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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Lisboa a cores antes do Metropolitano

Estação do Rossio, Lisboa (Portimagem, s.d.)
Praça D. João da Câmara, Lisboa, 195…
Portimagem, in Flickr.

13 comentários:

  1. Antes foi o Largo de Camões, agora também lhe chamam Largo em vez de Praça.
    Por mais passadeiras que fizessem, sempre foi local de atropelamentos a apressados para a Estação.
    Não fora o amarelo da carris seria o cinzento a cor predominante.

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  2. Assim como se mostra, também antes do meu.
    Cumpts.

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  3. Também lhe chamava largo, até reparar na placa toponímica.
    O cinzento, se bem lho percebo, guarde-o bem. Há muitos amigos de Peniche a quererem-no todo para eles.
    Cumpts.

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  4. Nunca que soube ao certo, que 'porco' queriam os amigos de Peniche em troca da oferta do 'chouriço'.

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  5. Percebo a admiração.
    Mas, parece que o 'porco' era todo Brasil.

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  6. Ah, recua aos autênticos!
    Não. O Brasil ainda não rendia grande coisa. Eram ainda os fumos da Índia.

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  7. Ou melhor. Sim. Meteu-se esse naco no negócio. Cedeu decerto o D. António, por considerá-lo pedaço dispensável. Ao contrário da Índia.
    Não sei se ensiná-los a navegar até lá sem se perderem na volta fazia parte do trato. — Assim a modos de formação incluída, como nas grandes aplicações informáticas que se agora vendem. — Em 1590 ainda o regime de ventos no Atlântico Sul era um mistério para esses anglicanos.

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  8. Referia-me a amigos de Peniche, aos ingleses lá aquartelados que ajudaram (o chouriço) contra os franceses e queriam todo Brasil (o porco) por isso.
    Ficaram com tráfego marítimo e mais tarde, por muitos anos, com a concessão/donos da CP, dos TLP e da Carris.
    Em 195... era içada, nos feriados, a bandeira da G.B. no Elevador de Santa Justa, no edifício da CP na Calç. do Duque e na Estação do Rossio.

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  9. Os amigos de Peniche, a origem da expressão, consta quer remonta ao desembarque de D. António, Prior do Crato, com tropa inglesa (hereges antipapistas) em 1589, para reconsquistar Portugal aos castelhanos. Nessa investida montou cerco a Lisboa mas não teve êxito. D. António esperava, ao desembarcar em Portugal, que se o povo levantasse em armas a apoiá-lo, como o apoiara em 1580. Como a tropa que trazia era de ingleses (hereges), o bom português, como católico romano que era não quis nada com hereges, e não no apoiou. Nem deixou de apoiar. Demitiu-se.
    D. António pôs cerco a Lisboa, mas retirou sem glória.
    A expressão «amigos de Peniche» representa isso. Amigos que parece que ajudam, mas não ajudam nem desajudam. Só comprometem. Não eram inimigos porque vinham contra o castelhano usurpador e com isso pareciam amigos. Mas eram antipapa, uma heresia desgraçada.
    Nessa aliança com a Isabel I de Inglaterra, D. António, parece ter empenhado o Brasil, não sei. Daqui o que disse. Sucede que os ingleses em 1589 não sabiam navegar para o Brasil. Os franceses sim. De modo que o trato pouco deitaria a perder ao D. António.
    A expressão dos amigos de Peniche aplicada aos ingleses de 1808, não sei… Talvez por reedição e fraca memória. Mas tuo isto pode não passar de mito.
    Do resto, e do içar do Union Jack em empresas concessionárias britãnicas em dias feriados, é novidade que me dá. Mas a C.C.F.L., como a Anglo Portuguese Telephone Company eram de capital britânico concessionárias de negócios de grande e necessário investimento (especialmente os telefones) de que Portugal não tinha meios nem conhecimento para lançar. Um compromisso de investimento e desenvolvimento necessário e justificado ao bom governo de quem não sabe e precisa.
    Pior é dar negócios destes a estangeiros quando se sabe e se tem meios próprios de fazer, o que não foi o caso dos caminhos de ferro no tempo de Fontes, dos telefones nos anos 10, 20, 30, ou dos autocarros e eléctricos de 1900 a 1950.
    É a ideia que tenho.
    Cumpts.

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  10. A versão dos 'amigos de Peniche' no tempo de D. António é a mais conhecida.
    Lembro-me de ter ouvido falar, não me recordo a quem, na do tempo das invasões francesas. Parece que não se concretizou, ou por a Corte estar no Rio de Janeiro ou por Napoleão não se interessar com a conquista e divisão de Portugal. Até se dizia que Napoleão não veio a Portugal por não haver um bom palácio para se instalar.
    Ainda nos anos 60, não posso precisar, via-se muitas vezes a Union Jack içada no elevador de Santa Justa.

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  11. Portugal está num cotovelo do mundo. Essa malta da Europa julga que isto é África. Napoleão quis a Rússia. Todos os alucinados querem a Rússia. O Hitler foi a mesma coisa.
    O Brasil não estava nos Planos do Napoleão. Com não esteve a Louisiana, que vendeu, ou o Haiti, que descartou. Napoleão nem pensou vir a Portugal porque o seu mundo era para o lado de lá. Mesmo a Espanha não passou dum subúrbio com quem se dispôs a partilhar este cotovelo aqui.
    Os ingleses são mais finos. Da posição portuguesa colhem desde o séc. XIV uma belíssima testa de ponte para uma geo-estratégia proveitosa que lhes poupa grande empenho de recursos. Alguém o soubesse entender.
    Cumpts.

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