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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Campo da F.N.A.T.

 No Estado Novo criou-se a F.N.A.T. fomentando a alegria no trabalho. O 25 de Abril grande acidente nacional mobilizou a classe operária pelos tempos livres. E começou logo de o fazer edificando num ápice o Estádio do 1.º de Maio no exacto chão deste Parque de Jogos da F.N.A.T.
 A inauguração foi de arromba!
 A vida nacional da III.ª Rrepública (*) declina-se desde então muito por ideias lógicas assim.


Campo da F.N.A.T., Lisboa, [s.d.]. Fotografia: Mário de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.
Estádio da F.N.A.T., Lisboa, [s.d.].
Fotografia: Mário de Novaes, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.


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(*) O erre grande é de roubalheira.

4 comentários:

  1. Joe Bernard27/2/20 16:00

    Se fosse só o estádio...
    E a ponte 25 de abril???

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  2. Ou o aeroporto do grande demitidor.
    Há um hábito que as esquerdas têm, que é sobrepor o nome dos seus em tudo o que é topónimo. Como que a criar um panteão de deuses cujo o rito seja a evocação do «deusinho», a modos de rezar uma ladainha.
    No caso dos maçónicos é bem capaz de ser. A iconoclasta 1.ª República foi fervorosamente devota disso. A 3.ª não no é menos.
    O caso é que o Olimpo que compõem é de deuses miseráveis.
    Cumpts.

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  3. Bic Laranja

    "sobrepor o nome dos seus em tudo o que é topónimo"

    É um facto.
    Constatamos isso em qualquer "vilória", agora nomeada de Cidade, onde há sempre pelo menos uma Rua ou Largo Cândido dos Reis.

    E fazer a Ponte "numa noite", também foi uma grande obra!

    Já arrancar todas as letras dos nomes do Presidente da República e do Presidente do Conselho que estavam incluídas na Placa Comemorativa da Inauguração do Hospital de Santa Maria em Lisboa,em 1953, a qual ainda lá está no seu lugar para todos verem, isso foi uma obra muito mais difícil.

    Mas ninguém repara...

    Concluo:
    Grandes são os obreiros que assim se esforçam a obrar!

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  4. Justamente. Sobre o grande herói do Cinco de Outubro permita-me mais esta imodéstia…
    E estoutra do psiquiatra Bombarda que que também povoa copiosamente ruas e largos deste lugarejo à beira mar numa ilustração portuguesa do melhor ridículo.

    Com os da 1.ª República não houve avenida nova que se não ilustrasse com as maiores luminárias — Ressano Garcia (República), António Maria de Avellar (Cinco de Outubro), Pinto Coelho (Defensores de Chaves), Hintze Ribeiro (Miguel Bombarda), José Luciano (Elias Garcia)… — Chic a valer! Ou melhor, Democrático! — Esse último Elias Garcia é louvado de enfiada das Portas de Benfica ao Ramalhão, sobre a estrada real (depois E.N. 249) de Sintra.
    E por Portugal e ilhas inteiro, é como diz.
    No Ultramar entregue com portugueses dentro e respectivos bens incluídos, os novos sobas trataram os entreguistas com respeito merecido: arrasaram a toponímia a esmo e a eito, com nomenclatura ainda pior que na metrópole. E não desfizeram só a toponímia, o que lhes engrandece merecidamente a obra, a todos, sobas e entreguistas. Mas é deixá-lo…

    Os deste portugalinho depois do triste fim começaram cedo a obrar: «necessidade de eliminação dos nomes afrontosos para a população, pela sua última ligação ao antigo regime» no penúltimo dia do glorioso ano de 1974 a Rua Sinel de Cordes colectivizou-se em Alves Redol; a Av. do Marechal Carmona foi maçònicamente iniciada — Av. Norton de Matos, que pegou tanto na fala popular como a doutro maçon de nomeada: S.M.I. D. Pedro IV…
    Mas a Ponte Salazar é que foi! Deve ter sido obra de tal maneira extenuante no instantezinho que levou a (re)edificar que os horizontes necessàriamente de recreio de colégio dos arrivistas que alienaram 90% do território nacional nem alcançaram a… Vila Franca de Xira. Era na já longínqua província do Ribatejo!

    Com o grande demitidor-aviador mostraram certa confusão no aprendizado da História (que não da mitologia), mas a capacidade de obrar mantém-se.

    Uma fantochada!

    Cumpts.

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