Os matraquilhos da Central de Cervejas, do banco mau vestido de novo e do gajo fedorento estão aviar 7 a uns solteiros-e-casados das traseiras da Europa. Vão encher-se de basófia, devidamente amplificada pela imprensa pelos bajuladores de serviço e, quando agora jogarem na Europa, a autêntica, sempre quero ver se os não vejo começar a tornar de lá logo à primeira jornada.
Selecções de Portugal e Espanha, Estádio [outrora] Nacional , 1947.
Amadeu Ferrari, in archivo photographico da C.M.L.
Não diga mal da Central de Cervejas, da cervejaria quero eu dizer... Depois lhe digo porquê.
ResponderEliminarE faça o favor de não lançar mau agoiro aos rapazes:) Nestas coisas sou muito nacionalista e no geral em todas as que dizem respeito a Portugal, no caso estes jogos Europeus, tento ver quando são os nossos a jogar, assim como na altura própria não perco os Mundiais (vejo sobretudo a nossa Selecção) e sempre os Olímpicos (que adoro seguir e não só os jogos da nossa Selecção, como tento não perder algumas, poucas, modalidades que muito aprecio), sou uma patriota a valer!
Maria
Esta manhã estavam a dar em directo na TV o autocarro da selecção — o autocarro! — Esta palhaçada de matraquilhos é o único patriotismo autorizado. Rende fabulosamente e descomprime as pulsões nacionalistas proibidas pelo mundialismo. Não caio nisso.
ResponderEliminarA Central de Cervejas patrocina uma «seleção», nada que ver connosco também.
Cumpts.
Tem razão no muito que afirma. Mais logo, se tiver tempo, vou tentar dizer-lhe o que penso deste autêntico e vergonhoso folclore, em todos os seus aspectos, que se vai observando no País. Depois de o futebol ter sido ridicularizado quando não difamado (a par do fado e de Fátima) pelos patifes que nos desgovernam, os quais sem a mínima vergonha nos focinhos reverteram tudo o que antes de 74 era por eles ostracizado, vindo posteriormente a repor as mesmíssimas manifestações populares (que aliás eram mínimas e em doses perfeitamente equilibradas) em doses industriais.
ResponderEliminarMalditos sejam e diabos os levem.
Maria
Fátima, futebol e fado nunca o foram como agora. Não há família "bem" que não tenha menino ou menina a cantar fado; até se tornou coisa admirada pela esquerda, para lá do consagrado feudo do antigo estudante na Suíça. Do futebol, que dizer?, convenientíssima alienação, servida em doses cavalares e que une, em inflamados mas essencialmente amigáveis - na extraordinária grosseria -, encontros de vergonhosa deseducação, todos os mais circunspectos senhores doutores, da esquerda à direita e que, sob a impunidade da bola, se aliviam das suas mal reprimidas necessidades de caserna (as massas, parece, jamais saciadas, adoram e absorvem a coisa com ruminante sofreguidão). Fátima é o que é: está acima destas mundanidades e quanto pior a acção dos homens mais se legitima, perante um povo que da espiritualidade e da religião tem uma bem material noção e a ideia de que tudo se resume e resolve com umas voltas de joelhos a um templo.
ResponderEliminarQue voltem depressa, os nossos principescamente pagos jogadores da bola, verdadeiros exemplos do triunfo da grosseria mais arrogante e boçal (com a ocasional excepção) e da mais conveniente e pelo poder acarinhada alienação. Que voltem depressa e derrotados inapelavelmente!
Desgraçado país que só no futebol vê mérito e orgulho.
Costa
O Ten.-Cor. Brandão Ferreira foi quem disse: este regime apouca o Estado Novo até à náusea com os três «ff» do fado futebol e Fátima; pois nestes quarenta e tal anos não conseguiu realizar nada digno que se veja e pelo meio conseguiu elevar ao Panteão nada menos que a Amália e o Eusébio; só falta lá pôr a irmã Lúcia para termos os três «ff» democràticamente entregues a quem justamente os merece. É obra! — Viva a ponte 25 de Abril!
ResponderEliminarCumpts.
Acerca da Irmã Lúcia, não lhes dê ideias, não lhes dê ideias!
ResponderEliminarMuito bem observado!
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