Fotografia fantástica, que saudades dos tempos em que haviam eléctricos em toda a Lisboa. Actualmente este meio de transporte está circunscrito a 2 ou 3 carreiras para turista usufruir.
Dos tempos em que havia eléctricos, há-de perdoar-me. (*)
O eléctrico é o transporte de 1900. Coisa velha e relhas. Vale-no de se não acabar por ser uma relíquia para excursionistas e um maná para carteiristas e demagogos.
(*) « Note-se igualmente que vão também para o singular os verbos que antecedem haver, tais como deixar, dever, começar, poder : deixa de haver festas, e não deixam de haver festas; deve haver boas-vontades, e não devem haver ; começa a haver descontentes, mas não começam a haver descontentes; pode haver excepções, e não podem haver excepções (Vasco Botelho Amaral, Glossário Crítico de Dificuldades do Idioma Português, Domingos Barreira, Porto, 1947, p. 574). »
Foi a Carris. Desde os annos 60 que a Carris quis fez missão de acabar com os eléctricos. A vereação esteve sempre de acordo, porém, salva ùltimamente a demagogia com o 24.
Eu é que peço desculpa pelo meu pontapé na gramática. é um enorme prazer aprender consigo pois tenho-o como referência no que ao falar/escrever na língua de Camões diz respeito.
Não concordo consigo - mais uma vez... - neste particular! Peço desculpa:)
Eu sou mais recente no tempo e não aprendi esta forma de conjugar o auxiliar HAVER e o verbo principal que o antecede na oração, conforme diz e também o refer o Glossário de 1947. Já aprendi a regra que estamos a debater décadas depois dessa data. Porventura terá havido outro acordo ortográfico ou pequenas alterações linguísticas, após o acordo de 45, que tenham alterado as regras tal como eu as aprendi... e portanto estarão a meu favor. Será que é sim?
Eu aprendi a conjugar, nos tempos e modos, os verbos principais das orações, existam nelas o v. HAVER ou não. Tomemos como exemplo o verbo DEVER (mas há uma infinidade deles em que se verifica o mesmo processo analítico), quando numa oração aquele verbo (ou outro qualquer) antecede o auxiliar HAVER e quando este significa EXISTIR, aqueloutro tem de obrigatòriamente conjugar-se sob pena de a frase ficar inteligível. E se o v. EXISTIR, nessa mesma frase, significar o mesmo que o v. HAVER, aquele, tornado nessa circunstância um verbo regular, conjugar-se-á SEMPRE, qualquer que seja a frase que o contenha, caso contrário a frase ficará coxa. E, já agora, para os mais distraídos, o v. HAVER quando significa EXISTIR não se conjuga, mas sòmente neste caso, enquanto que se significar TER já se conjugará naturalmente. (Note-se que se em determinada frase o verbo principal for o EXISTIR e este estiver no lugar do HAVER, ou seja, a SUBSTITUÍ-LO significando o mesmo, então tornar-se-á automàticamente regular, devendo conjugar-se em todos os seus tempos e modos verbais, como qualquer outro verbo regular. Repetindo-me: os verbos principais que fazem parte da mesma oração em que neles entra conjuntamente o auxiliar HAVER, têm obrigatòriamente de conjugar-se no tempo e modo requeridos, porque requerem forçosamente a sua concordância com os sujeitos. Em qualquer dos casos e estejam eles no singular ou no plural. As excepções verificam-se naturalmente quando os sujeitos são abstractos ou indefinidos, sendo os predicados ou verbos, nestes casos e só nestes, conjugados sòmente na terceira pessoa do singular.
Mais logo (quero dizer, amanhã) vou procurar, no meio dos milhentos livros que pr'aqui tenho, duas ou três frases da autoria dos nossos melhores escritores e poetas, que possam exemplificar aquilo de que falo.
