O método científico é o que nos distingue dos povos que antes da Renascença podiam enfrentar a peste com rezas. Nós conseguimos fazer melhor, se formos rigorosos. Se uma teoria importante não for coerente com as conclusões que devem verificá-la, então está errada. Os cientistas sérios são por vezes obrigados a reconhecer que se enganam e os mais capazes recuam e separam o que tomaram por verdadeiro do que é demonstrado para lá de qualquer dúvida razoável.
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Na Primavera a composição do Conselho Científico para Emergências [espécie de Conselho Nacional de Saúde Pública] do governo britânico era tratada como segredo de Estado. Por fim os membros foram conhecidos. Direi que, pessoalmente, fiquei desiludido. Procurei as credenciais de todos eles. Não havia médicos especialistas de Imunologia. Ninguém que tivesse formação em Biologia ou alguma pós-graduação em Imunologia. Havia alguns médicos, sim. Uns poucos elementos de humanidades, como sociólogos, economistas, psicólogos e teóricos em Política. Nenhum médico especialista em Imunologia. O que havia com fartura — sete, ao todo — eram matemáticos. Isto compunha o grupo de analistas conselheiros. O resultado dos seus modelos de análise foi responsável por tormentos à população nos últimos sete meses ou isso.
Quando ouço a palavra «modelo» nunca consigo realçar suficientemente a importância de se perguntar quem nele é o perito no assunto que serve de objecto de análise.
É inútil que quem conceba esses modelos seja honesto e tenha uma mente brilhante se não for perito nos fenómenos na base do modelo a elaborar. Porque deveis estar cientes que dos modelos se projectam cenários futuros, previsões, se quiserdes. Se o modelo for elaborado por gente que não domine o assunto que lhe está na base, então laborar-se-á em erro sem dele haver noção.
Tornando a antes da Renascença: em tempo de incerteza, os que se apresentam como mestres em sangraduras e entendidos na leitura das entranhas dos animais tornam-se muito importantes. São tidos na grande conta de magos da era moderna. São, em suma, considerados como videntes, os que conseguem predizer o futuro […]Miguel Yeadon, «What S.A.G.E. Has Got Wrong», in Lockdown Sceptics, 16/X/20.

Bruxarias de noivado com pérolas e tule, in Vogue, 15/IV/1919.
Fotografia de Adolfo de Meyer; modelo, Rosa Dolores (Kathleen Mary Rose Wilkinson), in Fotografia de Moda 1850-2000.
Mas porque será que as verdades mais profundas são sempre ditas em poucas - e claras - palavras??
ResponderEliminarMais uma para a já vasta colecção com que nos presenteia de há muito tempo a esta parte.
Cumprimentos!
Mérito do dr. Yeadon.
ResponderEliminarFolgo que haja agradado, obrigado!
E mérito seu por no-lo trazer à colação!
ResponderEliminarCumprimentos