUma correcção, se me permite: não há «português de Portugal»; , tão só! Que é e será necessariamente e por definição o falar dos portugueses. Outras nações que (ainda) o falam por herança histórica, se se não conformam ao falar dos portugueses falarão lá outra coisa. Chamer-lhe português depois disso é usurpação duma identidade que renegaram há décadas (séculos, no caso do Brasil).
:)
Cumpts.
Só se for mesmo Deus, na sua infinda misericórdia…
ResponderEliminarCumpts.