Não suporto ouvir os jornalistas dos telejornais e os colegas que fazem reportagens do exterior e até os políticos e politólogos(?!), que vão às televisões ou os que escrevem nos jornais (estes e outras inteligências quejandas) botar opiniões sobre tudo e mais alguma coisa, não conjugarem devidamente o verbo principal de uma frase quando este antecede o v. auxiliar HAVER ou, escândalo máximo, nem nas ditas frases aparece sequer o verbo HAVER. Ainda hoje ouvi dois tropeções na gramática que valha-me Deus Nosso Senhor. E ontem, ouvi um erro de palmatória proferido por aquela senhora gordochinha socialista, ministra do mar, que faz agora parte do governo. Houve tempos em que ia anotando os erros crassos que ouvia e lia, até que, porque eles eram mais do que muitos, acabei por desistir. Acho inadmissível que estas faltas graves se passem com qualquer português mìnimamente instruído, mas estes se as cometerem ainda têm alguma desculpa, agora os pseudo-doutorados com a psicose de que são altamente inteligentes, extremamente cultos e muitíssimos viajados..., bem destes nada se aproveita e são de fugir.
Tenho que deixar mais esta nota: as avis raras da política e da comunicação social desceram mais um degrau no linguajar à la estivadores das docas, ultrapassando o destes e o dos antigos marinheiros..., agora até já empregam em todas as frases (por escrito e oralmente) os sujeitos no singular, quando os respectivos predicados estão explìcitamente grafados no plural! E vice-versa. Inacreditável e imperdoável.
Deixe-me arranjar um bocadinho de tempo (amanhã?...) para poder exemplificar com dados precisos (ou concretos e definidos, recorrendo ao belíssimo
É um erro sintáctico, não ortográfico. Para a sintaxe não há ou houve reformas na ortografia. Há é legitimação de uso errado. Parece-me que é nesse sentido que vamos... Já falámos deste caso em tempos... Cumpts.
O belíssimo meio de transporte, não poluente, que a cavalgadura do Sampaio, quando era presidente da Câmara de Lisboa, quase extinguiu...
ResponderEliminarFotografia fantástica, que saudades dos tempos em que haviam eléctricos em toda a Lisboa. Actualmente este meio de transporte está circunscrito a 2 ou 3 carreiras para turista usufruir.
ResponderEliminarDos tempos em que havia eléctricos, há-de perdoar-me. (*)
ResponderEliminarO eléctrico é o transporte de 1900. Coisa velha e relhas. Vale-no de se não acabar por ser uma relíquia para excursionistas e um maná para carteiristas e demagogos.
(*) « Note-se igualmente que vão também para o singular os verbos que antecedem haver, tais como deixar, dever, começar, poder : deixa de haver festas, e não deixam de haver festas; deve haver boas-vontades, e não devem haver ; começa a haver descontentes, mas não começam a haver descontentes; pode haver excepções, e não podem haver excepções (Vasco Botelho Amaral, Glossário Crítico de Dificuldades do Idioma Português, Domingos Barreira, Porto, 1947, p. 574). »
Foi a Carris. Desde os annos 60 que a Carris quis fez missão de acabar com os eléctricos. A vereação esteve sempre de acordo, porém, salva ùltimamente a demagogia com o 24.
ResponderEliminarCumpts.
Eu é que peço desculpa pelo meu pontapé na gramática. é um enorme prazer aprender consigo pois tenho-o como referência no que ao falar/escrever na língua de Camões diz respeito.
ResponderEliminarReferência não serei e pontapés também dou. Mas agradeço-lhe a estima.
ResponderEliminarAnno bom!
Não concordo consigo - mais uma vez... - neste particular! Peço desculpa:)
ResponderEliminarEu sou mais recente no tempo e não aprendi esta forma de conjugar o auxiliar HAVER e o verbo principal que o antecede na oração, conforme diz e também o refer o Glossário de 1947. Já aprendi a regra que estamos a debater décadas depois dessa data. Porventura terá havido outro acordo ortográfico ou pequenas alterações linguísticas, após o acordo de 45, que tenham alterado as regras tal como eu as aprendi... e portanto estarão a meu favor. Será que é sim?
