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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Hidráulica da banhada

Venda Nova — © 2016
Venda Nova — © 2016

 Isto deve brotar por gèração espontânea da gèração mais bem preparada de sempre. É ou não é?!... Vê-se-o na cidade e arredores: prumadas de algeroz para lavar gratuitamente os pés ao pacato transeunte. Lamenta-se porém alguma modéstia de efeitos: só funciona em chovendo; só lava os pés (ainda que calçados). Para lavar a cabeça é preciso ajoelharmo-nos; para lavar outras partes não dá jeito. Ora o último grito da hidráulica (sub)urbana da engenharia mais bem preparada de sempre seria de muito mais proveito se lhe tirassem a prumada. Ela (a prumada) só serve para ligar ao esgôto do passeio (que aqui nem existe (*) e, quando existe, só está lá porque sim — assim como por baixo do lava-loiças: duvida alguém que sem ligação ao esgôto o ralo da pia não escoasse a água...)  Suprimida a prumada, portanto, a banhada ao transeunte seria mais completa — pela cabeça abaixo; ligando a água da rede a cada um desses beirais a banhada seria permanente. E sempre se justificava mais uma taxa de banhada serviço na conta da água municipalizada.


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(*) Na verdade existe. Liga directamente ao colector da rua em vez de vazar para a estrada como se vê em Lisboa (nota às 25 para as 9).

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