| início |

sábado, 30 de setembro de 2017

Dia de reflexão

 O merdina, a empreitada que tinha fisgada para a 2.ª Circular, foi plantá-la no Campo Grande. Parece que afinal, do crepitar subcapilar e inter-orelhal deste enxertado cedofeito, sempre chispou faúlha do plantio arborícola que lhe incendeia as meninges: o Campo Grande — aí sim! — O arvoredo a replantar é de tomo e tanto mais avultada é a encomenda aos hortos da adjudicação directa municipalo-partidária. Sendo que árvores eram coisa nunca antes vista no Campo Grande.
 O ciclo-alfacinha rarefeito como o autolisboeta emelicamente bloqueado, prevejo, botam-lhe amanhã vegetalmente o voto.
  Não é linda a democracia?!


Campo Grande, Lisboa (P. Guedes, post 1902)
Campo Grande, Lisboa, post 1902.
Paulo Guedes, in archivo photographico da C.M.L.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Economistas pedem quê?

FullSizeRender.jpg

Jornal 2, R.T.P. 2, 28/IX/2017.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

A Amarela e a Bonita

A Amarela e a Bonita, Portugal (A. Pastor, s.d.)


Junta de vacas [segundo o arquivista], Portugal lá na terra, s.d.
Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.

Venda de então

Retrozeiro, calçado, esmaltes, alumínios, bicicletas de aluguer, Zambujal (Loures) — Ordem dos Arquitectos, 1955.


Retrozeiro, calçado, esmalte e alumínios. Bicicletes de aluguer, Zambujal, 1955.
Arquivo da Ordem dos Arquitectos, PT-OA-IARP-LSB-LRS00-002.

Portugal sem data

Chafariz do Pinheiro de Loures (Eduardo Portugal, s.d.)
Chafariz do Pinheiro de Loures, [s.d.]
Espólio de Eduardo Portugal, in archivo photographico da C.M.L.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A quinta coluna

Exemplo da 5.ª coluna no patriotismo alemão


 
 Na Alemanha muita gente votou em quem pareceu atender-lhe as reservas contra essas hordas de bárbaros lhe invadem a terra, não em que lhas traz à sua revelia e a descaso das suas (do eleitorado) razões. Isto é a realidade. A realidade para o jornalismo militante é sermão e homilia a compor esta realidade.


  Não sei se os jornalistas têm consciência da profissão de fé que fazem. O caso é que não desistem de prègar a sua visão da realidade em vez de noticiá-la, simplesmente. Além disso têm-se todos — nem um a menos — por democratas.


 Democratas como qualquer eleitor.


 Desde que o eleitor não vá e vote no diabo, no Trump (segundo o jornalismo é o mesmo, bem sabeis), ou na extrema direita, ou nos nazis —  neo ou outros, mais xenófobos ou menos racistas como até no brêxito.


 Democratas como os jornalistas hão-de ser os democratas-caviar, bem entendido.O eleitorado tresmalhado fica abaixo disto. Tão ignaro muito dele nem devia votar, porque a democracia não é para ser desbaratada com povo desse. Só com povo doutrinado e arregimentadamente arruaceiro como na Catalunha. Em democracia, quem não chora não mama e quem berra mais alto é que tem razão. É daqui que vem a legitimidade democrática. Esta é mais uma vez a realidade.


 Mas a realidade tem outra coisa: é o que é; não o mundo da fantasia que a jornalistagem propõe ou idealiza.


 A realidade de uns, ditos de extrema direita, alemães, é serem nazis. — Fatal como o destino. — O terem tido por lá uma chefa, e uma fufa, também é realidade, sim...


 Mas, nazis assim?!...


 Ora hoje a chefa declinou o mandato porque achou não sei quê das declarações duns correlegionários que a agastou. Ou a coisa é da natureza fisiológica feminina, ou está tudo minado.


  Seja como seja, há-de acabar mal.