Eu aprendi a conjugar, nos tempos e modos, os verbos principais das orações, existam nelas o v. HAVER ou não. Tomemos como exemplo o verbo DEVER (mas há uma infinidade deles em que se verifica o mesmo processo analítico), quando numa oração aquele verbo (ou outro qualquer) antecede o auxiliar HAVER e quando este significa EXISTIR, aqueloutro tem de obrigatòriamente conjugar-se sob pena de a frase ficar inteligível. E se o v. EXISTIR, nessa mesma frase, significar o mesmo que o v. HAVER, aquele, tornado nessa circunstância um verbo regular, conjugar-se-á SEMPRE, qualquer que seja a frase que o contenha, caso contrário a frase ficará coxa. E, já agora, para os mais distraídos, o v. HAVER quando significa EXISTIR não se conjuga, mas sòmente neste caso, enquanto que se significar TER já se conjugará naturalmente. (Note-se que se em determinada frase o verbo principal for o EXISTIR e este estiver no lugar do HAVER, ou seja, a SUBSTITUÍ-LO significando o mesmo, então tornar-se-á automàticamente regular, devendo conjugar-se em todos os seus tempos e modos verbais, como qualquer outro verbo regular. Repetindo-me: os verbos principais que fazem parte da mesma oração em que neles entra conjuntamente o auxiliar HAVER, têm obrigatòriamente de conjugar-se no tempo e modo requeridos, porque requerem forçosamente a sua concordância com os sujeitos. Em qualquer dos casos e estejam eles no singular ou no plural. As excepções verificam-se naturalmente quando os sujeitos são abstractos ou indefinidos, sendo os predicados ou verbos, nestes casos e só nestes, conjugados sòmente na terceira pessoa do singular.
Mais logo (quero dizer, amanhã) vou procurar, no meio dos milhentos livros que pr'aqui tenho, duas ou três frases da autoria dos nossos melhores escritores e poetas, que possam exemplificar aquilo de que falo.
Não suporto ouvir os jornalistas dos telejornais e os colegas que fazem reportagens do exterior e até os políticos e politólogos(?!), que vão às televisões ou os que escrevem nos jornais (estes e outras inteligências quejandas) botar opiniões sobre tudo e mais alguma coisa, não conjugarem devidamente o verbo principal de uma frase quando este antecede o v. auxiliar HAVER ou, escândalo máximo, nem nas ditas frases aparece sequer o verbo HAVER. Ainda hoje ouvi dois tropeções na gramática que valha-me Deus Nosso Senhor. E ontem, ouvi um erro de palmatória proferido por aquela senhora gordochinha socialista, ministra do mar, que faz agora parte do governo. Houve tempos em que ia anotando os erros crassos que ouvia e lia, até que, porque eles eram mais do que muitos, acabei por desistir. Acho inadmissível que estas faltas graves se passem com qualquer português mìnimamente instruído, mas estes se as cometerem ainda têm alguma desculpa, agora os pseudo-doutorados com a psicose de que são altamente inteligentes, extremamente cultos e muitíssimos viajados..., bem destes nada se aproveita e são de fugir.
Tenho que deixar mais esta nota: as avis raras da política e da comunicação social desceram mais um degrau no linguajar à la estivadores das docas, ultrapassando o destes e o dos antigos marinheiros..., agora até já empregam em todas as frases (por escrito e oralmente) os sujeitos no singular, quando os respectivos predicados estão explìcitamente grafados no plural! E vice-versa. Inacreditável e imperdoável.
Deixe-me arranjar um bocadinho de tempo (amanhã?...) para poder exemplificar com dados precisos (ou concretos e definidos, recorrendo ao belíssimo
É um erro sintáctico, não ortográfico. Para a sintaxe não há ou houve reformas na ortografia. Há é legitimação de uso errado. Parece-me que é nesse sentido que vamos...
ResponderEliminarJá falámos deste caso em tempos...
Cumpts.
Reformas como na ortografia, digo.
ResponderEliminarJá agora aqui fica o passo todo de Vasco Botelho de Amaral, transcrito do blogo do Guégués. Cuido que mais claro não se pode ser.
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