| início |

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Tudo imbecis


 O vice-procurador-geral da República de Angola, general Hélder Pitta-Groz, considera que Portugal quebrou um «tabu» [aspas! — em que ficamos?] com a escolha de uma mulher negra, Francisca van Dunem, para o Governo (Mariana Oliveira, Ana Henriques, «Francisca Van Dunem, a primeira mulher negra a chegar a ministra», in Público, 26/XI/15).



 O vice-procurador da Angola não notou que o primeiro-ministro a tomar posse também é preto? Não notou por ser indiano, por ser homem, ambas?... Será o comentário racista, sexista ou tolo?
 E por que dá o jornalismo isto por notícia? Por maldade de evidenciar a tolice alheia ou por estupidez própria?
 Nem entendem como apoucam a procuradora.



(Imagem do álbum da comissão liquidatária anterior.)

4 comentários:

  1. Enviei-lhe recado!

    ResponderEliminar
  2. Este tipo de jornalismo mete nojo. Os jornalistas, com raras e honrosas excepções, estão todos vendidos à maçonaria portuguesa. A começar no Expresso e no seu dono e a acabar nele.

    Tem vindo a publicar uns temas suficientemente atractivos para lhe deixar uma palavrinha de apreço. Deixe ver se arranjo um bocadinho de boa disposição (já sabe o meu problema) para os abordar com o tempo que eles merecem.

    Outra coisa. Um dia destes lá vou eu deixar por aqui algumas falhas gramaticais indesculpáveis e erros fonéticos e de sintaxe (parece ser que toda a gente o lê e os abaixo citados naturalmente também;)), insuportáveis, que os meninos e meninas que brotam discurso nas televisões, bem como os políticos, opinadores, politólogos e demais comentadores convidados dos programas televisivos, bolçam diàriamente e com a maior das descontracções, convencidíssimos de que estão a palrar impecàvelmente e em bom português. Aqueles 'queridos' NUNCA incluem nas frases/orações por si proferidas qualquer das preposições que, caso estas o exijam, têm obrigatòriamente de estar presentes.

    Preposições: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, por, per, perante, sem, sob, sobre, trás.

    Por agora deixo só uma pergunta aos ditos e mui sapientes(?) jornalistas, comentadores e, vergonha máxima, também políticos: porque motivo não incluem nas frases as preposições que lhes competem sem as quais aquelas ficam coxas e consequentemente quase insuportáveis de se escutar?

    E cumprimentos para si.
    Maria

    ResponderEliminar
  3. Neste caso a estupidez é total. Que de Angola, que não podia ser portuguesa, venham palpites sobre ministros de Portugal pouco admira; Portugal ser angolano é uma condição que ninguém contesta.

    Já o jornalixo veiculado por lacaios dos poderzinhos podia ao menos parecer sério. É escusado. É estúpido que se farta. Nem para manejar trinta palavras há engenho.

    De jornalixo, aliás, o saco de plástico é uma instituiçãozíssima.

    Disponha por cá como queira.

    Cumpts.

    ResponderEliminar