(Imagem em...)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

1.º de Outono

Mar do Algarve, Praia da Falésia — © 2006


Mar do Algarve, Praia da Falésia — © 2006.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Os espanhóis vêem com as mãos

 A Catalunha anda revoltada contra Castela. É lá com eles…


 Noutro tempo, quando havia Portugal, o caso preocupar-me-ia: a cisão do reino de Espanha em várias Hespanhas era de modo a nivelar mais por igual cada uma das nações da Hispânia fragmentada e, daí, o perigo de se Portugal vir a diluir numa federação ibérica. É o iberismo serôdio que ainda irmana por aí muito maçon português e castelhano. — Claro, a um castelhano percebe-se a tentação de absorver Portugal; é-lhe genética. Ao português é que se lhe não vislumbra tino. Se espera colher recompensa do castelhano pela entrega seria bom prevenir-se antes se Castela ainda paga a Cristóvãos de Moura como no tempo de Filipe II. Do III e o IV já a História mostrou o mau negócio. E o VI agora, só para haver uma Espanha onde reinar, é mais certo que se empenhe primeiro com alguns traidores catalães.


 Hoje, portanto, catalães à pega com castelhanos pouco me incomodam. Portugal perdeu-se definitivamente. Tanto faz a suserania bruxeleante suplicando com chapéu na mão desde Lisboa como tê-la (a mão) estendida, com a outra dada a Madrid e/ou a Barcelona. Subordinados são subordinados. É isso que os catalães também não enxergam. Insubordinam-se para se logo submeterem?! E o jugo de Bruxelas, ainda vão ter de o mendigar. Miserável anseio!


 E os castelhanos, com o que se vê, a demonstrarem orgulho, não haviam de querer amarrar catalães a si. Haveriam antes, sim, de referendar entre si se admitiam tal gente que os repudia como digna de integrar o seu próprio Estado. Ora um castelhano nunca terá estofo para tanto.



(Imagem em )


 


Revisto.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Sabe o que são trangeiros?


 [...] Um novo aumento do número de alunos trangeiros em Portugal. Os dados a que a Antena 1 teve acesso mostram que, por exemplo, no Porto, o número de estudantes trangeiros, mais do que duplicou [...] 
(Abertura do notíciário das 8h00 da  emissora nacional.)



E timativas?



 [...] Mais a sul, em Coimbra, as primeiras timativas apontam também para um aumento significativo no arranque do ano lectivo. O vice-reitor, Joaquim Ramos de Carvalho, ouvido pela jornalista Marta Pacheco, admite que não estava à espera de receber tantos estudantes trangeiros [...]
 — Não
távamos à espera de crescer tanto [...]
 Lisboa, Porto e Coimbra com as primeiras
timativas que apontam para um novo aumento de estudantes trangeiros.
(Idem.)



 Mais adiante pude ouvir ainda de aluno-xe trangeiros e às 8h30 ouvi de alunos extrangeiros (eis).
 Eis!


Nuno Rodrigues, Antena 1

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Todos os calões na locução

  O governo vai baixar todos os calões do I.R.S. no próximo ano — (abertura do noticiário da emissora nacional às 8h30 desta manhã).
 Às 9h00 já diziam toduzuzescalões, reconheça-se-o.




 A Magdalena Iglésias sintonizando o rádio do automóvel para ouvir melhor a locução foi captada nos Restos de Colecção.

sábado, 16 de setembro de 2017

Quinta da Vila Formosa

Quinta da Villa Formosa, Lisboa — © 2006


Quinta da Vila Formosa, Lisboa — © 2006 

Postal de Benfica

Benfica, Lisboa — © 2006


Benfica, Lisboa — © 2006

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Dias de S. Voto

 Quem se mete com a religião leva. Mais que com o P.S. Nem que venha de lá o futebol.
 Os zelotas esquerdóides queixaram-se dum Sporting-Porto como quem se queixa de caderninhos cor-de-rosa para meninas. — Sacrilégio! — A Sancta Bola de Todo-o-Ano parece que se tornou agora nefando pecado em dias de S. Voto. Mas os sacristães de turno estão aí para estes jeitos; são precisas manter as aparências do mando e a ordem do mundo: jogos de bola em dia de procissão eleiçoeira hão-de ser, devem ser, já, já, proibidos. O grande arquitecto nos alumie e dê alento de proibir também sol de praia, chuva morrinha ou intempéries em tão incensados dias, mais tudo o que distraia o povo da urna do santíssimo voto.



