Recuando 80 anos — devem chegar para calcar com merecimento a avantesma em tipo-passe que aqui pespeguei onte'. Pois recuando 80 anos, uma de Portugal com muito bom aspecto, concordareis. Mas, onde?
Pelos moinhos, que então se encontrariam em plena laboração, tratar-se-á de zona situada na chamada região saloia, entre Loures e Torres Vedras. Eu inclinar-me-ia para o Cabeço de Montachique, no ponto mais a norte do concelho de Loures, quase na estrema com o concelho de Mafra.
É difícil dizer. Pode ser na Extremadura ou no Ribatejo, mas não descartaria o Além Tejo. Um método seria localizar por palpite povoações brancas por ali em 1935 e ir afinando a pontaria. Podia ser tarefa duma vida, e sem garantia. A menos que alguém apareça que reconheça os três cabeços com os moinhos e deslinde o mysterio. Cumpts.
Vi há dias imagens com sete décadas da vila onde tenho residência no Reino Unido. A indumentária daqueles tempo curiosamente pouco difere das roupas dos nossos campónios. Vivia-se também da agricultura e do gado. Hoje ainda se vive em casas com séculos, que têm telhados de madeira e palha. Não existem marquises nem persianas. E eles têm orgulho disso. Cá tiraram a cal, as portas de madeira, o ferro forjado, os cortinados de linho e de renda de bilros. Agora usa-se tinta plástica, portas e janelas de alumínio, azulejo rasca, persianas e cortinados dos «chineses». Na paisagem, em vez de sobreiros, carvalhos, castanheiros, amieiros, choupos, medronheiros, freixos, azevinhos ou ulmeiros, estão eucaliptos, acácias, mimosas e sobreiros doentes e ressequidos. Em Inglaterra, há apenas árvores nativas ou da flora da Europa Média.
Atravessei parte do país. Ontem. O sobreiro e a azinheira já morreram em boa parte do Algarve e do Baixo Alentejo. A causa? Um fungo importado das Américas. Tragédia ambiental e económica, não faz capas de jornais nem é causa que aspire a moda. O castanheiro desapareceu da paisagem no século XIX. Antes já havia desaparecido o carvalho de vastas áreas do país. Chegou a vez do sobreiro e da azinheira a sul do Tejo. Por cá, tudo morre. Até as árvores.
Posso estar enganado, mas os montes ao fundo e os moinhos (ou o eu hoje resta deles...)parecem-me familiares à vista, fruto das minhas deambulações pela A-8. Cabeço de Montachique (Loures)? Milharado (Mafra)? Sapataria (Sobral de Monte Agraço)? Haja mais alguém que se pronuncie!
Tragédia ambiental faz capas de jornal, sim, sendo cimeira de «lidres» lá fora e sôbre alterações caliméricas à escala global. Portugal é que interessa pouco, pois, porque não é global. Nem metropolitano... Cumpts.
Ocorreu-me que se poderia tratar da linha de festo que se vê nesta foto. Mas agora que, depois de procurar, dei justamente com a foto, tenho dúvidas. Abraço
Como José Lima, parece que as cumeadas têm um perfil semelhante às de Montachique. Usei Google & Bing de todas as maneiras possíveis. Fartei-me de passar na A8, ao lado de Montachique, mas dali o ângulo de visão não favorece as considerações. Só de longe, de Loures v.g., do Sul. Nunca poderia ser Montejunto, que conheço por dentro e por fora. Também não creio na hipótese de Milharado.
Um palpite muito capaz. Será necessário acertar com o ângulo da cumeada. Na fotografia de 35, pelas sombras, o caminho deve apontar ao N se a chapa é vespertina, ou vice-versa se matutina. Cumpts . E feliz Natal!
A zona tem características que se ajustam, mas cuido que a orografia seja demasiado acentuada para o que se vê. Não excluo nada, mas estou mais inclinado à estrada de Sintra. Havemos de descobrir.
Diria sopé da serra de Montejunto mas não me parece verosímil.
ResponderEliminarPelos moinhos, que então se encontrariam em plena laboração, tratar-se-á de zona situada na chamada região saloia, entre Loures e Torres Vedras. Eu inclinar-me-ia para o Cabeço de Montachique, no ponto mais a norte do concelho de Loures, quase na estrema com o concelho de Mafra.
ResponderEliminarÉ difícil dizer.
ResponderEliminarPode ser na Extremadura ou no Ribatejo, mas não descartaria o Além Tejo.
Um método seria localizar por palpite povoações brancas por ali em 1935 e ir afinando a pontaria. Podia ser tarefa duma vida, e sem garantia.
