Dantes havia galinheiras na praça. Vendiam pintainhos. Não sei se ainda há… — Galinheiras. — Praças também não há lá grande coisa….
Muita vez pedia à minha mãe um pintainho. Ela comprava-me sem obstar. Às vezes dois. Eu gostava. Quando davam em frangainhas era altura de as pôr na bagagem de férias para levar à avó Rosa. Quando íamos à terra por Agosto subtraíamos sempre uma galinha ou duas lá da capoeira (não sei se ainda há capoeiras…) para repasto da família; as frangainhas que levávamos eram para repor a criação. Eu dos pintos já crescidos não me ralava; não eram a mesma ternura dos pintainhos da praça…
Duma vez vi patinhos. Pedi um à minha mãe, para variar, mas ela disse que não, decidida.
— Porquê? — choraminguei. — São como os pintainhos e pintainhos a mãe compra-me!...
— Não são — explicou. — Duma vez comprámos um patinho ao teu mano. Púnhamos-lhe água para beber numa tigela e o pato não fazia caso de mais nada: saltava-lhe dentro e entornava tudo; só queria nadar.
Entendi perfeitamente.

Pato? Aquilo é mais palhaço exibicionista!
ResponderEliminarÉ o que o circo da imprensa gosta.
ResponderEliminarE como a gente gosta de circo...
Cumpts.
Excelente texto.
ResponderEliminarO Prof. Marcelo já saiu da TVI, mas o espírito da TVI ainda não saiu do Prof. Marcelo.
Obrigado!
ResponderEliminarO espírito é que o partido dos media arranjou aqui um cabeça de lista bem à sua medida. Uma simbiose que marginou a partidocracia convencionada.
A propaganda mediática ressoa a democracia e vai a plebe por aí contetinha Rebelo de Sousa com o figurão.
Depois populismo é só para os outros.
Cumpts.
Nunca gostei de circo. E continuo a não gostar.
ResponderEliminarPrincipalmente dos palhaços...
E a este país, cheio de acrobatas, só faltava um rei dos palhaços.
Já tem!
Bem certo! E muito bem dito.
ResponderEliminarMaldita sina a nossa!
Quem nasceu para ser pato não chega a cisne!
ResponderEliminarMas é notório que chega a cata-vento.
ResponderEliminarCumpts.