Normalmente não aprecio campanhas publicitárias. Há-as demais; são por via de regra ludíbrio, intrujice, quando não vigarice. Mas desta hoje gostei.
O comunicado da
é sóbrio q.b. Acertaria mais nas palavras não fosse haver Portugal acabado.
A imagem clássica escolhida para este avião «retro», a mais emblemática antiga identidade corporativa da companhia, foi utilizada pela primeira vez no avião Lockheed Super Constellation, recebido pela TAP em Julho de 1955, tendo o Boeing 727-200 sido o último a exibi-la. Agora, é um moderno Airbus A330-300 a vestir estas cores. O significado que elas carregam, esse, é o mesmo. Chamamos-lhe: Portugal.
Imagens da T.A.P. (horário adaptado por rigor).
Addendum:


A publicidade é, de facto, agradável tal como a do autocarro onde teve o seu acidente (nesse caso um caravela).
ResponderEliminarDe notar é também que os aeroportos ainda tinham nomes de lugar e não de gente (qualquer dia lembram-se de mudar o nome aos portos; de Leixões, de Sines, lá vamos ter o porto de Soares, o porto de Guterres...). Nada escapa.
Note que o caso de aterrar de nariz por saltar do autocarro em andamento não é história minha; é dum leitor (tenho de ir lá acrescentar).
ResponderEliminarDiria que a publicidade antiga é agradável. Porque perdeu a função de mover a vontade à gente, porque quando ainda agrada é por ser estèticamente mais apelativa, porque sim...
Dos topónimos de regime nem vale a pena dizer nada. Salazar bem o entendia e bem o disse a alguns de seu tempo que se comportaram (quase) como os de agora.
Cumpts.
Gostei de o ver passar esta manhã, 2 vezes, a 1ª mais baixo do que a segunda, sobre a baía de Cascais.
ResponderEliminarDeu-me uma certa nostalgia, pois foi com essa pintura que, em Janeiro de 1974, começo a minha aviação na TAP.
A pintura é atrasada, mas o voo chegou adiantado.Não consegui vê-lo. Quando fomos por ele já tinha aterrado.
ResponderEliminarCumpts. ;)
De facto é como diz no que toca à vontade. Há um distanciamento que não nos move para o consumo mas sim para a nostalgia. Parece-me ainda que também se nota na publicidade antiga uma contenção e sugestão que uma vez utilizadas necessitam de ir mais além na tentativa de conseguir o mesmo efeito (tal como os toxicodependentes tentam, em vão, alcançar a sensação que experimentaram aquando da primeira utilização). Como dizia John Cleese numa entrevista acerca dos Monty Python "There were all these cherrys to be picked"...
ResponderEliminarDepois só resta, na publicidade e no humor, esticar a corda cada vez mais até que sobra apenas tudo o que é nu e cru.
Cumprimentos
Também gostei da pintura, ao menos este A330 não tem escrito " painel de serviço de dejetos" como nos Embraer 190
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