A menos que alguém apareça que reconheça os três cabeços com os moinhos e deslinde o mysterio.
Cumpts.
Pela vegetação e relevo, arredores de Lisboa.
ResponderEliminarVi há dias imagens com sete décadas da vila onde tenho residência no Reino Unido. A indumentária daqueles tempo curiosamente pouco difere das roupas dos nossos campónios. Vivia-se também da agricultura e do gado. Hoje ainda se vive em casas com séculos, que têm telhados de madeira e palha. Não existem marquises nem persianas. E eles têm orgulho disso. Cá tiraram a cal, as portas de madeira, o ferro forjado, os cortinados de linho e de renda de bilros. Agora usa-se tinta plástica, portas e janelas de alumínio, azulejo rasca, persianas e cortinados dos «chineses». Na paisagem, em vez de sobreiros, carvalhos, castanheiros, amieiros, choupos, medronheiros, freixos, azevinhos ou ulmeiros, estão eucaliptos, acácias, mimosas e sobreiros doentes e ressequidos. Em Inglaterra, há apenas árvores nativas ou da flora da Europa Média.
Atravessei parte do país. Ontem. O sobreiro e a azinheira já morreram em boa parte do Algarve e do Baixo Alentejo. A causa? Um fungo importado das Américas. Tragédia ambiental e económica, não faz capas de jornais nem é causa que aspire a moda. O castanheiro desapareceu da paisagem no século XIX. Antes já havia desaparecido o carvalho de vastas áreas do país. Chegou a vez do sobreiro e da azinheira a sul do Tejo. Por cá, tudo morre. Até as árvores.
ResponderEliminarPosso estar enganado, mas os montes ao fundo e os moinhos (ou o eu hoje resta deles...)parecem-me familiares à vista, fruto das minhas deambulações pela A-8. Cabeço de Montachique (Loures)? Milharado (Mafra)? Sapataria (Sobral de Monte Agraço)? Haja mais alguém que se pronuncie!
ResponderEliminarNão sou entendido, mas fez-me lembrar o verbete de há semanas:
ResponderEliminarhttp://biclaranja.blogs.sapo.pt/conjecturando-a-estrada-de-benfica-1017416
A vegetação à beira da estrada parece semelhante. E as árvores também. Talvez daí se tire alguma pista...
Uma pequena correcção: onde escrevi "(ou o eu hoje resta deles...)", pretendia escrever "(ou o que hoje resta deles...)".
ResponderEliminarJuntaria as païsagens no caminho de Sintra, não descurando o que há daí ao Jamor ou Oeiras.
ResponderEliminarTudo palpites, a ver se ajudam...
Feliz Natal!
Tragédia ambiental faz capas de jornal, sim, sendo cimeira de «lidres» lá fora e sôbre alterações caliméricas à escala global.
ResponderEliminarPortugal é que interessa pouco, pois, porque não é global. Nem metropolitano...
Cumpts.
Quem não sabe o valor do que herdou nem novo-rico chega a ser. É burro. Há-de ser pobre eternamente.
ResponderEliminarCumpts.
As piteiras, pois.
ResponderEliminarMas esta não tem iluminação ao longo da estrada, o que a atira mais para os arrabaldes.
Cumpts.
Feliz Natal a todos!
ResponderEliminarTem parecença, mas...
ResponderEliminarCumpts.
Caliméricas, é isso.
ResponderEliminarOcorreu-me que se poderia tratar da linha de festo que se vê nesta foto.
ResponderEliminarMas agora que, depois de procurar, dei justamente com a foto, tenho dúvidas.
Abraço
Como José Lima, parece que as cumeadas têm um perfil semelhante às de Montachique. Usei Google & Bing de todas as maneiras possíveis. Fartei-me de passar na A8, ao lado de Montachique, mas dali o ângulo de visão não favorece as considerações. Só de longe, de Loures v.g., do Sul. Nunca poderia ser Montejunto, que conheço por dentro e por fora. Também não creio na hipótese de Milharado.
ResponderEliminarAbraço
Um palpite muito capaz. Será necessário acertar com o ângulo da cumeada. Na fotografia de 35, pelas sombras, o caminho deve apontar ao N se a chapa é vespertina, ou vice-versa se matutina.
ResponderEliminarCumpts . E feliz Natal!
A zona tem características que se ajustam, mas cuido que a orografia seja demasiado acentuada para o que se vê. Não excluo nada, mas estou mais inclinado à estrada de Sintra.
ResponderEliminarHavemos de descobrir.
Cumpts. 😃
ResponderEliminarOs moinhos não se achavam em laboração. Acabei de descobri-lo...
ResponderEliminar:)