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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

De doutrinar pelas notícias

 Quando se despenhou nos Alpes aquele avião que se despenhou nos Alpes correu célere nas notícias a certeza de que não fôra terrorismo. E não foi; foi «sòmente» o piloto que deu em maluco. 
 Quando um fulano aos gritos de Alá é grande feriu quatro (um morreu) numa estação perto de Munique a emissora nacional disse simplesmente que o autor do atentado fôra um «jovem alemão». Não sei se o chegaram a dar por doido...
 Hoje soube que mataram mais gente numa mesquita no Quebeque (ele há cada uma!...). Pode parecer que continua o mundo doido, mas agora não ouvi nas notícias de maluco nenhum; a emissora nacional informou sem hesitar que foi terrorismo contra muçulmanos (Andreia Martins, «Mesquita no Quebeque alvo de atentado terrorista», R.T.P., 30/1/2017).


 Não me lembro de menção a terrorismo contra cristãos no caso daquele padre degolado na própria igreja, em França; consta dessa vez que foram «sequestradores»...


Portas de Viena.


(As Portas de Viena são nas ditas.)

Adenda: diz que o um dos terroristas no Quebeque se chama Mafamede. Pode-se riscar terrorista.


 


Adenda 2 e correcção: diz afinal que o Mafamede não é terrorista; é testemunha.

5 comentários:

  1. Tudo filhos e filhas de uma mãe querida... como diria um tio meu que nunca dizia palavrões.

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  2. Mandarinia30/1/17 21:26

    Caro BIC,

    Dois pesos, duas medidas. E tudo isto se vai tornando normal. Eu nem me atrevo a dizer em público o que acho de tudo isto. As pessoas já nem notam esta tirania da linguagem, do politicamente correcto (parece que agora os ingleses querem alterar a expressão "mulheres grávidas" para "pessoas grávidas" por causa dos transgéneros e etc.). Parece que estou num universo paralelo.

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  3. Joe Bernard31/1/17 18:52

    Não tenho palavrões que definam a cambada jornalística.
    É que não tenho mesmo!!!
    Os que conheço, são muito fracos para definir esse estrume!

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  4. Pois. É como com as pessoas humanas. Ou a chanfana de cabra velha. Precioso!
    Cumpts.

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  5. Como já sabemos, mesmo com palavrões fica curto...
    Cumpts.

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