A que o revisionismo anti-racista igualitário-inclusivo e o diabo a quatro não deixará de mudar o nome.

Rua Cidade de Lourenço Marques no entroncamento da Av. de Berlim, Lisboa, 196…
Fotografia: Mário de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.
A que o revisionismo anti-racista igualitário-inclusivo e o diabo a quatro não deixará de mudar o nome.

Rua Cidade de Lourenço Marques no entroncamento da Av. de Berlim, Lisboa, 196…
Fotografia: Mário de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.

Av. Dr. Francisco Luís Gomes, Av. de Berlim e Rua Cidade de Gabela (Rua C 2 da Célula C de Olivais Sul), Lisboa, 196…
Fotografia: Mário de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G. (onde os automóveis circulam à inglesa).
Paulo Carvalho da Cunha, «Ventos predominantes», in Plano de Valorização Turística do Algarve, S.N.I., 1963.

Av. Dr. Francisco Luís Gomes e R. da Portela no entroncamento da R. da Quinta da Fonte, Olivais, 196…
Fotografia: Mário de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G. (onde os automóveis circulam à inglesa).
No Estado Novo criou-se a F.N.A.T. fomentando a alegria no trabalho. O 25 de Abril grande acidente nacional mobilizou a classe operária pelos tempos livres. E começou logo de o fazer edificando num ápice o Estádio do 1.º de Maio no exacto chão deste Parque de Jogos da F.N.A.T.
A inauguração foi de arromba!
A vida nacional da III.ª Rrepública (*) declina-se desde então muito por ideias lógicas assim.
![Campo da F.N.A.T., Lisboa, [s.d.]. Fotografia: Mário de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G. Campo da F.N.A.T., Lisboa, [s.d.]. Fotografia: Mário de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.](https://live.staticflickr.com/65535/49591367828_85df4fb3de_b.jpg)
Estádio da F.N.A.T., Lisboa, [s.d.].
Fotografia: Mário de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.
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(*) O erre grande é de roubalheira.
Os burros dos C.T.T. — ou melhor, os ctt ctt ctt ctt — despediram o cavalo. PAN!
Anúncio aos Serviços Culturais dos C.T.T. (in Diana, Revista de Caça, Pesca e Hipismo, 1972.)
José Hermano Saraiva, Humor Político.
(Horizontes da Memória, R.T.P., 23/II/1997)
O Turismo; Revista de Divulgação, edição do Centro de Informação e Turismo de Angola, publicou-se de Janeiro de 1968 a Agosto de 1974. Até Julho de 1974, não deixou de ter publicidade à T.A.P. na contracapa. Em Agosto deste ano já a confusão se instalara. O Conselho dos Chefes dos Estados-Maiores das Forças Armadas mobilizou a T.A.P. em 29 de Agosto com a Portaria 541/74 e o COPCON (Comando Operacional do Continente) do Brigadeiro (!) Otelo entrou com aparente respaldo legal a pôr ordem na balbúrdia.
O Turismo de Angola, esse, no número de Agosto de 74, apresentou publicidade à… Shell, uma multinacional holandesa. E acabou por aí.
Angola tal como ela é ia começar. Portugal finara-se havia 4 meses.
Do turismo de Angola, de então a hoje, não sei dizer.

«O Turismo», Centro de Informação e Turismo de Angola, 1968-1974.
(Revisto.)
Saúda em Silves os lugares queridos da minha infância e pregunta-lhe se ainda se lembram de mim. Saúda o Palácio das Varandas, morada de leões e de brancas gazelas que, ora parecia um covil de leões, ora lembrava um doce serralho. Quantas noites eu passei à sua sombra na companhia de doces donzelas de ancas largas e cinturas fininhas; umas tão brancas, outras tão negras, que causavam na minha alma o efeito das espadas refulgentes e das negras lanças.
(Almotâmide, 1040-1095) (*)
José Hermano Saraiva, Silves serve de exemplo.
(Horizontes da Memória, R.T.P., 16/II/1997)
(*) Na tradução do Prof. Adalberto Alves (Al-Mu’tamid Poeta do Destino, Assírio e Alvim, Lisboa, 1996):
Saúda, por mim, Abu Bakr, os queridos lugares de Silves e diz[e]-me se deles a saudade é tão grande quanto a minha. Saúda o Palácio das Varandas, da parte de quem nunca o esqueceu, morada de leões e de gazelas, salas e sombras onde eu doce refúgio encontrava entre ancas opulentas e tão estreitas cinturas. Moças níveas e morenas atravessavam-me a alma como brancas espadas, como lanças escuras.
(Apud Fradique Mendes Paula, «Poesia do Gharb Al-Andalus», in Aventar, 24/I/10.)
José Hermano Saraiva, Um Algarve diferente.
(Horizontes da Memória, R.T.P., 9/II/1997)
José Hermano Saraiva, A raiz dos prodígios.
(Horizontes da Memória, R.T.P., 2/II/1997)
Melhor. Ainda há jornais.

Ainda há quem leia jornais…, 'badela (Rua dos Mártires [?!] do Tarrafal), 31/I/20.
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