Duas chapas batidas do Largo de Arroios onde se vê o início da Estrada de Sacavem (ou Rua de Alves Torgo — Edital de 5/11/1925: Era um trôço da Estrada de Sacavem que começa na esquina da Igreja de Arroios e termina...)
Na primeira imagem (vê-se) construia-se o predio que occupou o n.º 16 (actual); o casario que se lhe seguia não era cidade; era campestre, sem signal da Rua de José Falcão. A segunda mostra a païsagem urbanizada com predios de rendimento e, bem perceptivel já, o entroncamento da Rua de José Falcão (a primeira à direita).
Em ambas se acha a via aerea do electrico. O electrico é de 1901. O prédio que se construia tem processo de obra requerido por um Thomé da Silva Coelho em 29/12/1902. São ambas as imagens, por conseguinte, posteriores... A segunda é inda mais tardia...
Largo e igreja de Arroios, Lisboa, c. 1903.
Largo e igreja de Arroios, Lisboa, post 1909.
Photographias: José Arthur Leitão Barcia, in archivo photographico da C.M.L.
Vivi por aqueles lados, de 1956 a 1962.
ResponderEliminarConheci um ferro-velho, ao lado da Igreja de Arroios, em que ia, em criança, vender sacos com jornais, papeis velhos e cartão para arranjar algum
dinheiro, se calhar, para comprar 'bonecos da bola', e outros havia a vender velhos 'haveres' para outras compras de mais necessidade.
Agora, acho estranho ter havido, ao lado duma Igreja, durante muitos anos, um ferro-velho para as pessoas venderem farrapos velhos para arranjar dinheiro para necessidades.
Ainda, agora, é assim, ou quase. Por lá está gente, sem eira nem beira, ao final da tarde ocupando aquele lugar à espera de ajuda.
Resquícios, ainda, do tempo da sopa de Arroios?
Valdemar Silva
É curioso como a Igreja perdeu a sua imponência na paisagem urbana. Agora só superfícies comerciais (Colombo, CGD) têm essa imponência. Dá que pensar.
ResponderEliminarA linguagem corrobora-o: das «catedrais do consumo» a «a catedral» do campo da Luz. Uma civilização se desfez.
ResponderEliminarCumpts.
Se houver um espírito do lugar de Arroios, a sua materialização pode muito bem ser a sopa, sim.
ResponderEliminarE um definhar formal das quintas fidalgas, ao bairro pequeno-burguês da república, à miséria nesse devir da sopa.
Cumpts.
Que maravilha.
ResponderEliminarResta o cruzeiro renascentista e mais nada.
Resta. A recato (ou por vergonha) no adro coberto da incaracterística igreja, quando outrora esteve em plena evidência no meio do largo. Puseram recentemente por lá em maior destaque um mono ferrugento invocando gaivotas que voavam, voavam, ou amanhãs que cantam ou assim.
ResponderEliminarPobreza!
Cumpts
Sim, a igreja é feia até dizer chega. Parece um gigantesco espigueiro posmoderno.
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