O Leão da Estrela
(Arthur Duarte, 1947)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fonte de Vérigo

Fonte (prox.), Vérigo — © 2005


Fonte (prox.), Vérigo — © 2005

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Praia das Maçãs em 2005

Praia das Maçãs — (c) 2005
Praia das Maçãs — (c) 2005

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Cabo da Roca em Novembro

Cabo da Roca — © 2005
Cabo da Roca — © 2005

domingo, 10 de setembro de 2017

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Outras duas do Areeiro (*)

 Em Dezembro de 1938 Eduardo Portugal foi à Quinta do Areeiro e fotografou o que se avistava dali à Portela de Sacavém.


Praça do Areeiro, Lisboa, 1945. Eduardo Portugal in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Quinta do Areeiro, Lisboa, 1938.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.


~ ~ ~  //  ~ ~ ~


 


  Em Janeiro de 1945 tornou aos chãos da Quinta do Areeiro e fotografou um eléctrico e uns cachopos a jogar a bola.


Praça do Areeiro, Lisboa (E. Portugal, 1945)
Praça do Areeiro, Lisboa, 1945.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.




(*) As anteriores duas eram do Arieiro. E do Areeiro ainda há mais duas de três: a primeira e a segunda.

Melhorias de humor (perspectiva de)

  No tempo da tróica não havia dinheiro para pagar a estes. Parece que já há. Pelo menos eles cá o cheiram...


Moody's' mood.JPG

domingo, 3 de setembro de 2017

Das caganças

 Ouvi que a Mardonna agora vive em Lisboa. De feito, merdina já cá tínhamos, mas a bem dizer, marda havia pouca...


 


?


A imagem não sei que seja; sai no Guglo por Madonna mais Lisboa.

Lerdo Marques Lopes


 Acham que nós temos uma situação em relação de igualdade entre as [sic] homens e as mulheres, igualdade de op'tunidades e do papel da mulher den't' da da da da nossa s'ciadade bem resolvido? Que não há problemas nesse nesse campo? Que não é preciso existir [sic] medidas sérias para que hajam [sic] correcções a este problema?
 O que é que as pessoas acham?


(Eixo do Mal, S.I.C.-N, 3/IX/17.)



Imagem do saco de plástico


Imagem do saco de plástico.

sábado, 2 de setembro de 2017

Coisas de inteligência e da sua falta

 A malta do Insurgente considera o Guglo como polícia do pensamento. A coisa (o Guglo) vale muito menos que isso e a vida (ainda) é mais prosaica do que os toscos a querem fazer. Para achar imagens de casais de brancos basta procurar singelamente por «casal» — ou «couple», já que se assimilam por lá tanto ao amaricano.
 Se quando a coisa tende para o rebuscado a palermice aflora, a conclusão é só de que a simplicidade não é para todos. Começando no Guglo, acabando no Insurgente. Coisas de inteligência e de pouca dela.


Casal (pesquisa de imagens do Google, 2/9/17)


  Mas, claro, não faltam aí toscos fanáticos a tentar. Mas toscos mesmo toscos... sempre em amaricano.

Calçada da Palma de Baixo

Calçada da Palma de Baixo, Lisboa, (E. Portugal, 1944)


 


  A calçada pròpriamente dita era o empedrado que vedes à esquerda, com largueza de azinhaga; o resto é progresso ainda em terra batida e rua a acontecer, sobre quintas ancestrais; prédios modernistas a propender para o português suave (ou talvez não) como era de gôsto em 1944; mas, apesar do estilo, uma cidade a edificar-se, digerindo seus arrabaldes. Mesmo assim com menos cheiro de subúrbio do que se hoje vê no lugar.


(Fotografia de Eduardo Portugal, in archivo photographico da C.M.L.)