In Dicionário Prático Ilustrado, Lello, 1976.
De há uns anos cá ouvem-se os pós-moderninhos (moderno hoje vem de moda e moderninho também; de modas menores) papaguear do bárbaro. É fácil, é barato, não puxa a memória nem dá que pensar (mas dá). Um descanso! E ao depois é sempre um orgulho alardear ganga importada por disfarçar o paupérrimo domínio do léxico português.
Aligátor ouve-se por aí desmazeladamente tomado do bárbaro em ricos documentários sobre fauna de todo o mundo (da portuguesa só na locução), depois de os próprios bárbaros o tomarem das Hespanhas (el lagarto > aligator). — Crocodilo não servia. Lagarto era feio!...
Em tempo de mais brio não tinha Cândido de Figueiredo pejo em ensinar a boa lição nos devidos termos (forma corrupta... — Dicionário da Língua Portuguesa, 13.ª ed., Lisboa, Bertrand, 1954). — Nem de propósito, fazia-o exactamente na mesma coluna em que definia alimária. Mas já não há lexicógrafos assim. Hoje priberiza-se toda a locução de m... que ecoe nos ecossistemas me®diáticos.
Vossemecê tem aí uma caixa para só para si. É lá.
ResponderEliminarO tareco que volta e meia diz asneira tem aí uma caixa para só para si. É lá. Fora do penico leva vassourada.
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