Morreu o filho bastardo dum galego. Mas a Radiotelevisão Portuguesa que nos educa ensina-me o histórico líder cubano, uma das pessoas mais influentes do séc. XX, o carismático, o histórico (outra vez), o inteligente, o el comandante, opositor do ditador Baptista (a única vez que ouvi a palavra ditador neste desfile de louvaminheiros) e a que nem o Marcelinho da Gente falhou ao beija-mão, mesmo, mesmo ao virar do dobre de finados. Um feito!...
Depois, servem-me que o fim da U.R.S.S. foi uma realidade que deixa o povo cubano ao abandono; começam a faltar os bens essenciais, mas Castro responde com mão de ferro:
— Nada nos deterá, pátria ou morte! (Aquela vírgula devia ser um ponto final, mas ao jornalista das legendas é indiferente porque nem lhe distingue o sentido.)
(R.T.P. 3, 26/XI/16.)
Mão de ferro e controverso são o contraditório livre e democrático deste noticiário catecismo.
Pelo meio disto (e não considerando, nunca, a feliz pilhagem de Angola) o embargo norte-americano foi um fracasso, como o bama da América, por fim, se encarregou de provar.
Ao fim de um quarto de hora de epitáfio louvaminheiro, espaço às reacções internacionais: o correspondente em Moscovo é o primeiro, para dizer que os comunistas lamentam, mas que já se sabe que o governo da Rússia não tem afeição pelo Fidel de Castro. Notável!
E a referência ideológica, o líder carismático num mundo onde eles faltam (esqueceram-se depressa do bama da América, tão magno o Fidel) introduzem cada novo comentador, especialista, cão ou gato chamado ao púlpito.
Jornalismo de escarro.
(Revisto.)
É mesmo agora, um porquinho de bigode o doira com o adjectivo «romântico», por oposição ao Fulgêncio Baptista e os «outros ditadores da América Latina, como Pinochet». Como Pinochet?! Que romântico! E há lá ditadores sem ser como Pinochet!...
ResponderEliminarPara um sujeito responsável por perto de 100.000 mortes, as últimas das quais há não muito tempo de 2 jovens cujo crime foi apenas a sua ânsia de liberdade, não está nada mal... Se a isto somarmos a miséria dos cubanos desde que o sujeito chegou ao poder e a quase 3ª Guerra Mundial a que chegamos por via dos mísseis soviéticos (isto é que é independência nacional) e cedência ao seu irmão do trono da primeira monarquia socialista, estamos conversados; hoje vender-se-ão muitos sacos de enjoo.
ResponderEliminarCumpts
Não vendem porque a atonia é geral. Os palermas da nossa imprensa apenas replicam os tiques do estrangeiro para doutrina do homem branco. Nem originais são.
ResponderEliminarCummpts.
Leiam o livro de Juan Vivés, editado pela Europa-América, com o nome de "Os donos de Cuba".
ResponderEliminarBoa sugestão.
ResponderEliminarObrigado!
Estava à venda no OLX por 7 aérios...
ResponderEliminarBem vi. E num outro alfarrabista creio que a 8.
ResponderEliminarObrigado.
Corrijo. Alfarrabista Avelar Machado: 6,06 €.
ResponderEliminarFico feliz com a dialéctica dos me(r)dia de referência d´aquém e d´além-mar: Castro é "presidente", é "líder", é "comandante". Salazar é que é "ditador". Graças a Deus!
ResponderEliminarAbraço amigo
Ou a linguagem como subversão da comunicação. Chame-se-lhe jornalismo.
ResponderEliminarCumpts.
Talvez a causa para as supostas 100.000 mortes que refere no seu comentário, possa ser devida (pelo menos uma parte) à barba de Fidel Castro, que segundo um relatório produzido em 1975 pelos serviços de informação dos Estados Unidos da América, a Central Intelligence Agency (CIA), era uma das causas do poder detido por Fidel; daí ter sido elaborado um plano pela CIA (que não chegou a ser executado) para provocar a queda da sua barba, através de um producto químico que seria colocado em contacto com o corpo, ou administrado no seu organismo.
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