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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Portugal, 1935

 Recuando 80 anos — devem chegar para calcar com merecimento a avantesma em tipo-passe que aqui pespeguei onte'.
 Pois recuando 80 anos, uma de Portugal com muito bom aspecto, concordareis. Mas, onde?


Portugal, 1935 (B. Kohrmann)
Portugal, 1935. B. Kohrmann in Portugal Velho.

21 comentários:

  1. Diria sopé da serra de Montejunto mas não me parece verosímil.

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  2. Pelos moinhos, que então se encontrariam em plena laboração, tratar-se-á de zona situada na chamada região saloia, entre Loures e Torres Vedras. Eu inclinar-me-ia para o Cabeço de Montachique, no ponto mais a norte do concelho de Loures, quase na estrema com o concelho de Mafra.

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  3. É difícil dizer.
    Pode ser na Extremadura ou no Ribatejo, mas não descartaria o Além Tejo.
    Um método seria localizar por palpite povoações brancas por ali em 1935 e ir afinando a pontaria. Podia ser tarefa duma vida, e sem garantia.
    A menos que alguém apareça que reconheça os três cabeços com os moinhos e deslinde o mysterio.
    Cumpts.

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  4. Pela vegetação e relevo, arredores de Lisboa.

    Vi há dias imagens com sete décadas da vila onde tenho residência no Reino Unido. A indumentária daqueles tempo curiosamente pouco difere das roupas dos nossos campónios. Vivia-se também da agricultura e do gado. Hoje ainda se vive em casas com séculos, que têm telhados de madeira e palha. Não existem marquises nem persianas. E eles têm orgulho disso. Cá tiraram a cal, as portas de madeira, o ferro forjado, os cortinados de linho e de renda de bilros. Agora usa-se tinta plástica, portas e janelas de alumínio, azulejo rasca, persianas e cortinados dos «chineses». Na paisagem, em vez de sobreiros, carvalhos, castanheiros, amieiros, choupos, medronheiros, freixos, azevinhos ou ulmeiros, estão eucaliptos, acácias, mimosas e sobreiros doentes e ressequidos. Em Inglaterra, há apenas árvores nativas ou da flora da Europa Média.

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  5. Atravessei parte do país. Ontem. O sobreiro e a azinheira já morreram em boa parte do Algarve e do Baixo Alentejo. A causa? Um fungo importado das Américas. Tragédia ambiental e económica, não faz capas de jornais nem é causa que aspire a moda. O castanheiro desapareceu da paisagem no século XIX. Antes já havia desaparecido o carvalho de vastas áreas do país. Chegou a vez do sobreiro e da azinheira a sul do Tejo. Por cá, tudo morre. Até as árvores.

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  6. Posso estar enganado, mas os montes ao fundo e os moinhos (ou o eu hoje resta deles...)parecem-me familiares à vista, fruto das minhas deambulações pela A-8. Cabeço de Montachique (Loures)? Milharado (Mafra)? Sapataria (Sobral de Monte Agraço)? Haja mais alguém que se pronuncie!

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  7. Não sou entendido, mas fez-me lembrar o verbete de há semanas:

    http://biclaranja.blogs.sapo.pt/conjecturando-a-estrada-de-benfica-1017416

    A vegetação à beira da estrada parece semelhante. E as árvores também. Talvez daí se tire alguma pista...

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  8. Uma pequena correcção: onde escrevi "(ou o eu hoje resta deles...)", pretendia escrever "(ou o que hoje resta deles...)".

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  9. Juntaria as païsagens no caminho de Sintra, não descurando o que há daí ao Jamor ou Oeiras.
    Tudo palpites, a ver se ajudam...

    Feliz Natal!

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  10. Tragédia ambiental faz capas de jornal, sim, sendo cimeira de «lidres» lá fora e sôbre alterações caliméricas à escala global.
    Portugal é que interessa pouco, pois, porque não é global. Nem metropolitano...
    Cumpts.

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  11. Quem não sabe o valor do que herdou nem novo-rico chega a ser. É burro. Há-de ser pobre eternamente.
    Cumpts.

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  12. As piteiras, pois.
    Mas esta não tem iluminação ao longo da estrada, o que a atira mais para os arrabaldes.
    Cumpts.

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  13. Tem parecença, mas...
    Cumpts.

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  14. Ocorreu-me que se poderia tratar da linha de festo que se vê nesta foto.
    Mas agora que, depois de procurar, dei justamente com a foto, tenho dúvidas.
    Abraço

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  15. Como José Lima, parece que as cumeadas têm um perfil semelhante às de Montachique. Usei Google & Bing de todas as maneiras possíveis. Fartei-me de passar na A8, ao lado de Montachique, mas dali o ângulo de visão não favorece as considerações. Só de longe, de Loures v.g., do Sul. Nunca poderia ser Montejunto, que conheço por dentro e por fora. Também não creio na hipótese de Milharado.

    Abraço

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  16. Um palpite muito capaz. Será necessário acertar com o ângulo da cumeada. Na fotografia de 35, pelas sombras, o caminho deve apontar ao N se a chapa é vespertina, ou vice-versa se matutina.
    Cumpts . E feliz Natal!

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  17. A zona tem características que se ajustam, mas cuido que a orografia seja demasiado acentuada para o que se vê. Não excluo nada, mas estou mais inclinado à estrada de Sintra.
    Havemos de descobrir.

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  18. Os moinhos não se achavam em laboração. Acabei de descobri-lo...
    :)

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