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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Concessão ao ópio das massas

 Os matraquilhos da Central de Cervejas, do banco mau vestido de novo e do gajo fedorento estão aviar 7 a uns solteiros-e-casados das traseiras da Europa. Vão encher-se de basófia, devidamente amplificada pela imprensa pelos bajuladores de serviço e, quando agora jogarem na Europa, a autêntica, sempre quero ver se os não vejo começar a tornar de lá logo à primeira jornada.


Apresentação das selecções de Portugal e Espanha, Estádio Nacional (A. Ferrari, 1947)
Selecções de Portugal e Espanha, Estádio [outrora] Nacional , 1947.
Amadeu Ferrari, in archivo photographico da C.M.L.

7 comentários:

  1. Anónimo9/6/16 03:18

    Não diga mal da Central de Cervejas, da cervejaria quero eu dizer... Depois lhe digo porquê.

    E faça o favor de não lançar mau agoiro aos rapazes:) Nestas coisas sou muito nacionalista e no geral em todas as que dizem respeito a Portugal, no caso estes jogos Europeus, tento ver quando são os nossos a jogar, assim como na altura própria não perco os Mundiais (vejo sobretudo a nossa Selecção) e sempre os Olímpicos (que adoro seguir e não só os jogos da nossa Selecção, como tento não perder algumas, poucas, modalidades que muito aprecio), sou uma patriota a valer!
    Maria

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  2. Esta manhã estavam a dar em directo na TV o autocarro da selecção — o autocarro! — Esta palhaçada de matraquilhos é o único patriotismo autorizado. Rende fabulosamente e descomprime as pulsões nacionalistas proibidas pelo mundialismo. Não caio nisso.

    A Central de Cervejas patrocina uma «seleção», nada que ver connosco também.

    Cumpts.

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  3. Anónimo9/6/16 14:33

    Tem razão no muito que afirma. Mais logo, se tiver tempo, vou tentar dizer-lhe o que penso deste autêntico e vergonhoso folclore, em todos os seus aspectos, que se vai observando no País. Depois de o futebol ter sido ridicularizado quando não difamado (a par do fado e de Fátima) pelos patifes que nos desgovernam, os quais sem a mínima vergonha nos focinhos reverteram tudo o que antes de 74 era por eles ostracizado, vindo posteriormente a repor as mesmíssimas manifestações populares (que aliás eram mínimas e em doses perfeitamente equilibradas) em doses industriais.
    Malditos sejam e diabos os levem.
    Maria

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  4. Fátima, futebol e fado nunca o foram como agora. Não há família "bem" que não tenha menino ou menina a cantar fado; até se tornou coisa admirada pela esquerda, para lá do consagrado feudo do antigo estudante na Suíça. Do futebol, que dizer?, convenientíssima alienação, servida em doses cavalares e que une, em inflamados mas essencialmente amigáveis - na extraordinária grosseria -, encontros de vergonhosa deseducação, todos os mais circunspectos senhores doutores, da esquerda à direita e que, sob a impunidade da bola, se aliviam das suas mal reprimidas necessidades de caserna (as massas, parece, jamais saciadas, adoram e absorvem a coisa com ruminante sofreguidão). Fátima é o que é: está acima destas mundanidades e quanto pior a acção dos homens mais se legitima, perante um povo que da espiritualidade e da religião tem uma bem material noção e a ideia de que tudo se resume e resolve com umas voltas de joelhos a um templo.

    Que voltem depressa, os nossos principescamente pagos jogadores da bola, verdadeiros exemplos do triunfo da grosseria mais arrogante e boçal (com a ocasional excepção) e da mais conveniente e pelo poder acarinhada alienação. Que voltem depressa e derrotados inapelavelmente!

    Desgraçado país que só no futebol vê mérito e orgulho.

    Costa

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  5. O Ten.-Cor. Brandão Ferreira foi quem disse: este regime apouca o Estado Novo até à náusea com os três «ff» do fado futebol e Fátima; pois nestes quarenta e tal anos não conseguiu realizar nada digno que se veja e pelo meio conseguiu elevar ao Panteão nada menos que a Amália e o Eusébio; só falta lá pôr a irmã Lúcia para termos os três «ff» democràticamente entregues a quem justamente os merece. É obra! — Viva a ponte 25 de Abril!
    Cumpts.

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  6. Acerca da Irmã Lúcia, não lhes dê ideias, não lhes dê ideias!

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  7. Muito bem observado!

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