| início |

segunda-feira, 21 de março de 2016

Policromia em preto e branco (edição cinematográfica)

 Em tempos escrevi que os baixos relevos do ceramista Jorge Barradas na fonte monumental da Alameda começaram por ser coloridos e que não conhecia eu, como não conheço, fotografias a côres deles, dos anos em que exibiram a policromia original. Além das fotografias de Horácio de Novais que nos deixavam percebê-lo e que publiquei em tempos, recordou-me há dias um benévolo leitor o documentário cujo o excerto em baixo mostra as alegorias ao trabalho representando as artes da lavoura, da pastorícia, da pesca, e trabalhos tradicionais das mulheres e dos homens que o autor ceramista lavrou e pintou na fonte monumental da Alameda.


 Claro que a policromia só se percebe no excerto do documentário em preto e branco, como os tempos de chumbo da longa noute que nos legou a Alameda e obras assim. Deve ser por isso que os democràticozinhos a desprezam tanto. Talvez nos seus escombros queiram edificar uma Alameda 25 de Abril para mostrarem obra como a ponte.



António Lopes Ribeiro, Lisboa de Hoje e de Amanhã
(1948)

2 comentários:

  1. Imagens de progresso evidente, agradabilíssimas de se ver, sobretudo quando nos lembramos de que o resto da Europa, ao tempo, era um monte de ruínas...

    Duas notas minhas:

    - ao minuto 23:31, o edifício "Heron Castilho", no tempo em que não se chamava "Heron Castilho", nem tinha má frequência;

    - que pena o Palácio da Cidade nunca ter sido construído...

    ResponderEliminar
  2. Pois bem!...

    — Instantes antes de se ver o futuro Heron vislumbra-se o antecessor do Castil; compare-se-os; e compare-se todo o casario no lado sul da Braamcamp com a cangalhada que temos hoje.

    — Que pena, realmente. Mas temos o fabuloso «Campus da Justiça» (dantes os tribunais nobilitavam-se como «Domus Iustitiae», do latim, agora planta-se-os feudatàriamente em «campus», do amaricano, ou do chinês, uma coisa dessas...)

    Cumpts.

    ResponderEliminar